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Wednesday 23 October 2019
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A 100 dias dos Jogos, ingleses do vôlei de praia esperam evento inesquecível

 18/04/12 – O vôlei de praia não é um esporte tradicional na Inglaterra, mas o país europeu entrará definitivamente na história da modalidade daqui a 100 dias, quando receberá a quinta edição dos Jogos Olímpicos que terá o esporte no programa oficial. As disputas pelas medalhas serão na tradicional House Guards Parade, mundialmente conhecido ponto turístico inglês, que receberá uma arena para 15.000 torcedores.


Envolvidos diretamente no clima olímpico que tomará conta de Londres nos próximos meses, os atletas de vôlei de praia do país esperam uma competição inesquecível. Segundo Denise Johns, de 33 anos, a proximidade dos Jogos Olímpicos elevou muito a popularidade do vôlei de praia no país.

“O vôlei de praia não é um dos esportes mais conhecidos na Grã-Bretanha, mas esse panorama tem mudado bastante. A cobertura da imprensa ao esporte tem sido maior e, com isso, as pessoas entendem e acompanham mais. Disputamos o evento-teste no ano passado e foi fantástico jogar em um lugar tão simbólico como a House Guards Parade. Os torcedores se envolveram como nunca tínhamos visto e gostaram bastante”, diz a atleta.

Ao lado da parceira Lucy Boulton, Johns luta pela vaga a que a Inglaterra tem direito nos Jogos por ser o país-sede. Com 370 pontos, a dupla corre atrás das compatriotas Zara Dampney e Shauna Mullin, que têm 1.080 pontos.

“Ainda há a possibilidade de as duas duplas se classificarem, mas é bem improvável. Se tiver que ir uma só, que seja a mais bem preparada. Todas as duplas britânicas cresceram bastante com a possibilidade de disputar o Circuito Mundial permanentemente. Em Londres, será um momento único, jogar com 10.000 torcedores a favor, e todos querem participar”, acredita.

No masculino, a disputa para representar a equipe da casa é ainda mais intensa. Após algumas trocas de parceria nos últimos anos, Gregg Weaver/Jody Gooding e Steven Grotowski/John Garcia-Thompson estão empatados com 264 pontos.

“A disputa está muito equilibrada e qualquer um pode ficar com a vaga. Ainda há a possibilidade de termos uma segunda dupla, através do Continental Cup europeu, mas é muito difícil, porque os times do nosso continente são todos muito fortes. Estou bastante confiante, porque fizemos uma pré-temporada muito boa e estamos mais bem preparados que o ano passado”, acredita Grotowski, que mora atualmente nos Estados Unidos.

O britânico destaca também o crescimento da modalidade dentro das quadras, com maiores investimentos e mais duplas disputando as principais competições internacionais.

“No início, o governo deu um suporte grande ao projeto do vôlei de praia. Há pouco tempo, um grupo da iniciativa privada construiu três centros de treinamentos fechados. Nunca tivemos tantos times disputando o Circuito Mundial e isso fez o nível das nossas duplas melhorar muito. Nada disso teria acontecido se não fosse pelos Jogos Olímpicos”, revela o britânico.



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