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Friday 15 November 2019
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Após boa campanha com jovens, Mackenzie não confirma participação na Superliga

10/05/2012 – O Mackenzie/Cia. do Terno chamou a atenção dos torcedores e da mídia na reta final da última Superliga. O belo trabalho do técnico Ricardo Picinin mostrou a força de jovens e promissoras atletas, além de confirmar o talento de outras, como as ponteiras Priscila Daroit, Gabi e Thaís e a oposto Ingrid. E também se destacou fora das quadras, com a Miss Luciene Scouto nos principais canais de televisão do país. Só que toda essa repercussão do tradicional clube formador mineiro pode ficar para trás. Sem a confirmação de patrocinadores, o time não tem certeza se irá ou não participar da próxima Superliga.

"É provável que participemos, mas ainda não posso confirmar. Dependemos de empresas dispostas a investir", relatou Carlos Rocha, presidente do clube, ao Jornal OTEMPO, de Belo Horizonte.

Até o momento, negociações acontecem com duas empresas que podem ser a salvação do clube. A previsão de uma definição foi estipulada para julho. O técnico Ricardo Picinin lamenta a situação, mas entende o posicionamento do Mackenzie. "Até lá, quem está disponível no mercado pode acertar com outras equipes, diminuindo as opções de reforços. Não dá para cometer loucuras. A política de ‘pé no chão’ faz todo sentido", disse.

 

Com o fim do contrato de todas as jogadoras e integrantes da comissão técnica, eles foram autorizados pela diretoria a negociar com outros clubes. O bom desempenho fez com que o talento de muitas jogadoras despertasse a atenção de clubes com uma situação financeira mais favorável. Até o momento, sete jogadoras se transferiram para outras equipes.

Confira a tabela do Mercado Feminino

O trabalho de base do Mackenzie sempre revelou jogadoras de talento. Para esta temporada, é possível que algumas jovens sejam integradas ao elenco profissional. "Duas jogadoras possuem reais condições de ser efetivadas: as pontas Fabi e Lorene. Mas a primeira rompeu o ligamento e só volta no ano que vem. Já a Lorene tem boa possibilidade de completar o grupo", admitiu Picinin, que tem uma situação um pouco mais favorável, uma vez que atua como assistente-técnico da seleção brasileira feminina infanto, que se apresenta em julho para o Sul-Americano do Peru, valendo vaga no Mundial da categoria.

 

Formadores são esquecidos’

Longe da realidade dos principais times do país, o Mackenzie vivencia uma situação sem a presença de grandes patrocinadores dispostos a investir e contratar as grandes jogadoras do país.

"Das equipes que disputam a Superliga, somente quatro são clubes formadores. Não recebemos nenhum apoio da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que poderia olhar um pouco mais para quem é responsável pela formação de cidadãos e de atletas que integram as seleções de base. Os grandes time só contam com equipes profissionais impulsionadas por grandes patrocínios", criticou o presidente do clube, Carlos Rocha.

Parte dos recursos presentes até o momento será destinada ao vôlei. No entanto, a quantia para a modalidade não será a desejada. "Estamos realizando reformas no clube para valorizar o nosso maior patrimônio, que são os sócios", justificou o dirigente.

Fonte: Jornal O TEMPO
Foto: Alexandre Arruda




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