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Tuesday 20 August 2019
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Bebeto de Freitas, Fofão e Renan Dal Zotto se juntam a outros nove brasileiros no Hall da Fama

Crédito: Divulgação/HallofFame

Crédito: Divulgação/HallofFame

 

A noite deste sábado (24/10) foi muito especial para três dos maiores nomes do voleibol brasileiro. Em uma cerimônia realizada na pequena cidade de Holyoke, nos Estados Unidos, berço da modalidade, Renan Dal Zotto, Fofão e Bebeto de Freitas foram incluídos no Hall da Fama e se juntaram à lista que conta com mais de 120 personalidades que contribuíram para o desenvolvimento deste esporte.

 

Renan Dal Zotto, que estreou na seleção brasileira aos 16 anos, hoje trabalha como diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). O gaúcho de São Leopoldo confessou que nunca imaginou que receberia tal homenagem e relembrou um pouco do passado como jogador.

 

“Estou muito feliz de estar aqui e me ver ao lado de tanta gente importante para o voleibol. Nunca pensei que isto poderia acontecer. Eu tive a oportunidade de jogar na companhia de grandes atletas, incluindo meu grande amigo Bebeto (de Freitas). Nos anos 80 nós fomos os primeiros brasileiros a conquistarmos uma medalha nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984. Neste momento, sei que estou representando cada um daqueles que estiveram comigo e quero que eles se sintam honrados e celebrem da mesma forma que eu. Com aquela geração conquistamos muitas coitas, tivemos vitórias e derrotas, provavelmente mais derrotas que vitórias. Mas estou certo de que sempre que entrávamos em quadra era para dar o nosso melhor”, disse o ex-ponteiro que fez parte da geração de prata.

 

Bebeto de Freitas, que foi o treinador a levar o Brasil à primeira medalha Olímpica no voleibol, comentou que o sentimento ao receber a homenagem foi de missão cumprida. Ele, que além de técnico também teve passagens pelo Atlético Mineiro e Botafogo como dirigente, ficou emocionado em ver que a partir de agora estará lado a lado dos ídolos na memória do esporte.

 

“Depois de visitar o Hall da Fama hoje eu tive uma surpresa agradável e me senti honrado e com a sensação de que fiz o meu trabalho. Em seguida, tive outro sentimento, o de responsabilidade. Aqui vi muitos dos meus ídolos, jogadores que joguei junto, joguei contra. Não sei quantas vezes eu os vi jogar em meus sonhos, técnicos que me inspiraram e influenciaram o meu modo de entender o voleibol. Hoje eu tive a mesma honra que que muitos dos meus heróis tiveram antes de mim”, disse Bebeto.

 

Completando o trio de brasileiros homenageados, a ex-levantadora Fofão lembrou das três décadas que se dedicou ao esporte. Ela, que foi a primeira atleta de voleibol a disputar cinco edições dos Jogos Olímpicos (1992, 1996, 2000, 2004 e 2008), também se emocionou ao lembrar do pai, quem a campeã olímpica considera o maior incentivador.

 

“Estou vivendo um dos maiores momentos que um atleta pode almejar na vida. Quando comecei a jogar voleibol não sabia onde iria chegar. E agora, analisando tudo que fiz, é incrível ver onde estou. Foi um caminho longo e recheado de adversidades, mas todos os desafios valeram a pena. Nunca pensei que me dedicaria por 30 anos a este esporte e que por 17 anos vestiria a camisa da seleção brasileira. Eu vivi todos os tipos de emoções: eu ri, eu chorei, me lesionei, gritei e, principalmente, eu me diverti. Meu pai, o Seu Sebastião, me apoiou sempre. Infelizmente não está mais aqui, mas me incentivou ao longo de toda a minha carreira, e acreditou em mim mais que eu mesma. Dizia que eu só não venceria se não quisesse. Cresci acreditando nisso e sei que ele está orgulhoso de onde a filha dele chegou”, declarou Fofão.

 

O ex-levantador Lloy Ball, campeão olímpico com os Estados Unidos em Pequim 2008 completou a turma de 2015 de personalidades conduzidas ao Hall da Fama.

 

Criado há 30 anos, o Hall da Fama homenageia os grandes nomes do voleibol e atualmente conta com 125 personalidades entre atletas, técnicos e dirigentes que contribuíram para o desenvolvimento da modalidade. O Brasil é o terceiro país com o maior número de 12.

 

Além de Renan Dal Zotto, Fofão e Bebeto de Freitas, outros nove brasileiros compõem a lista de personalidades eternizadas: Bernard Rajzman em 2005, Jaqueline Silva em 2006, Carlos Arthur Nuzman em 2007, Ana Moser em 2009, Adriana Behar e Shelda em 2010, Maurício Lima em 2012 e Nalbert Bitencourt e Sandra Pires em 2014.




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