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Tuesday 20 November 2018
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Bia: “Poder estar no Mundial e vestir a camisa do Brasil foi um sonho realizado”

Créditos de Imagem e Reprodução: Divulgação/Sesc

Créditos de Imagem e Reprodução: Divulgação/Sesc

Ela é uma das centrais que tem disputado espaço na seleção brasileira, revezando com Carol e as veteranas e medalhistas olímpicas Adenizia e Thaisa. Em uma entrevista exclusiva, Bia analisa as oscilações do time canarinho diante de outras seleções, o desejo antigo de ser treinada pelo técnico Bernardinho e o carinho da torcida de Osasco

Acredito que foi a Tandara que parafraseou “esta geração que está vindo é a mais criticada”. Como é para vocês trabalharem o psicológico diante de tantas críticas?

 A critica sempre vai existir, as gerações passadas também foram criticadas. A equipe que foi para as Olimpíadas de 2016 também foi muito criticada. Nem sempre vamos conseguir agradar a todos com os resultados. A gente lida muito bem com isso, ainda mais por fazer parte da nossa profissão. Estamos sempre sujeitos às críticas e as pessoas vão julgar situações. É algo normal do nosso cotidiano. Temos trabalhado muito bem e estamos nos blindando cada vez mais. Nossa preocupação é trabalhar e treinar com dedicação.

Você está começando a se firmar na seleção e jogou no Mundial. Como foi esta experiência?

Foi uma experiência bacana, por mais que nós não tenhamos atingido o resultado nem perto do que a gente gostaria. Mas aprendemos muito com as experiências vividas ali com o grupo. Poder estar no Mundial e vestir a camisa do Brasil foi um sonho realizado. Com essa derrota, percebi que temos que melhorar em muitos aspectos, como nos dedicar mais nas próximas competições.

Estamos no meio do ciclo olímpico e, no seu ponto de vista, o que o Brasil pode melhorar?

Este ano, especificamente, tivemos muitos problemas físicos com o time. Acredito que, para a próxima temporada, o time irá vir bem fisicamente. Tivemos atletas voltando de cirurgia e algumas lesões um pouco mais graves ocorridas no meio da nossa preparação, o que nos prejudicou de certa forma. Sempre temos que melhorar em alguma coisa, como em fundamentos. Brasil defende muito bem, bloqueia muito bem e um bom poder de ataque, mas devemos começar a aderir um jogo acelerado, algo diferente, pois tem grandes seleções que estão chegando e nós, do Brasil, temos que mostrar um diferencial para bate-las.

Você espera estar nas Olimpíadas?

Comecei a preparação do ciclo passado e farei de tudo para estar em Tóquio em 2020.

Das grandes seleções, quais são as serem batidas?

Temos seleções com grandes jogadoras e que tem sido destaques, como por exemplo a Sérvia, com a oposta Boskovic, que foi a MVP do Campeonado Mundial, com Mihajlović na ponta, com grandes centrais. Temos a Itália com a Egonu que foi a maior pontuadora e tem tudo para ser uma grande oposto. A China, com Zhu, que tem feito jogos acelerados. Tem muitas seleções que temos que ficar atentos, como a Turquia que surpreendeu na Liga Das Nações. Então, o Brasil tem que buscar evoluir sempre e ficarmos mais próximo possível dessas grandes seleções.

Crédito: Divulgação FIVB

O que te motivou a fechar com o Sesc RJ?

Sempre tive vontade de jogar com o Bernardo. Com o fim do patrocínio da Nestlé com o time de Osasco, acabou surgindo o convite de jogar aqui no Rio. O Osasco estava em busca de patrocínio, eu acabei vendo uma oportunidade de treinar com uma pessoa que eu sempre admirei e estar jogando em um clube tão vitorioso, como o Sesc RJ. Então, posso dizer que o que me motivou foi isso, além da quantidade de títulos, da comissão técnica, das grandes atletas… Foi o conjunto.

Você jogou por muitos anos pelo Osasco, o principal rival do time carioca. Como vai ser estar na quadra adversária da torcida que sempre apoia o time, a Loucos de Osasco?

Eu tenho um carinho muito grande pela torcida e pelo clube de Osasco. Tenho uma enorme admiração pela diretoria, comissão técnica e pelas meninas, muitas são minhas amigas. Eu e a torcida não tínhamos um bom relacionamento no inicio, mas depois eu fui super bem acolhida por eles. A Louco de Osasco torcia muito por nós, e guardo meu respeito e admiração por eles devido a sua torcida de corpo e alma pelo time, estando presente do inicio ao fim. Quem sabe algum dia eu não volto? Vou continuar respeitando e admirando todos.

O que esperar da Bia no Sesc RJ?

Eu espero fazer meu melhor. Vou levar a experiência que já tenho, minha vontade e minha garra. Espero  espero dar o meu melhor a cada dia, crescer, evoluir e ganhar, que é o que todos esperam de um time como o do Sesc.

Quais times você colocaria como principais adversários? Quais podem surpreender?

Assim como no ano passado, a Superliga vem evoluindo bastante. Nós temos o Dentil/Praia Clube, que é o atual campeão e montou nesta temporada mais um time favorito ao título. Osasco é sempre Osasco e o Minas que trouxe grandes reforços. O Sesi Vôlei Bauru também montou um grande time e tem algumas equipes que sempre brigam por ali, como Pinheiros e São Caetano, que são compostos por meninas mais jovens, mas que são bem trabalhadas e demonstram bastante vontade. A Superliga será acirrada novamente.




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CintiaAmovolei Recent comment authors
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Cintia
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Cintia

Olá Bia!!! Parabéns pela sua dedicação .

Amovolei
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Amovolei

Sonho realizado. E se Deus permitir encerrado, vai ser ruim assim lá longe….

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