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Wednesday 21 November 2018
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Brasileiras desperdiçam dois match points e dominicanas entram para a História

Crédito: Divulgação/FIVB

Crédito: Divulgação/FIVB

Era dia de Lorenne, mas não era dia do voleibol brasileiro. A oposta fez uma partida sensacional, mas foi insuficiente para levar a Seleção Brasileira feminina ao topo do pódio no sub-20. Na noite desse sábado, o Brasil sucumbiu diante da Rep. Dominicana por 3 sets a 2 (17-25, 25-21, 25-17, 24-26, 16-14) e ficou com o vice-campeonato. Foi o primeiro título mundial do voleibol dominicano, seja no masculino, seja no feminino, seja em que categoria for.

 

O grande destaque do jogo foi o duelo entre a ponteira dominicana Brayelin Martinez e a oposta brasileira Lorenne. As duas deram um show no ataque: enquanto Martinez fez 32 pontos, sendo 28 no ataque (38,8% de aproveitamento), Lorenne fez 37 anotações no fundamento, obteve 39, no total, com percentual de 55,2% nas cortadas. O problema é que, na partida, enquanto o Brasil só tinha uma Lorenne, a Rep. Dominicana tinha três Martinez – Brayelin, Natalia e Jineiry. E ainda teve Gaila Gonzalez.

 

O primeiro set foi equilibrado até metade da parcial. As dominicanas complicavam o saque, mirando o serviço em Drussyla, e Brayelin conseguia atacar com tranquilidade. Mas, a partir da igualdade em 12 a 12, Lorenne entrou em ação, o bloqueio de Laiza apareceu e o Brasil conseguiu uma parcial de 13 a 5 para fazer 1 a 0.

 

Nos dois sets seguintes, destacou-se o jogo da oposta Gaila Gonzalez. Ela terminou o jogo com 16 pontos, metade dos de Brayelin Martinez, mas passou a dividir com a ponteira a responsabilidade por colocar a bola no chão. Ao crescimento dela, soma-se a má distribuição de bolas no ataque brasileiro.

 

Se no primeiro set, Lorenne fez seis pontos, Drussyla e Laiza, quatro, do segundo set em diante era mais fácil apostar que a levantadora Thaís fosse acionar a oposta do que qualquer outra jogadora em quadra. Se Lorenne teve ótima performance no ataque, o mesmo não se diz das duas ponteiras. Nesse fundamento, Drussyla conseguiu dez pontos, percentual de 23,8%, e Lana, oito pontos, 24,3%. Daí, a questão é saber elas receberam poucas bolas porque estavam num dia ruim ou se não atuaram bem no ataque porque não eram acionadas mesmo quando Lorenne estava muito marcada.

 

Dos 63 pontos que o Brasil obteve nos três primeiros sets, 15 foram erros das dominicanas, 23 de Lorenne e 25 de todas as outras jogadoras somadas. Era de se esperar, assim, que o terceiro set, como foi, realmente, fosse vencido pelas dominicanas, se conseguissem minimizar o poder do ataque de Lorenne.

 

As brasileiras abriram boa vantagem no quarto set – 12 a 5 – e viram as dominicanas encostarem e virarem para 22 a 21. O jogo esquentou com provocações e reclamações de lado a lado e o Brasil até conseguiu revirar a parcial e levar o jogo para o desempate. Só que, a partir daquela reta final de set, Brayelin Martinez, que até disputou o mundial adulto do ano passado, assumiu sua condição de líder do time e era, de longe, quem mais recebia bolas pela Rep. Dominicana.

 

O tie break foi o set verdadeiramente equilibrado da contenda. O Brasil conseguiu abrir dois pontos de vantagem, mas o time desperdiçava contra-ataques. Num ataque de Lorenne para fora, a Rep. Dominicana fez 12 a 11. Mas ela se redimiu na bola seguinte e, com dois bloqueios seguidos – Drussyla e Thaís –, o Brasil chegou ao match point. E a partir daí, tudo deu errado para o time do técnico Mauricio Thomas.

 

Primeiro, o Brasil teve contra-ataque para fechar o jogo, mas Drussyla foi bloqueada. Em seguida, com Lorenne no fundo de quadra, Thaís optou por Drussyla mais uma vez para fechar o jogo, e ela errou o ataque. Em seguida, Lorenne atacou para fora e, por fim, as dominicanas aproveitaram o primeiro match point que tiveram e fecharam o jogo com um bloqueio de Jineiry Martinez sobre a levantadora Thais – o passe foi ruim e a bola estava passando para a quadra adversária.

 

Na decisão do terceiro lugar, a Itália venceu o Japão por 3 a 0 (28-26, 25-22, 25-19).




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Até que enfim as GIRAFAS GIGANTES da REPÚBLICA DOMINICANA conseguiram ser CAMPEÃS MUNDIAIS, com a GIRAFA-MOR Brayelin Elizabeth Martínez,com seus incríveis 2,01m de altura e apenas 19 aninhos, sendo a MVP do torneio!!! BRAYELIN fez incríveis 32 pontos no jogo do título e também foi a maior pontuadora da competição, com 177 pontos. A ponteira-passadora-oposta já atua na seleção adulta e disputou a COPA DO MUNDO 2015. “Estou muito feliz por ter conquistado o MVP neste meu último torneio na categoria (sub-20) e me sinto muito bem por ter feito meu trabalho e ter podido ajudar meu time”, disse BRAYELIN… Ler mais »

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