Foto: Divulgação/Sesi)” width=”300″ height=”245″ /> Fabiana: “Jamais poderia me omitir. Não cabe mais tolerarmos preconceitos em pleno século XXI” (
Foto: Divulgação/Sesi)
Bicampeã olímpica, três medalhas em Mundiais, seis ouros em Grand Prix e o posto de capitã da seleção brasileira feminina de vôlei. Nem todo esse currículo inibiu um racista de atacar Fabiana Claudino. Através de suas redes sociais, a jogadora relatou ter sido alvo de ofensas durante a partida entre seu time, o Sesi, e o Minas, na noite dessa terça (27), válida pela Superliga feminina.
“Vivenciar isso é difícil e duro! Vivenciar isso na minha terra, torna tudo pior! Ontem durante o jogo contra o Minas, um senhor disparava uma metralhadora de insultos racistas em minha direção. Era macaca quer banana, macaca joga banana, entre outras ofensas. Esse tipo de ignorância me atingiu especialmente, porque meus familiares estavam assistindo a partida”, comentou a atleta.
De acordo com ela, o Minas tomou as atitudes necessárias para evitar a continuidade do problema. “Ele foi prontamente retirado do ginásio pela direção do Minas Tênis Clube e encaminhado à delegacia. Agradeço a atitude do Minas, em não ser conivente com esse absurdo. Clube este, onde comecei a minha história e onde até hoje tenho pessoas queridas”, afirmou.
Fabiana disse que chegou a cogitar a possibilidade de não divulgar a história, mas optou por contar tudo e ressaltou: faz isso como ser humano e não como grande jogadora que é.
“Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano. A realidade me mostra que não fui a primeira e nem serei a última a sofrer atos racistas, mas jamais poderia me omitir. Não cabe mais tolerarmos preconceitos em pleno século XXI”, bradou, antes de deixar um bonito recado. “A esse senhor, lamento profundamente que ache que as chicotadas que nossos antepassados levaram há séculos, não serviriam hoje para que nunca mais um negro se subjugue à mão pesada de qualquer outra cor de pele. Basta de ódio! Chega de intolerância!”, finalizou.


