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Monday 14 October 2019
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Com lágrimas, Fofão se despede do vôlei com partida festiva

Com os olhos marejados, Fofão disse ter vivido o dia mais feliz de sua vida (Foto: Cinara Piccolo/Divulgação)

Com os olhos marejados, Fofão disse ter vivido o dia mais feliz de sua vida (Foto: Cinara Piccolo/Divulgação)

Em quadra, ela sempre foi um poço de estabilidade emocional, mas neste domingo (24) foi difícil resistir: em partida festiva realizada em São Caetano do Sul, Fofão, 45, se despediu do vôlei, esporte ao qual se dedicou nas últimas três décadas, derramando muitas lágrimas.

O duelo, realizado com a presença de um público de 3500 pessoas, reuniu atletas ainda na ativa com outras que já se aposentaram. No fim, o time denominado “Amigas da Fofão” bateu as “Campeãs Olímpicas de 2008” (que chegou a contar com Regiane, atual Rexona) por 2 sets a 0, parciais de 25-21 e 25-17.

O resultado foi o que menos importou: com atletas visivelmente fora de ritmo de jogo por férias ou aposentadoria, o que se viu foi um festival de erros e boas intenções – a líbero Fabi, por exemplo, se divertiu atacando várias bolas, enquanto a central Fabiana chegou a se arriscar na linha de passe. Houve também quem só apareceu para fazer presença: a lendária Ana Moser, por exemplo, apareceu pouco antes do início do duelo e diz não ter jogado “porque qualquer coisinha já incha o joelho”. Érika, por sua vez, recebeu recomendações médicas para não forçar a mão ainda em recuperação de uma fratura sofrida na última Superliga.

A grande ausência ficou por conta do técnico Bernardinho. Apesar de ter confirmado sua presença antecipadamente, o treinador cancelou sua vinda na noite de sábado (23) alegando “problemas pessoais”. Mandou uma mensagem de áudio para Fofão e Hairton Cabral, treinador do São Caetano/São Cristóvão Saúde ficou com a missão de comandar o “Amigas da Fofão”.

O dia foi marcado pelas homenagens. Técnico da seleção, José Roberto Guimarães era só elogios para a agora ex-jogadora. Zé, por exemplo, lembrou que acompanhou a carreira da levantadora desde o começo, nos tempos do Colgate/Pão de Açúcar.

“Ela sempre teve liderança mais tranquila. Passou por vários períodos de aprendizagem, crescimento, maturação e eu peguei a Fofão em todos esse períodos, consegui vê-la crescer durante todo esse tempo. Infelizmente, chegou a hora de ela se despedir, mas o que mais me chamou a atenção na Fofão foi a dedicação, determinação e o prazer que ela tinha pelo voleibol”, destacou.

Já Ana Moser destacou o fato de Fofão sempre ter feito mais do que falado. “A Fofão é a mesma pessoa desde que eu a conheço. Ela tem três medalhas olímpicas, medalhas de Mundiais e é a mesma pessoa simples. É uma pessoa única que conseguiu de uma maneira silenciosa, trabalhando religiosamente todo dia, 30 anos de constância. Ninguém chega aos pés disso”, comentou.

Fofão, por sua vez, se esforçou para segurar as lágrimas e agradecer a todos os presentes. “Não vai ter um dia na minha vida em que eu vou acordar e não vou me lembrar desse dia (…) Desejo do fundo do meu coração dizer obrigado, mas isso seria muito pouco por tudo o que vocês me proporcionaram hoje. Vocês conseguiram deixar esse dia ainda especial, foi o dia mais importante da minha vida”, afirmou.




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O texto está muito bem escrito!

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