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Monday 10 December 2018
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Conheça a história de superação e persistência do jovem ponteiro Rodriguinho

Crédito: Agência i7/Divulgação Sada Cruzeiro

Crédito: Agência i7/Divulgação Sada Cruzeiro

 

Entre atletas experientes e consagrados, um nome se destacou na campanha do Tricampeonato Mundial do Sada Cruzeiro, com a taça conquistada nesse domingo, 23/10, sobre o russo Zenit Kazan. Rodrigo Pimentel Souza Leão, o Rodriguinho, foi umas surpresas do time celeste no torneio, ao ter que assumir a titularidade na equipe com a contusão do ponteiro Filipe. E com apenas 20 anos, o jogador não sentiu o peso da responsabilidade, jogou solto e brilhou. Atleta da base celeste e exemplo do trabalho de formação do clube, para o jovem Rodriguinho a jornada foi longa até aqui.

 

Em agosto de 2014, depois de conquistar o bicampeonato da Superliga, o Sada Cruzeiro iniciava o que seria mais uma brilhante temporada. E já com o elenco fechado para o ciclo, foi procurado pelo agente de um jovem atleta, que havia se destacado no extinto RJ Vôlei ao assumir grandes responsabilidades na equipe com apenas 17 anos. Lesionado e precisando de uma cirurgia no joelho direito, o ponteiro Rodriguinho encontrou no Sada Cruzeiro a estrutura que precisava. O time apostou na sua recuperação e cuidou do tratamento. Questionado na época sobre a chegada do garoto, Marcelo Mendez foi incisivo. “Aqui somos um time que tem a responsabilidade de ser campeão. Vamos guiar o processo de crescimento dele. É outro grande talento para a nossa categoria juvenil e infanto, e, pouco a pouco, vamos dando espaço para ele no adulto, assim como estamos dando para os outros”.

 

E assim foi feito: Rodriguinho defendeu o time infanto e, em seguida, o juvenil, conquistando títulos com a equipe de base, como a Superliga B de 2015. As oportunidades no elenco principal foram surgindo naturalmente e, em 2016/17, ele finalmente se firmou como o terceiro ponteiro.

 

Logo na abertura do principal campeonato da temporada, o Mundial de Clubes, foi o Sada Cruzeiro quem precisou dele. Titular há sete temporadas com a camisa estrelada, Filipe machucou a panturrilha e precisou ser substituído. Marcelo Mendez chamou o camisa 11, de sorriso tímido e passe qualificado.

 

“Eu cheguei aqui há dois anos, machucado, precisando fazer a primeira cirurgia da minha vida e com medo de como as coisas funcionariam depois. Eu tinha jogado a Superliga no Rio, mas sabia que o Sada era um time muito forte e que eu teria que ralar muito e correr atrás se quisesse jogar aqui. Minha confiança demorou a voltar, mas eu cumpri todas as etapas. Joguei tudo o que tinha para jogar com o infanto e juvenil, ganhamos a maioria, e acho que isso tudo serviu como uma base pra mim. Eu tenho certeza de que a escolha que o Marcelo fez foi muito importante pra mim”, analisou Rodriguinho, relembrando o que viveu nos últimos anos.

 

“Eu ganhei maturidade aos poucos e as oportunidades foram aparecendo. Comecei a treinar com o time principal e, na verdade, catava mais bola e sacava do que treinava (Risos). Mas achei meu espaço como quarto ponteiro e recebi oportunidades importantes, de entrar em momentos decisivos, em jogos grandes. E este ano está dando tudo certo! Tive essa oportunidade inesperada de jogar, mas acho que pude fazer o meu melhor e contribuir para as vitórias. Com certeza essa é a maior conquista da minha carreira e estou muito feliz”, celebrou o ponteiro.

 

Rodriguinho foi titular em todos os jogos depois da estreia no Mundial, incluindo a grande final. Assumiu a responsabilidade de segurar o passe do time ao lado do experiente Serginho e terminou o torneio com a décima melhor recepção, entregando mais bolas nas mãos do levantador – o chamado passe A – do que o terceiro colocado no ranking. E agora quer o time focado nos próximos compromissos da temporada.

 

“Temos sempre que esperar o melhor. E, independente de vencer ou não, a gente sempre vai jogar pra ganhar. Resultado se vê jogando, mas com certeza o melhor de cada um de nós sempre vai ser dado para conquistar o primeiro lugar”, concluiu o camisa 11.




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