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Saturday 21 October 2017
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Considerada bola de segurança, Tandara assume papel de protagonista na nova geração da seleção

Tandara e os três prêmios individuais na Superliga (João Pires/Fotojump)

Uma das imagens mais marcantes da vitoriosa campanha no Grand Prix 2017 – entre tantas – mostra Tandara, com lágrimas nos olhos e voz embargada, falando de superação. Na entrevista após a vitória sobre a Sérvia e a consequente classificação da Seleção Brasileira para a final, a oposta se emocionou ao comentar a recuperação do time na competição e seu papel na árdua tarefa de substituir um ídolo como Sheilla. Entre críticas antes do título na China e elogios pós-conquista, ela avisa: “Sempre aprendi muito com ela, mas não sou a nova Sheilla. Sou a nova Tandara”.

 

Por nova Tandara entenda-se uma atleta mais experiente, forte e confiante, mas em constante evolução. “Acredito que o amadurecimento vem de acordo com o tempo. São 8 anos defendendo a Seleção Brasileira adulta, sendo 7 anos de aprendizado. Chegou a hora de colocar em prática tudo que assimilei nesse processo em prol do vôlei. Foi o que procurei fazer no Grand Prix, assumindo a posição de oposta. Como já disse, aprendi muito, mas muito mesmo com a Sheilla, por exemplo, como suportar e reagir em momentos difíceis, como me portar diante da comissão técnica e companheiras, além da parte técnica do jogo. E vou seguir assim, procurando sempre a excelência, buscando evolução em todos os fundamentos e atribuições que me forem dadas”, afirmou.

 

Passada a emoção pelo título do Grand Prix, a atacante volta a vestir a camisa do Brasil ainda mais consciente de seu papel como uma das líderes da nova geração que inicia o ciclo olímpico até Tóquio-2020. O próximo desafio é o Campeonato Sul-Americano, de 15 e 19 de agosto, em Cali, na Colômbia. O campeão da competição garante vaga no Mundial de 2018, que será no Japão. A estreia da Seleção Brasileira será na terça-feira (15.08) contra a Argentina, às 15h (Horário de Brasília).

 

Bola de segurança

 

A palavra que mais define Tandara após a medalha de ouro no Grand Prix é segurança. É pela potência de seu braço direito que passam as bolas mais complicadas da Seleção Brasileira. Isso significa que é dela a responsabilidade de virar o ataque quando a recepção não sai tão eficiente e a levantadora teve que se virar para armar o ataque. Os números comprovam a evolução da atacante na fase final. Na China, a oposta foi a segunda atacante mais eficiente (51,55% de aproveitamento), mas colocou mais bolas no chão que a chinesa Zhu (83 contra 81), primeira colocada no fundamento. No total de pontos, a brasileira também foi top 2, com 89 pontos contra 100 da sérvia Boskovic.

 

Consciente da evolução dentro do Grand Prix e sem receio de assumir posição, Tandara confirma que esperava, sim, um reconhecimento individual ao final da competição. “Mais de um analista considerou que eu deveria ter sido escolhida como MVP (melhor jogadora). E ali, no pódio, eu meio que esperava receber alguma premiação. Digo isso, quero deixar bem claro, sem desmerecer a Natália, que é uma grande atleta”, disse ela, que completa. “Seguirei trabalhando e esperando esse reconhecimento. Enquanto ele não vem, vou me cobrar cada vez mais em busca da excelência em quadra”.

 

 

Maternidade

 

Tandara é a única mãe entre as atletas da atual Seleção Brasileira. Para ela, depois da gravidez e com a chegada da filha, Maria Clara, seu amadurecimento pessoal e profissional deu um salto. “Hoje visto a camisa do Brasil como titular e tenho certeza que o processo da maternidade fez de mim uma pessoa melhor e uma atleta melhor. Procuro transformar todas as experiências em motivo de crescimento, mas, preciso confessar, não é fácil ficar longe da Maria Clara quando estamos competindo. Mas faço isso e prol de um futuro melhor para todos nós e pela Seleção, a qual tenho muito orgulho em defender”, complementa.

 

Versatilidade

 

Com o uniforme do Brasil, Tandara faz a função de oposta. No Vôlei Nestlé, porém, disputou a temporada passada como ponteira. Seja concentrada apenas em atacar, como na Seleção, seja encarando também a responsabilidade do passe, a atacante tem se destacado. Na última Superliga, foi a Atleta mais premiada – maior pontuadora, melhor saque e craque da galera – e somou com 363 pontos marcados. “A temporada passada foi incrível, superamos vários limites do time e a desconfiança das pessoas. Muita gente criticava e não acreditava. E mesmo com as dificuldades, vencemos o Campeonato Paulista e chegamos à final da Superliga. Com isso, as expectativas são as melhores possíveis para este novo período. Acredito que podemos ir mais longe”.

 

Nova temporada

 

Em busca do sexto título estadual consecutivo, o Vôlei Nestlé estreia no Campeonato Paulista da Divisão Especial contra o Hinode Barueri, dia 18 de agosto, às 19h30, no ginásio José Correa, na casa do adversário. Para se manter entre os principais times do país, contratou a levantadora Fabíola, a ponteira Mari Paraíba, a central Ju Mello e a oposta Lorenne. Além do quarteto, o clube de Osasco renovou os contratos das centrais Bia e Nati Martins, das ponteiras Tandara e Bruna Neri, da oposta Paula Borgo, das levantadoras Carol Albuquerque e Zeni e da líbero Tássia. Com Luizomar Moura acumulando as funções de técnico do Vôlei Nestlé e da seleção peruana, juntamente com o assistente técnico Jefferson Arosti, o time de Osasco será comandado pelo auxiliar Spencer Lee neste início de Estadual.

 

 

 

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13 Comentários em "Considerada bola de segurança, Tandara assume papel de protagonista na nova geração da seleção"

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adriananascimento
Visitante

Já não era sem tempo. Desencantou, que bom pra nós.

Henrique
Visitante

Não é questão de “desencantar”, ela tinha uma Sheilla titularíssima na seleção, portanto, tinha menos espaço, é óbvio ! Com a saída da Sheiila ela passou a jogar mais e consequentemente mostrar o seu valor ! Acho ela incrível, se ela pega um bola de jeito e passa pelo blok, é difícil defender mediante a sua força, quase masculina ! Se perdesse uns 4 kilinhos, na minha opinião, seria ainda melhor !

Nikola
Visitante

Como falei desde a Superliga passada, Tandara é uma das melhores opostas do mundo.

Teve convite p/ jogar na Italia, pois faz parte da mesma agência de Goncharova, Mamamdova, Rykhliuk e Hooker, mas preferiu ficar

aqui, talvez por causa da família.O ataque da Tandara chegou a 100km no 2º set da final, Boskovic atacou no aximo a 96km,

Egonu 93km, 100km é força de ataque do masculino. Virou todas as bolas, de todos os cantos da quadra, uma atacante de definição

que faltava na seleção. Na minha opinião, se Sheila voltasse, seria banco pra Tandy.

Mario Teodoro
Visitante

Realmente o ataque dela esta parecendo ataque de jogador
masculino, impressionante a potencia, se nao ataca tao alto
quanto a zhu e egonu consegue ter mais potencia que nem mencionado acima. Em se tratando de altura me lembro de ter
visto a Egonu atacar uma bola a 3,10m e a Zhu a 3,01m.

Nikola
Visitante

Outra coisa é que Tandara está c/ ataque técnico, ela está explorando várias vezes qdo a bola nao vem em condições

de ataque, com os problemas de passe foi muito comum vir varias jacas, q ela nao encarou e atacou c/ técnica

Tandara tb está muito bem no bloqueio, saque e defesa.

tem de deixar ela livre pra atacar, pois a recepção é seu único fundamento ruim.

Voltando as ponteiras boas de recepção, Tandara vai atacar c/ velocidade, ai ninguém segura.

Se nas bolas altas lentas ela virou todas, imagina na chutada c/ velocidade!

Nikola
Visitante

Acho q no Mundial, uma boa seria a Rosa de oposta reserva. Ela nao pode jogar junto da Natalia como ponteira, as 2 sao ruins

de recepção. Rosa tb poderia ser backup da Nati na ponta.

Acho que poderia ser a seleção do Mundial:

Fabiola, Dani Lins (Roberta se Dani nao puder)
Tandara. Rosa
Garay, Natalia, Gabi, Jaque, Amanda
Thaisa, Bia, Ade
Leia e Gabiru

Obs.: Levaria a Amanda no lugar de uma 4ª central, Amanda no saque é 1 das melhores do mundo e saque vira jogo, pode ate vencer uma partida, e ela defende e tem otimo passe.

Lang Ping
Visitante

Tandara ate pode estar atras de Boskovic, Egonu e Goncharova, mais ela tem os seus meritos, Eu concordo e sem duvidas ela e uma das melhores opostas do Mundo. Se ela perder um poco de peso ninguem vai conseguir parar ela nao…

Carlos
Visitante

Tandara provou o seu valor. Compará-la com a Sheilla é algo sem nexo. São dois estilos diferentes de jogadoras. Sheilla é muito mais técnica do que força e Tandara, ainda que tenha adquirido técnica nestes últimos tempos, tem como principal característica a força. Ela deve jogar assim sempre: solta, sem responsabilidade. Foi uma pena que no Vôlei Nestlè, o Luizomar não utilizou ela como oposta. Nada contra Paula e Bjelica, mas teria sido de maior proveito a Tandara como oposta do que as duas. O fato de ter sido a maior pontuadora como ponteira é prova disso.

Galbraith
Visitante

Que jogadora!
Muito versátil. É do jogo rápido, mas, quando o passe não sai, bolão pra saída ela também pontua.
Temporada destruidora, tanto na SL quanto no GP.
Carregando os times nas costas, superando toda a pressão e avassalando.
Sempre esperei pelo momento em que ela fosse assumir a titularidade e brilhar (e ainda fui surpreendido).
Que jogadora!

Luis Raimundo
Visitante

Tandara a real MVP

Luiz Carlos Pereira Rodrigues
Visitante

Pelo critério de escolha que fazem no Grand Prix, a Tandara deveria ter sido a MVP e não a Natália, apesar de considera-las duas jogadoras muito inconstantes, erram muito, principalmente a Natália. Também concordo que a Rosamaria deveria ser reserva da Tandara como oposta, com a chegada da Gabi e posteriormente da Garay e Jaque.

Zhu lacradora
Visitante

Não se cansam dessa mesma oratória de voltar jaque, dani lins?? Jaque não ataca nada, melhor ser libero. Dani lins treme na base. Pipocam demais, bastam ver Zhu e Zhang que tremem kkkkkk. As únicas que merecem voltar são garay e leia.

Bibiany
Visitante

kkkkkk o paspalho torcedor do rio kerendo enfiar as cariocas na selecao . roberta carol jucy nao vao kerido se conforme

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