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Monday 14 October 2019
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Dani Scott, uma americana quase brasileira

Foto: Luis Ventura/Melhor do Vôlei

Desde 1994, Danielle Scott é nome certo nas principais competições internacionais com a camisa da seleção dos Estados Unidos. Atleta americana de voleibol com o maior número de participações em Jogos Olímpicos, com cinco no total (só perde, no mundo todo, para a russa Yevgeniya Artamonova, com seis), a central, que tem duas medalhas olímpicas de prata no currículo, nas Olimpíadas de Pequim/08 e Londres/12, é uma velha conhecida do torcedor brasileiro. Aos 41 anos, a atacante completa na Superliga 13/14 sua 10ª temporada no voleibol verde e amarelo.

 

Neste período, Danielle Scott chegou duas vezes a final da Superliga, nas temporadas 97/98, com o Leites Nestlé (SP), e 07/08, com o Finasa Osasco (SP), e ficou com a medalha de prata em ambas as ocasiões. No Brasil, também conheceu o ex-jogador Eduardo Pezão, com quem teve uma filha: Julianne, hoje com 3 anos. Falando português fluentemente, Dani Scott relembrou alguns desses momentos e garante ter um carinho especial por todos os times que defendeu.

“Todas as equipes que eu joguei me marcaram de alguma maneira. Tenho um carinho pelo Sérgio Negrão, que foi o treinador que me trouxe para jogar no Brasil na temporada 97/98. Depois joguei com ele no Cimed/Macaé (RJ) e agora no Brasília Vôlei. Cheguei duas vezes na final da Superliga e posso dizer que aprendi muito em todas as equipes. O BMG/São Bernardo também foi importante, pois foi a equipe que acreditou em mim depois do nascimento da minha filha”, disse Dani Scott, que ainda jogou em equipes da Itália, Porto Rico e Japão.

Danielle Scott também tem um grande orgulho de representar os Estados Unidos. A jogadora espera disputar a sexta edição do campeonato mais importante do calendário esportivo nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Para Dani, o prazer de estar em quadra ainda é enorme.

“Procuro me cuidar para estar bem fisicamente. Nunca tive uma contusão muito grave, procuro comer saudável e descansar bastante. Seria um sonho jogar no Rio. Minha filha estará maior e vai entender mais o esporte e vou poder jogar em um lugar que é minha segunda casa”, afirmou Dani, que tem um carinho especial por três momentos em jogos olímpicos.

“A minha primeira Olimpíada, em Atlanta/1996, foi incrível. Minha família estava toda lá me assistindo. Também lembro com carinho das últimas duas. Em Pequim, ganhei minha primeira medalha e, Londres/12, foi marcado pela superação de retornar ao grupo depois do nascimento da minha filha”, explicou Dani Scott, que teve a honra de carregar a bandeira dos Estados Unidos na cerimônia de abertura do Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro.

A carreira de Dani Scott poderia ter seguido um outro rumo. Formada em Liberal Studies, pela Long Beach State, a jogadora praticou além do voleibol, o basquete durante os anos de Universidade. Em 1998, ela chegou a participar de um período de treinamento com o Los Angeles Sparks, equipe profissional da WNBA, versão feminina da NBA. Felizmente para os fãs do vôlei, Dani Scott preferiu seguir com a carreira no voleibol. Em 2001, ela foi eleita a melhor jogadora do Grand Prix e ficou com os prêmios de melhor bloqueio e ataque.

Ao ser questionada sobre um conselho para jovens jogadoras que estão começando no esporte, a central deixou o seu recado.

“O voleibol é um esporte que exige muita dedicação, porém antes de qualquer coisa, você precisar fazer algo que ama. Os jovens precisam amar esse esporte e entender que a carreira tem altos e baixos, mas sempre temos que ter sonhos e objetivos para seguir lutando”, finalizou Dani Scott.




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