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Tuesday 20 August 2019
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De volta ao Rio, Carol espera evoluir e se tornar titular na equipe da Unilever

Foto: Daniel Pereira/adorofoto

 

Após grande temporada junto da equipe do Pinheiros, onde ajudou o time a fazer uma série quartas-de-final equilibrada diante do Vôlei Amil, a central Carol retorna a Unilever, onde esteve há dois atrás.

Aos 22 anos, a central, que descobriu aos 15 anos que nasceu para jogar vôlei, espera no seu retorno ao time carioca evoluir e brigar por uma vaga de titular na equipe. Confira a seguir uma entrevista exclusiva que a jogadora concedeu ao repórter do Melhor do Vôlei Adriano Barbosa, falando de sua carreira e das expectativas para a temporada.

MDV – Carol, fale um pouco da sua carreira, como começou, onde foi descoberta e com se deu a sua paixão pelo esporte.

Carol –
Minha paixão por esportes em geral vem desde pequena, sempre gostei de praticar e meus pais sempre me incentivaram também, fazia futebol, futsal e handebol, mas até então o vôlei não estava ingresso no projeto de incentivo ao esporte da prefeitura de Santa Luzia, minha cidade. Foi aí que minha mãe tentou me levar pra “modelar”. Como era de se esperar não deu muito certo, não era minha praia. Então novamente minha mãe falou “Vai jogar vôlei menina, aproveita que já tem lá na quadra”, onde eu costumava a praticar os outros esportes, e foi só começar para amar e saber aos 15 anos, que queria fazer isso na vida, jogar vôlei . Foi de Santa Luzia que saí e fui para o Mackenzie Esporte Clube, através de um treinador que me convidou, meus pais se desdobram para me manter no clube, porque na época tinha escola, passagem, alimentação etc. Graças a Deus deu tudo certo. Em 2010, saí de Minas e fui jogar o Juvenil/adulto em São Paulo, a grande vitrine do voleibol, pelo time do Pinheiros, clube onde aprendi muito e adoro. No ano seguinte fui jogar no Rio, onde tive a oportunidade de jogar ao lado de campeãs olímpicas e fazer parte de um grupo maravilhoso, sem falar no Bernardo e toda sua comissão técnica. Terminando a superliga voltei ao Pinheiros, e tive o prazer de jogar efetivamente a Superliga. Agora estou de Volta ao Rio.


MDV –
Como é a sua relação com os torcedores e fãs?

Carol –
Minha relação com fãs e torcedores é muito boa, sempre fui bem acolhida onde quer que tenha jogado, respondo as perguntas sempre que posso; gosto muito de todos, principalmente porque sempre me tratam com muito respeito, carinho e transmitindo força. Eu retribuo isso, fico feliz, afinal nada me deixa mais feliz do respeitar e ser respeitada. É a base pra qualquer tipo de relação saudável.

MDV – Como analisa a última temporada atuando como titular pelo Pinheiros?

Carol – Bom, dar opinião sobre mim mesma, acho muito difícil, sou muito crítica, Mas adorei ter retornado ao Pinheiros e principalmente com a oportunidade de ser titular, agradeço muito a confiança do Wagão. Como era um time jovem, muitas meninas assim como eu jogando efetivamente sua primeira Superliga,sabíamos que iriamos enfrentar muitos desafios, como ter paciência, controlar o nervosismo, ansiedade, e principalmente evoluir como time. Demorou um pouco e fomos ao poucos conquistando os objetivos traçados, não ser o favorito ajudou muito nessa parte e apesar de não termos chegado onde desejávamos, fico feliz, feliz pelo grupo todo e por mim, foi e é motivador, me fez ver como ainda preciso evoluir tecnicamente. Desejo sempre isso, evoluir.

MDV – Como se deu o regresso para o Rio de Janeiro? Defender a Unilever é muita responsabilidade ou a pressão é a mesma em qualquer equipe?

Carol – Recebi o convite da Unilever, após analisar e por na balança, decidi voltar. Lógico que bate aquela insegurança, por saber que deixei a vaga de titular, para disputar uma aqui, mas isso pra mim é motivador, evoluímos jogando também, muito, mas treinar ao lado de jogadoras experientes, ser treinada pelo Bernardo e toda a comissão acrescenta muito, espero adquirir mais maturidade, e evoluir tecnicamente. Sou muito grata ao convite, e a confiança da Unilever. Quanto a pressão, para mim é a mesma, procuro olhar com olhos positivos pra isso, quero dar o meu melhor e ajudar como e no que puder, levo isso para qualquer time que eu possa jogar: meu comprometimento e profissionalismo.

MDV – Você em algum momento teme em ser reserva pelo fato de a equipe contar com jogadoras de meio mais experientes, ou o convívio e o aprendizado compensam, caso seja o caso?

Carol – Como disse o fato de sair do Pinheiros, onde atuava como titular,causa uma insegurança, que logo é substituída pela motivação. É desafiador saber que tenho ao meu lado jogadoras tão experientes, que podem ajudar na minha evolução mais ainda, acho bom estar ao lado delas, minha vontade de evoluir só aumenta.

MDV – Quais os lugares e points que você mais gosta na cidade?

Carol – Eu gosto muito das praias aqui do Rio, apesar de quase não dar tempo de ir, devido ao cansaço dos treinos e da faculdade, mas sempre que posso vou, adoro andar pelo calçadão e admirar a beleza da minha cidade de coração.

MDV – Diga o que é ser “Melhor do Vôlei” para você.

Carol – Ser ”Melhor do Vôlei” pra mim, é se comprometer com aquilo que você se propôs a fazer, ter foco, profissionalismo, humildade, fazer o seu melhor sempre, é estar pré-disposta a querer mais todos os dias e acreditar que posso aprender e evoluir constantemente. E principalmente fazer tudo isso com alegria e amor, sem perder a verdadeira essência do que me fez escolher o vôlei como profissão.

MDV – Deixe um recado para os torcedores da Unilever e seus fãs em geral.

Carol – Quero mandar um beijo a todos os fãs e agradecer o carinho e toda força que vem me desejando. Estou muito feliz em estar de volta e poder contar com o calor dessa torcida maravilhosa que é de arrepiar a cada jogo, quando olhamos as arquibancadas lotadas e cheias de energias positivas . Beijo grande a todos e torçam muito por nós.

 

 




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