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Thursday 12 December 2019
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Em apresentação oficial, Jaque fala sobre quando deve estrear pelo Minas e muito mais

Crédito: Orlando Bento / Minas Tênis Clube

 

“Eu me sinto feliz aqui, é como se fosse minha segunda casa. Minha primeira casa é estar ali com a minha família, mas minha segunda é estar aqui com todos vocês”. Foi isso que a ponteira bicampeã olímpica Jaqueline, mais novo reforço do Camponesa/Minas para a temporada 2016/17 da Superliga, disse no seu retorno ao clube. A nova camisa 8 do time comandado pelo técnico Paulo Coco foi apresentada oficialmente à imprensa na noite desta terça-feira (13/12), poucas horas antes do duelo entre Camponesa/Minas e Dentil/Praia Clube, em partida válida pela Superliga Feminina de Vôlei.

 

Jaque não entra em quadra desde a eliminação da Seleção Brasileira nos Jogos Rio 2016, que, para ela, foi um dos momentos mais difíceis da carreira. Mas não pense que a dona de duas medalhas de ouro em Olimpíadas estava sem treinar. A ponteira se exercitava constantemente e já pensa em acelerar o retorno às quadras. “Não deixei de malhar nenhuma vez, até porque eu tenho meu joelho operado. Mas eu gosto de malhar. Eu sabia desse retorno depois da divulgação. Fazia três dias desde a assinatura do contrato, foi tudo muito rápido. Daí, comecei a treinar um pouco mais, fazer um pouco mais de musculação. Mas, para quadra, eu ainda preciso de um tempo. Acho que amanhã mesmo eu já começo com alguma coisa passe, defesa, ataque”, comentou.

 

Jaqueline acredita que o retorno será dentro de algumas semanas, já no mês de janeiro. A decisão, é claro, fica com o técnico Paulo Coco, que comanda um jovem time. Por conta da média de idade das jogadoras, atletas experientes e vitoriosas como Jaqueline são fundamentais para os planos da equipe. O novo reforço minastenista também lembrou da norte-americana Destinee Hooker. Na temporada 2011/12, as duas comandaram o forte ataque do Vôlei Osasco, campeão daquela Superliga. “É uma equipe jovem, que pode crescer muito ainda. Eu vim para ajudar, para integrar a equipe. A Hooker também chegou há pouco tempo, já começou a jogar. A equipe vai se ajustando no decorrer da Superliga. Eu acho que o importante é estar aqui e poder ajudar todas as meninas, as mais novas. É fazer o nosso melhor dentro de quadra, porque esse grupo pode fazer muita coisa”, disse.

 

Por se tratar de um grupo jovem e que ainda está em processo de formação, Jaqueline acredita que o entrosamento ideal não apareça de imediato. Mas isso não deve levar muito tempo. “É difícil ter um entrosamento imediato. Pode até ter um feeling entre uma jogadora e outra, mas é uma coisa difícil. Isso leva tempo. Mas acredito que a equipe vai se ajustar em pouco tempo. Tenho certeza que essa equipe vai surpreender bastante”.

 

A volta após dois anos

Esta é a segunda passagem da ponteira pelo Camponesa/Minas. Na temporada 2014/15, Jaque defendeu o Minas e, logo nos primeiros dias em Belo Horizonte, caiu nas graças da torcida, que sempre desejou seu retorno. Na última temporada, a atleta defendeu o Sesi-SP. Mesmo com toda a experiência da jogadora, a expectativa é grande. Principalmente pelo fato de se sentir em casa. “Da mesma forma que foi há dois anos, eu tenho muita expectativa. Eu adoro esse clube, que sempre me atendeu, sempre me acolheu de braços abertos. Sempre falei isso em todas as entrevistas. A Camponesa fez de tudo para que eu viesse e estivesse aqui. Fiz questão de voltar porque gosto muito do lugar, gosto muito dos mineiros, que sempre me receberam muito bem”, contou.

 

E o sentimento para voltar a vestir a camisa do clube diante da torcida minastenista? “Estou muito ansiosa para poder vestir a camisa, para poder jogar, poder treinar. Faz um pouco de tempo que estou sem fazer isso. Até porque, depois das Olimpíadas, acabei não assinando com nenhuma equipe. Esperei um pouco mais e acabou dando tudo certo com o Minas. Estou voltando, a Camponesa viabilizou tudo da melhor forma possível. Eles estão de parabéns e eu agradeço muito”, acrescentou.

 

Jaque chega para ser um dos principais nomes do Camponesa/Minas na temporada 2016/17 da Superliga. Ela espera liderar pelo exemplo, assim como grandes nomes do vôlei foram fundamentais em sua vitoriosa carreira. “A gente está aqui sempre para isso, para poder ajudar essas jogadoras mais novas. Não só no clube, mas quando a gente está fora do clube também. Eu me identificava muito com jogadoras mais velhas quando estava na seleção. Quando eu estava treinando, prestava muito atenção na Fabizinha, no exemplo dela, um passe e uma defesa espetacular. Para mim, o melhor do mundo. Eu observava muito e espero que as jogadoras mais novas possam absorver muito de nós, jogadoras mais experientes. Isso pode ser levado para o futuro delas, da mesma forma que me influenciou”.




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Estefânia Nariz de PipokaCarlos Eduardo Cardoso Recent comment authors
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Estefânia Nariz de Pipoka
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Olha o Minas crescendo!!! Já ganharam do Praia sem a presença da Jaque. Esse time vai dar o que falar ainda!!! Jaque DIVA!

Carlos Eduardo Cardoso
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Carlos Eduardo Cardoso

Jaque muito serena e sensata!

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