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Wednesday 20 November 2019
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Em busca da sua reinvenção, Gabi Martins inicia trajetória em Portugal

Por Lívia Delunardo

Gabi Martins foi cotada como uma das jovens promessas durante a passagem pelo extinto Vôlei Amil. Perdeu seu espaço após passar por alguns problemas pessoais, como a morte de seu pai, e lesões. Em seu currículo ela ainda  vestiu a camisa de tradicionais equipes, como Esporte Clube Pinheiros, Minas Tênis Clube e Vôlei Bauru, atual Sesi Vôlei Bauru. Pela seleção de base, conquistou o terceiro lugar no Campeonato Mundial na Tailândia, em 2013, e o segundo lugar também no Campeonato Mundial realizado em Porto Rico, dois anos depois.

A jovem central de 23 anos está se reinventando na modalidade para reconquistar seu espaço, agora em solos portugueses. Ela está indo para a sua primeira experiência internacional no Clube Kairós Açores e conta um pouco de sua trajetória em uma conversa exclusiva com o Melhor do Vôlei.

No extinto projeto Campinas Amil, você teve a oportunidade de ser treinada pelo Zé Roberto Guimarães. Como você avalia a sua passagem no clube?

Foi o meu primeiro clube oficial, acho que o aprendizado foi gigantesco. O amadurecimento e a experiência de estar jogando do lado de atletas que sempre fui fã foram sensacionais!

Como foi esta temporada com o Zé?

Não cheguei a atuar muito nos jogos, mas sempre estive presente em todos os treinos e viagens e tudo isso me acrescentou muito. Ser treinada por ele foi um privilégio!

Na época, você era cotada como uma jovem promessa no vôlei, principalmente após a conquista da medalha de bronze no Mundial Infanto-Juvenil. O que aconteceu de lá para cá?

Eu tive a perda do meu pai, em 2013, que mexeu muito com o meu psicológico. Após a minha saída do Amil, surgiram obstáculos que fizeram com que eu me perdesse pelo caminho.

Durante a sua passagem pelo Minas, você relatou que conviveu com um técnico que te desmotivava. Como foi para você recuperar a sua confiança no esporte?

Realmente tive esse ocorrido, fiquei um tempo parada, mas sobretudo Deus sempre agiu na minha vida e o voleibol é de onde vem todas as minhas forças. A confiança veio através de pessoas que mostravam acreditar em mim e no meu potencial!

Muitas atletas estão fazendo o caminho inverso. Saindo da zona de conforto no Brasil e conquistado o espaço no exterior em campeonatos menores. Como você vê este cenário para as novas gerações?

Tento ver sempre de uma forma positiva, a experiência no exterior acrescenta não só no currículo de atleta, mas também no crescimento pessoal.

Você disse que poderia ter algumas oportunidades por onde passou e temos visto que dificilmente os clubes têm apostado em jovens promessas, são raros os casos como a Mayany, por exemplo. Ao que você remete a dificuldade de ter essa renovação natural nos times?

Acho que talvez por coisas do passado alguns nomes ficam manchados e talvez esse seria o meu caso. Mas acredito que temos muitas atletas com muito talento e vontade de vencer e me incluo nisso!

Por quê acredita que este seria o seu caso?

Pela minha pausa no vôlei e um ocorrido no Pinheiros em que fui mandada embora em 2016.

Você está em sua primeira temporada no exterior. Como tem sido esta adaptação cultural e local?

Temos algumas brasileiras no time e isso ajuda muito, mas eu sou muito fácil para me adaptar em qualquer lugar e até agora não vi nenhuma dificuldade.

Quais brasileiras?

Tem a Luciana, Luana, Nicole e Kátia Helena, e ainda irá chegar a Thaynara.

Em uma entrevista, você avaliou que a liga europeia pode ser um trampolim para novas conquistas. O que você espera aprender com o campeonato?
Eu espero enfrentar grandes equipes e isso com certeza irá exigir ainda mais de mim, e é daí que vem o meu crescimento!

Você passou por alguns clubes grandes da Superliga, como Bauru e Minas. Como foi a experiências? Ainda mantém contato com as atletas do time?

Dividir a quadra com grandes nomes sempre vem a acrescentar, o aprendizado é enorme e com certeza isso ajudou na minha evolução. Mantenho contato com algumas sim!

A temporada ainda está começando, mas para o futuro o que espera? Qual sua prioridade Brasil ou Exterior?

Em primeiro lugar espero fazer uma grande temporada aqui, e para o futuro minha prioridade é o Brasil, irei trabalhar duro para me encaixar novamente no mercado brasileiro, mas caso isso não aconteça tentarei buscar algo pela Europa mesmo.




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Luan FMurilo Recent comment authors
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Luan F
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Luan F

Boa sorte Gabi! Sei bem o que é isso também passei pelos mesmos problemas…pena que ainda não se lembraram de mim…

Murilo
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Pq será que ela foi demitida do Pinheiros??

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