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Wednesday 13 December 2017
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Em entrevista exclusiva, Thaísa fala sobre lesão, estimativa de retorno e futuro na seleção

Por Júnior Barbosa, Gustavo Aguiar / Equipe MDV

Thaísa volta em breve ao Eczacibasi VitrA (Foto: Eczacibasi/Divulgação)

Afastada das quadras há cinco meses, a bicampeã olímpica Thaísa está prestes a iniciar sua temporada de clubes. Thaísa sofreu uma lesão grave no tornozelo direito. A jogadora embarca ainda neste mês para a Turquia, onde defenderá o Eczacibasi VitrA pela segunda temporada consecutiva. Em entrevista exclusiva ao Melhor Do Vôlei, a atleta falou sobre sua lesão, a postura do clube, seu retorno às quadras e possivelmente à seleção. Confira:

Melhor do Vôlei: Em menos de duas semanas, você retornará para a Turquia. Como está lidando com a volta?

Thaísa: Estou bem. Meu foco agora é a minha recuperação, que precisa ser feita da melhor maneira possível. Disso depende não só o meu retorno, mas a minha carreira. Então, independentemente, de onde eu esteja, o foco será esse. Com alegria e muito foco para me recuperar bem.

MDV: O clube deu todas as garantias para a sua recuperação?

Sim. Até o momento me deram todo respaldo necessário! Graças a Deus!!!

MDV: Na temporada anterior, você atuou em diversas partidas no sacrifício. E agora, só volta quando estiver 100%?

Com certeza. Muitas vezes na minha carreira joguei no sacrifício. Essa não foi a primeira vez. Mas, agora a situação foi muito pior porque se agravou muito. Minha lesão piorou demais por não ter parado quando devia. No início forcei porque não sabia exatamente o que eu tinha. Daí quando soube, já estava muito ruim. Mas já foi. E hoje não penso em voltar se não estiver 200%.

MDV: Você manterá contato com a equipe médica que te acompanha aqui no Brasil?

Isso com certeza! Se eu tivesse ouvido eles desde janeiro, nada disso tinha acontecido. E eu confio muito no meu médico, Dr Tíric, e no Fernandinho (fisioterapeuta). Então tudo o que faço e farei passará por eles antes.

MDV: Sobre o seu clube, o que esperar para a temporada?

Sinceramente ainda não sei. Tenho contato com algumas meninas, das que sou mais próxima, e ainda estão fazendo pouquíssimas coisas. Está apenas começando a temporada lá. Eu espero que seja uma ótima temporada, em paz, e que o time jogue solto e tranquilo.

MDV: Já sabe quando você começará a treinar com bola? E a saltar?

A previsão é dezembro. Espero que antes, mas preciso respeitar meu corpo e o que meu médico mandar. Foi uma lesão muito grave e, como já disse, minha carreira depende de uma boa recuperação.

MDV: O que os seus torcedores podem esperar da Thaisa para os próximos meses?

Meus próximos meses serão de reabilitação. Muito esforço e muita superação. Está sendo muito difícil para mim. Fiquei dois meses praticamente sem pisar o chão, usando um imobilizador e muletas. Comecei a tirar as muletas com dois meses, meio aos poucos. Daí vem os medos de andar, sentar e de levantar, de subir e de descer escadas. São coisas simples, do dia a dia, que exigem uma energia absurda para eu executar. Quando completar os três meses de cirurgia, farei uma ressonância e um raio-X para ver como está a lesão, e a partir dessa data, serei liberada para começar a fazer exercícios (de verdade) na perna operada. Aí sim, começa a sofrência (risos). Daí começa a luta. Mas gosto de desafios. Me aguardem!

MDV: E a seleção? Você pensa em voltar? Mantém contato com o José Roberto Guimarães?

Antes de pensar em seleção, preciso pensar em me recuperar, estar 100% e jogando um voleibol de alto nível. Não tem como pensar em nada antes disso, infelizmente. Converso com o Ze, aliás ele tem me dado muito apoio e suporte nesse momento complicado da minha carreira. Essa situação me aproximou mais dele. E isso tem sido importante para mim.

MDV: Qual a sua opinião sobre a seleção feminina neste início de ciclo olímpico?

Fiquei bastante feliz com o que vi. Sabia que teriam dificuldades, natural. Um time todo mudado, com meninas ganhando experiência. Mas é assim que se forma uma equipe e só assim se ganha experiência. Todas nós passamos por isso. O melhor de tudo é ver a força que elas demonstraram. Não desistiram em momento algum. Vi uma mudança absurda de postura das primeiras fases para as últimas. A postura mudou, e isso influenciou demais nas últimas fases. Elas mostraram mais agressividade e uma vibração demonstrando para o que vieram. E foi sensacional. Fiquei muito feliz. Mas sabemos que tem muito o que caminhar ainda e o que evoluir. Mas é assim, com essa paciência, e muito trabalho, que os objetivos serão alcançados.

Thaísa está em fase final de recuperação (Foto: divulgação)

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