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Saturday 19 October 2019
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Ivna fala sobre novo momento na França, vitória contra o RC Cannes e revela: “Hoje tudo que faço é pensando em vestir a camisa da Seleção”

Fotografia: Christian Besson

 

Em sua primeira experiência no exterior, a oposto Ivna Marra de 26 anos e 1,85 de altura, está defendendo as cores do ESCR Le Cannet da França e não esconde a felicidade de vivenciar este novo momento.

 

Com passagens por grandes clubes brasileiros, Ivna conversou com exclusividade com o Melhor do Vôlei e  frisou a importância dos mesmos para a sua formação como atleta profissional. “Minha vida profissional foi construída em 7 temporadas no voleibol brasileiro, sou muito grata ao Minas, Pinheiros, SesiI-SP e Osasco, por toda vivência que me proporcionaram, permitindo assim me torna a atleta que eu sou”.

 

Fotografia: Christian Besson

Devido as dificuldades que muitos atletas enfrentaram no mercado na atual temporada, Ivna não escondeu o desejo de deixar o país e adquirir novas experiências. “Desde minha ida para o Sesi-SP, além das propostas do Brasil, começaram a surgir propostas de clubes de outros países, mas sabia que deixar nosso país de origem envolve uma série de outros fatores, além do vôlei. Agora, aos 26 anos, tive a convicção de que havia chegado o momento de viver novas experiências e para isso seria necessário deixar o Brasil.”

 

Mesmo após uma lesão nas costas, ocasionada devido a uma inflamação por estresse, Ivna vem retornando aos poucos às quadras e ajudando sua equipe. Em sua estréia, Ivna contribuiu para a vitória de sua equipe contra o tradicional clube RC Cannes por 3 sets a 1 (25/18 23/25 20/25 22/25). “Durante a pré-temporada aqui fazemos muitos jogos, contra equipes europeias e asiáticas. Em um desses jogos comecei a sentir dores nas costas, fizeram os exames e constataram uma inflamação por stress. O procedimento foi que eu fizesse tratamento por 30 dias e depois voltasse aos treinos intercalando um período de treino com um de tratamento, e agora a volta aos jogos, onde joguei alguns sets e fique outros de fora, até completar o segundo mês. Sou fominha, não gosto de ficar de fora. Mas estou fazendo tudo que tem q ser feito para ao fim desses dois meses estar 100% . Disso tudo, a parte boa é que meu primeiro jogo foi agora e estreei no clássico contra o RC Cannes , na casa delas e vencemos, isso da mais animo, porque pra mim sair do país e me machucar antes da temporada não foi fácil, mas agora estar em quadra, vencer o clássico trás uma felicidade que vale a dor passada.”

 

Fotografia: Christian Besson

O fato de deixar o país, amigos e os familiares também não são empecilhos na carreira desta grande atleta. Entusiasmada com esses desafios, a atleta é enfática sobre o atual clube e Cannes, além de revelar auxílio da tecnologia para matar a saudade das pessoas queridas. “Eu sai de casa com 13 anos pra jogar vôlei, então você aprende que a rotina de treinos e jogos, vai exigir que você não passe tanto tempo com a família e amigos. Mas a tecnologia vem ajudando a matar a saudade (risos), meu marido passa um tempo aqui comigo sempre que pode, isso ajuda também. Minha equipe foi reformulada para essa temporada, só ficou uma menina da temporada passada, chegamos juntas e está sendo um barato conviver com elas, as que já foram ao Brasil amam. E as que ainda não foram querem ir, então elas fazem muitas perguntas e querem saber como é. Cannes é uma cidade linda, nos raros momentos de folga pude conhecer um pouco das belezas naturais, da arte e gastronomia aqui do Sul da França. Estou gostando muito de tudo. A torcida é muito carinhosa, nos tratam como se fossemos da família. O clube tem uma infraestrutura excelente.”

 

Além disso, Ivna também destaca a miscigenação em sua equipe, que consiste na mistura de raças, de povos e de diferentes etnias, além das dificuldades devido a este fator. “Aqui todas as equipes são formadas com atletas de várias nacionalidades, atletas que vem de escolas de vôlei bem diferentes da nossa. Começando pelos treinos da minha própria equipe, o treinador é italiano e o preparador físico espanhol. Minhas companheiras de equipe são 3 francesas, uma cubana, uma italiana, uma sérvia, uma ucraniana, uma sueca, uma bósnia e duas búlgaras. E foi exatamente em busca de uma vivência assim que eu vim. Dificuldade é que são muitas línguas e às vezes no inglês não achamos a palavra exata, mas estamos nos dando muito bem e às vezes em português ou em ucraniano mesmo dentro de quadra estamos nos entendendo (risos), estamos todas tentando falar o francês, o que faz a dificuldade ser engraçada…. muito engraçada pra falar a verdade (risos).”

 

Sobre Seleção Brasileira, Ivna não esconde desejo em vestir a camisa do país, mas enfatiza que o atual momento exige foco em sua recuperação e muita dedicação junto ao ESCR Le Cannet. “Hoje tudo que faço é pensando em vestir a camisa da seleção brasileira, é a maior realização de um atleta profissional defender seu país. Um atleta para merecer estar na seleção não mede esforços quando ninguém vê, quando ninguém está olhando. Para ser merecedora eu não vou medir esforços, podem contar com isso. Nesse momento estou focada em estar 100% e ser campeã com ESCR Le Cannet, pois estamos disputando o campeonato francês e a Copa da França. Ao fim da temporada é que vou pensar no futuro, mas sei que Deus já está cuidando de tudo.”

 

Ivna encerra a entrevista deixando uma mensagem aos amantes do vôlei, e aos familiares dos envolvidos no acidente trágico do time Chapecoense. ” Todos nós do ESCR Le Cannet oramos para que Deus cuide de todas as famílias envolvidas neste acidente do time Chapeconse. E deixo também um beijo a todos que amam voleibol”

 

Rodrigo Quizi

 

 




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JonasEDSON RODRIGUES DA SILVAAlyssonJoãoTITANIC 100 ANOS Recent comment authors
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Jonas
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Jonas

Ivna e Nestlé não se encaixaram. E ambas parecem estar melhores, uma sem a outra! Sucesso à Ivna, que aproveite muito bem a experiência de estar em outro país, aprenda o idioma e faça bons contatos! Pense principalmente no que fazer após parar de jogar!

EDSON RODRIGUES DA SILVA
Visitante
EDSON RODRIGUES DA SILVA

Está fora do seu país e ser maltratada por seus compatriotas é barra. Vamos dar força pra ela em vez de fazer isso que vocês tão fazendo. Boa sorte Ivna , se esforce e evolua mesmo que não seja suficiente pra seleção já que sabemos da panela que tem lá. Faça seu pé de meia ,ganhe muitos euros.

Alysson
Visitante
Alysson

Quem?

Ah, é. Tinha até esquecido que ela existia. Ela ainda tá com essa obsessão pela seleção feminina? Boa sorte, vai precisar.

João
Visitante
João

ÃO ÃO ÃO IVNA É SELEÇÃO

ENQUANTO VC LIA ISSO, ELA DEU MAIS UM BALÃO

alan
Visitante

Boa sorte Ivna! Melhor coisa que tú fez. Com o Ruimzomar o seu voleibol decaiu muito!!!

TITANIC 100 ANOS
Visitante
TITANIC 100 ANOS

ISSO mesmo IVNA, fique por aí mais umas 250 temporadas, pois aqui na nossa superliga vc nãp faz falta com aqueles balões horríveiskkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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