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Tuesday 28 February 2017
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Entrevista: Conheça um pouco da trajetória e carreira da ponteira Amanda, destaque nas estatísticas da Superliga

Crédito: Hérica Suzuki

 

Em sua segunda temporada defendendo a equipe do Terracap/BRB/Brasília Vôlei, a ponteira Amanda Campos, 28 anos, ocupa a 4ª colocação nas estatísticas de ataque da Superliga 2016/2017. Com 102 pontos no fundamento e 26.56% de sucesso em suas ações, é a atacante mais eficiente da equipe comandada pelo técnico Anderson Rodrigues, seguida por sua companheira de equipe Paula Pequeno,  com 17,89%, ocupando a 19º colocação.

 

De acordo com Amanda, que conversou com exclusividade ao Melhor do Vôlei, a imposição de um jogo mais veloz, alinhado às características da levantadora Macris, exigem muita dedicação nos treinamentos. “Meu objetivo é sempre crescer, em todos os fundamentos, e esses números traduzem o resultado de muito trabalho que vem sendo feito. Sempre fui uma atacante de velocidade e junto com a característica da Macris as coisas, graças a Deus, estão fluindo bem. O Anderson também imprime essa jogo mais veloz na equipe, esse jogo mais moderno e mais próximo do que é o masculino, e vem me ajudando muito a melhorar cada dia mais o meu ataque, como incrível atacante que foi. Jogar com muita velocidade não é fácil, nem para levantadora e nem para a atacante, pois os tempos de tomada de decisão diminuem muito e portanto o treinamento tem que ser intenso para que o entrosamento seja o melhor possível”.

 

No Brasília Vôlei, Amanda também vive um momento diferente comparado a temporada passada. “O que mudou foi a experiência adquirida, fruto da vivência. Mas quando você escolhe mudar algo na sua vida, você está sujeito aos obstáculos que fazem parte, e a experiência de passar por eles faz você amadurecer e seguir em frente sem perder o foco e o rumo dos seus objetivos”.

Crédito: Hérica Suzuki

Natural de Recife-PE, defendeu as cores da equipe do Rexona por 10 anos até se transferir para o Brasília Vôlei. Sobre essa nova transição em sua vida como atleta profissional de vôlei, Amanda revela que a saída da equipe de Bernardinho foi um momento delicado, mas que a decisão já estava tomada.

“Como a maioria que acompanha vôlei feminino sabe, fiquei muitos anos no Rexona. Sem dúvida, foram anos maravilhosos. Uma família eu diria. Mas da mesma maneira que um filho sai de casa para conquistar o mundo, eu me senti quando sai do Rexona. Sempre fui uma atleta que, independente da posição que estivesse, estaria tentando superar meus limites, então achei que era necessário ganhar mais bagagem em quadra em outros clubes para meu crescimento profissional e pessoal. Não foi fácil. Havia uma carga emocional grande, mas essa decisão estava tomada dentro de mim e sentia que era fundamental, e de fato foi. Porém, no meu primeiro ano foi bem difícil, ter que se adaptar a tudo novo, às dificuldades, a novos sentimentos e encarar tudo da melhor forma possível. É uma adaptação à uma exigência física e emocional”.

 

A jovem ponteira falou sobre o sentimento que tinha na equipe de Bernardinho. “Independente da situação de “não protagonista”que eu figurava no Rio, nunca me senti menos importante lá, pelo contrário, na maioria das vezes entrava em momentos difíceis e nas oportunidades que eu tinha, eu precisava fazer o meu melhor pelo time. Acredito que dei o meu melhor quando pude e isso me fez aprender que é a essência para o crescimento, sempre dar o seu máximo”.

 

Amanda também era conhecida pelos torcedores como “Talismã” onde a mesma revela um certo desconforto sobre o gesto carinhosos das pessoas que a acompanhavam. “Pra ser sincera nunca curti muito esse rótulo de “talismã”, pois eu e toda a comissão do Rio sabíamos o quanto eu me dedicava e trabalhava para estar preparada pra agir certo na hora certa. Não era sorte, era trabalho, mas entendo que era um gesto carinhoso dos que me acompanhavam, então sempre agradeci o apelido”.

 

Crédito: Brasília Vôlei

“Hoje, eu tenho a possibilidade de estar mais em quadra, mostrar por mais tempo e melhor meu trabalho e poder colocar em prática aquilo que está sendo treinado, e quando cometo erros, que são inevitáveis, ter a possibilidade de poder corrigi-los. Isso traz muita experiência da vivência que eu tanto buscava”.

 

No Rio de Janeiro, a jogadora conquistou oito títulos da Superliga, e sobre os aprendizados adquiridos ao longo dos 10 anos, Amanda é enfática. “Aprendi muito no Rio, muito mesmo. De que dedicação vale a pena, de que trabalho vale a pena e jogar um pelo outro vale a pena. Além da parte técnica e tática que vou levar pro resto da vida. Fora que toda a comissão técnica te dá todo o suporte para o seu desenvolvimento. Apesar de eu ter ficado muitos anos lá, nunca é tempo suficiente para aprender tudo”.

 

A Seleção Brasileira também não deixa de ser um sonho de Amanda. “Vesti a amarelinha nas categorias de base e seria um sonho poder vestí-la novamente, é o sonho de qualquer atleta. Mas tenho meus pés no chão e meu objetivo hoje é totalmente focado na campanha do Brasilia Vôlei. Penso sempre em m passo de cada vez, e vou me manter assim focada para fazer uma boa Superliga para mim e para minha equipe”.

 

Rodrigo Quizi

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2 Comentários em "Entrevista: Conheça um pouco da trajetória e carreira da ponteira Amanda, destaque nas estatísticas da Superliga"

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SERGIO
Visitante

Ah chaveirinho, quero ver muitos aces de você contra o seu ex-time ein? Fez certinho, senão ia morrer só sacando na vida!

Stênio
Visitante

Parabéns Amanda!!! Sabemos que é difícil a readaptação ao clube novo, estrutura, geografia e principalmente a segurança de um clube tradicional. Mas ESTÁ JOGANDO!!! Claro que todo mundo associa esta matéria à Regiane, que não joga, tinha um grande potencial de crescer e ser protagonista em outro clube pelos seus 1,90m e raça escancarada em seu rosto, mas prefere ficar “na toalha e garrafas de água” pra outras jogadoras…

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