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Wednesday 21 June 2017
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Entrevista: Conheça um pouco mais sobre o brasileiro eleito melhor líbero da Superliga Espanhola

Crédito: Divulgação

 

De férias no Brasil e perto de completar 25 anos, Vinícius Noronha fechou a segunda temporada defendendo a camisa do Voleibol Teruel com números que confirmam o bom momento do atleta na Europa. Considerado melhor líbero da Superliga da Espanha e o primeiro nas estatísticas de recepção, o nome do brasileiro é um dos mais citados entre a seleção da rodada.

 

Em entrevista exclusiva ao Portal Melhor do Vôlei, Vinicius Noronha analisou esse momento de sua carreira. “Na minha estreia na Espanha me esforcei para consegui meu espaço e terminei a primeira temporada como o líbero mais escalado na seleção da rodada e como segundo nas estatísticas de recepção. Esse ano (2017) continuei trabalhando forte e com muita seriedade, tive o privilégio e reconhecimento do nosso trabalho sendo considerado o melhor libero da Superliga da Espanha e terminei em primeiro na estatística de recepção”.

 

Noronha chegou à Espanha aos 23 anos e foi contrato para ser titular no Voleibol Teruel. “O voleibol espanhol me abriu portas e sou eternamente grato por isso, eles apostaram em mim. Um líbero de 23 anos, desconhecido e para jogar de titular em uma equipe da grandiosidade de Teruel, que tem uma história vitoriosa e muito extensa. Multicampeã e sempre jogando Champions League que é sem duvidas a competição a nível internacional dentro do cenário do voleibol de mais glamour”.

 

Assim como a espanhola, a Superliga do Brasil é conhecida pelo equilíbrio e o brasileiro revela que já recebeu propostas para voltar e garante que está preparado para defender uma equipe brasileira.

 

“Tenho muito vontade de jogar a Superliga Brasileira sem duvidas. A posição de libero para o mercado do voleibol é um pouco complicada. Por exemplo: a posição do ponteiro são cinco atletas por time, enquanto líbero são apenas dois e mesmo assim, muitas equipes optam por apenas um e muitas vezes a preferência é por um jogador mais experiente como se caracteriza na Superliga do Brasil. Sou novo ainda e tenho muito que percorrer. Na última temporada tive possibilidades de voltar e preferi ficar na Europa por uma série de fatores e planejamento de carreira. É continuar trabalhando muito, abrindo meu espaço e deixar os números falarem por si só. Mas a resposta da sua pergunta é SIM. Sim, estou preparado para jogar a Superliga brasileira”, explicou Noronha.

 

Vibração e determinação são umas das principais características do brasileiro que acredita que a motivação deve acontecer dia-a-dia. “Acredito que essa garra e determinação, seja sempre baseada na humildade e lembrar de onde eu saí. É fazer de tudo para que minha família tenha orgulho de mim! Isso me motiva constantemente. Esse sangue um pouco quente para competir, acredito que eu tenha puxado do Victor Almeida, que foi meu técnico na praia e na quadra onde eu comecei. Devo muito a ele por ter me formado com atleta. Me ensinou a literalmente ter amor pelo que eu faço e a treinar com garra como se não existisse um amanhã. Acredito que o caminho do sucesso seja você se motivar diariamente e dar seu melhor nos dias mais cansativos”.

 

Para finalizar, Vinicius Noronha falou de seus grandes objetivos na carreira. “Falar em objetivos dentro do voleibol é complicado porque não se pode fazer um planejamento em longo prazo. As coisas acontecem muito rápidas e muitas vezes não temos o controle. Agora mesmo estou vivendo um momento crucial na minha vida esportiva. Um momento de decisões importantes que refletirão no meu futuro como profissional. Tenho possibilidades de naturalizar espanhol e isso pode mudar completamente meu panorama como atleta. Só que a sensação de defender as cores do seu país de origem, é a coisa mais preciosa que podemos ter como atletas. Tive a oportunidade de dois anos fazer parte da Seleção Brasileira Juvenil e essa sensação é indescritível. Sei que para uma possível e futura convocação, tenho que estar jogando no Brasil. Se eu me cuidar bem, minha posição permite jogar até próximos dos 40 anos. Então voltar daqui a seis anos, com 30 e se tudo der certo, são dois ciclos olímpicos para poder sonhar com isso. Quanto a isso não tem muito que pensar é trabalhar forte e buscar o reconhecimento. Eu sei que é algo difícil e que o Brasil, principalmente na minha posição, tem muitos atletas de qualidade. Mas uma das minhas características é sempre acreditar que é possível e de que sou capaz, me empenharei para isso como sempre”.

 

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