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Tuesday 28 February 2017
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Entrevista: Pronto para o primeiro desafio de 2017, Anderson faz um balanço do Brasília Vôlei até o momento

Crédito: Alexandre Loureiro/Inovafoto/CBV

 

Superação. Essa talvez seja a palavra que define a atuação do Terracap/BRB/Brasília Vôlei em 2016. Das onze partidas, o time venceu oito e acumula vinte e três pontos na Superliga, o que permitiu ficar em terceiro colocado na classificação geral. Embora a torcida esteja otimista com o resultado, o técnico Anderson Rodrigues não dá descanso para as jogadoras. Os treinos continuaram intensos no Ginásio do Sesi em Taguatinga (DF) até a partida deste sábado (07/01), às 18h, contra o E.C. Pinheiros.

 

Anderson, que assumiu o cargo em Julho passado, diz que ainda existe muito o que ser feito para alcançar o objetivo desejado. Por isso tem investido em treinamento específico, para que as atletas comecem o ano com a mesma energia em quadra. Na entrevista a seguir, o técnico faz um balanço da temporada e as expectativas para 2017.

 

Qual sua avaliação da temporada e como acredita que o time tem se destacado na Superliga?

Acho que o grupo assimilou mais rápido possível o trabalho, o jeito de jogar, a agressividade. Vejo que é um time guerreiro que está trabalhando, buscando a cada dia melhorar o crescimento, então, eu estou vendo tudo isso de forma significativa, mas é lógico que tem muita coisa para concertar. A gente precisa entender como é o processo. É um time muito novo ainda.

 

O Brasília fechou o ano como terceiro colocado da Superliga. Como um time tão jovem, essa colocação não é promissora?

Tem os seus benefícios, como uma melhor colocação na Copa Brasil. Vamos disputar em casa a fase mata-mata, então é uma viagem a menos diante do público. Mas tem muita coisa pela frente. São mais onze jogos e temos que trabalhar tudo de novo, melhorar uma bola aqui e outra ali, a parte defensiva, e sacar muito bem.

 

Quais são os pontos fortes que acredita que o Brasília Vôlei tem hoje?

Eu acho que é um time o qual a mescla deu muito certo. Então temos um bem ofensivo no saque, trabalhamos bem as bolas porque jogamos com muita velocidade, e acho que isso facilita muito. Já o ponto falho está a nossa recepção, pois sempre tem muito buraco. Precisamos dar uma melhorada nisso.

 

Você assumiu o time como técnico há seis meses cheio de expectativas. Acha que fechou o ano com a sensação de dever cumprido?

Não. Não tenho essa sensação, porque se eu pensar desse jeito, vou me acomodar, e a gente tem que melhorar. Sempre vou estar aprendendo. Eu acho que durante esse primeiro turno houveram muitos erros, e alguns partiram de mim, sabe? Uma preparação para um jogo, um treinamento a mais, uma folga a mais. Então a gente precisa ter essa dosagem e ainda não tem. Mas vamos aprendendo com o tempo, a vivência.

 

Dos jogos memoráveis de 2016, é fácil lembrar da vitória sobre o Vôlei Nestlé. Essa vitória foi resultado de muito treinamento, foco e estratégia?

Eu vejo esse jogo como um foco. Ali nós mantivemos o foco o tempo inteiro e eles jogaram mal a partida. Aproveitamos a oportunidade. Muitas vezes o time do Brasília jogava bem e não aproveitada a oportunidade, então perdia por detalhes. E dessa vez isso não aconteceu.

 

Como um ano olímpico, qual as suas considerações sobre o evento esportivo? De que forma avalia o esporte?

A expectativa no voleibol era de quatro medalhas, duas na praia e duas em quadra. Tanto a seleção masculina quanto a feminina se prepararam muito bem, só que talvez por uma falta de ritmo dentro da competição, houve o resultado inesperado para os torcedores. O masculino teve pedreira. No primeiro jogo contra o México perdeu o primeiro set e isso fez com que crescesse dentro da competição. O feminino, em 2012, foi o inverso. Primeiro começou tropeçando, achando que não fosse ganhar, mas ganhou a medalha. Já o masculino, que foi tudo flores, chegou ao fim e perdeu para a Rússia. Então, acho que a história se repetiu apenas com modalidades inversas. Mas também devemos dar mérito a treinadora, pois a técnica foi audaciosa e apostou no que ia dar certo.

 

Como você acredita que ter sediado um evento tão grandioso possibilitou o fortalecimento do esporte?

Eu acho que foi maravilhoso. Sinceramente não acreditava que seria tão bom como foi. O brasileiro mostrou que tem condições de sediar qualquer coisa, por maior que o evento seja. Tanto a Olimpíada, como Copa do Mundo e o Pan-Americano, que são os maiores eventos esportivos. Acho que temos condições totais, mas precisamos nos organizar um pouco melhor, com antecedência. Foi um evento muito bacana e com as reprises de alguns jogos as pessoas puderam entender mais sobre cada esporte. Para o Brasil foi bom porque não ficamos com a pensamento que é um País só do samba e do futebol, então foi muito legal.

 

Quais suas expectativas para 2017 e os próximos jogos?

Eu vejo crescendo na competição, mantendo o foco, o nível técnico e fazendo o nosso trabalho. Não podemos perder o objetivo. Precisamos trabalhar forte e ganhar fisicamente, pois é um time que não tem tanta peça de reposição, e a gente precisa trabalhar nisso. Então, a engrenagem tem que estar certinha para que cheguemos melhor lá na frente, com uma boa colocação e estrutura física, um bom nível de jogo. Ai, sim, a gente vai conseguir chegar um pouco mais longe.

Crédito: www.brasiliavolei.com

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