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Tuesday 20 November 2018
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Fabi Alvim: “Acho que dava mais uma temporada”

Foto: Livia Delunardo/Melhor Do Vôlei

Na última terça-feira, 16, aconteceu a apresentação dos times de vôlei Sesc – Rio feminino e masculino. Fabi Alvim foi convidada para ser a mestre de cerimônia este ano e ao final do evento foi homenageada pelo técnico Bernardinho e a diretoria do Sesc Rio, por toda a sua história com o time carioca. Seis meses longe das quadras, ela avalia o desafio em ser comentarista, a experiência em praticar esportes amadores e quando decidiu se aposentar.

Você acabou de se aposentar das quadras. Como é o sentimento de estar aqui apresentando os novos elencos do Sesc -RJ?

Eu vim aqui hoje como profissional. Fui contratada como mestre de cerimônia. Agora é o início de uma nova etapa da minha vida, pós – quadra, onde fui muito feliz durante 20 anos fazendo o que eu mais amava, que é jogar vôlei. Tomei esta decisão de parar, e foi um ciclo muito bacana, a vida é feita de ciclos e acho que o que eu vivi dentro das quadras foi incrível, muito melhor do que eu pude sonhar em ter na minha vida. Aprendi e vivenciei coisas incríveis, conheci pessoas e tive a oportunidade de defender a camisa da seleção brasileira, vivenciar medalhas olímpicas e experiências únicas. Porém, mais do que isso, eu pude vivenciar valores, que é isso que fica para a nossa vida e agora é tentar essa nova fase da minha vida. Aproveitar um pouco mais a família, ter pouco mais de tempo, estudar, me preparar. Agora que eu estou nesta missão de comentarista, tentar fazer um bom trabalho no Sport Tv e na Rede Globo. Estou iniciando essa nova etapa e que eu possa aprender e me dedicar para poder me tornar uma boa comentarista. Acredito que esta é uma lição que o esporte nos trás, persistir, perseverar e buscar o conhecimento diário e melhorar na nossa vida e agora iniciar um novo ciclo bacana, também.

Agora você se tornou comentarista. Quais são os seus desafios e você imaginava que seria tão difícil?

Os desafios são muitos. Poder de alguma forma passar toda a minha vivência na quadra para quem está em casa. Não é simplesmente comentar o jogo, temos que estudar, se preparar, se dedicar. É um trabalho muito difícil e muito duro e poder de alguma forma passar para o telespectador minha experiência de 20 anos nesta modalidade.

Reprodução/Instagram

Reprodução/Instagram

Acompanhando os seus stories, tenho visto você se arriscando em muitos esportes. Podemos esperar ver a Fabi fazendo algo amador?

Olha essa minha vida pós adeus as quadras está bem movimentada. Me apaixonei pelas corridas já há alguns anos, já fiz duas meias maratonas e agora estou me aventurando, pedalando e nadando, me preparando para quem sabe ano que vem fazer uma prova de triatlo, mas uma prova curtinha, de menor distância. Para podermos continuar com esta veia esportiva. Acredito que o esporte nunca vai sair da minha vida, então automaticamente fui em busca de novos esportes, novos desafios para que eu possa amenizar a saudade. Certamente sentirei falta do que eu fiz por 20 anos e do amor que eu tenho pelo vôlei.

Você se aposentou, mas muita gente pede o seu retorno, que você tinha muita disposição para jogar. Como é receber este reconhecimento dos fãs?

Eu fico muito feliz. Nós temos uma certa dificuldade de entender os ciclos e eu queria viver muito intensamente. Foi tudo muito intenso, do jeito que eu gostaria que fosse, na cidade que eu amo, que é o Rio de Janeiro, perto da minha família e no time que eu defendi durante 13 anos. Acho que foi bacana demais e sempre fui movida por desafios e pela paixão e também pensei: “acho que dava mais uma temporada”, mas de repente, mais uma temporada a gente só estaria adiando uma aposentadoria e eu queria muito me preparar, queria voltar a estudar, ter um pouco mais de tempo com a família, pensar em ter filho… Tudo isso acabou mexendo comigo e, no início deste ano, eu já tinha tomado esta decisão, só não tinha falado com ninguém, mas já estava na minha cabeça. Vivi todos os momentos como se fossem os últimos e eu posso dizer que eu aproveitei demais, intensamente até o final.

Divulgação/FIVB

Tem alguma coisa, na sua carreira que você se arrepende?

Acho que não, acho que não. Óbvio que eu gostaria de ter vencido o Mundial, e o esporte é feito de vitórias e derrotas e acho que temos que entender isso, faz parte da vida, a gente ganha e perde, tudo isso faz parte. Não me arrependo, acho que tudo foi tão bacana e tão intenso, tão único que só tenho a agradecer ao esporte e a forma de como vivi estes anos. O esporte me fez vivenciar coisas que realmente inesquecíveis na minha vida.




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Não dava não Fabi … a gente já não te aguentava mais!!!!

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