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Tuesday 23 April 2019
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Fabíola: “Ainda temos chance de reverter”

Foto: Nadine Oliver

Atleta foi um dos principais reforços da equipe para a temporada. (Foto: Nadine Oliver)

Por Lívia Delunardo

A experiente Fabíola vem sendo peça fundamental na temporada histórica do Sesi Vôlei Bauru, especialmente com o título do Campeonato Paulista e  com a inédita vaga nas semifinais da Superliga, eliminando o Sesc RJ nos playoffs. Em entrevista exclusiva para o Melhor do Vôlei, a levantadora conta sobre o início da carreira, a mudança de posição e as expectativas para o segundo duelo contra o Dentil/Praia Clube, que acontece nesta segunda-feira (8), em Uberlândia-MG.

Confira:

1) Muitos torcedores não sabem, mas você começou no esporte como atacante. Como aconteceu essa transição?

Sim, comecei como atacante. Fui seleção brasileira infanto atacando, aos 15 anos. Dos 16 para 17, anos recebi proposta do técnico Bernardinho para ir para o Rexona para fazer essa transição do ataque para levantadora. Foi a primeira vez que saí de casa para jogar fora de Brasília com um novo desafio que seria essa transição. Ele achava que eu tinha bom toque e me fez a proposta. Quando saí do Rexona, minha primeira equipe como reserva de levantadora foi o Minas e, depois, fui convocada para a seleção juvenil já na nova posição.

Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

2) Pelas redes sociais, percebemos que o Sesi Vôlei Bauru possui um grupo que formou grandes laços de amizade. Você sente essa união dentro de quadra?

Esse time é maravilhoso, pois conseguimos ter uma relação de amizade sensacional. São várias cabeças com pensamentos diferentes que se uniram em um só propósito. Realmente, o que colocamos nas redes sociais é verdadeiro. O grupo ficará marcado por tudo o que conseguimos superar e por toda a história que construímos. É algo que levamos até para fora das quadras com muito carinho. Conseguimos essa união e equilíbrio e está sendo muito bacana.

3) A sua reserva é a Naiane, considerada uma das promessas da atual geração e que já foi, inclusive, convocada pelo técnico José Roberto Guimarães. Você acredita no potencial dela?

Muito. Ela é uma excelente levantadora e muito inteligente. Trabalhando com ela este ano, algo que está sendo bastante prazeroso, pude ver o quanto ela cresceu e amadureceu. Fico muito feliz de tê-la como companheira de equipe e acredito muito em seu potencial. Ela irá muito longe, pois é muito determinada e, se já chegou na seleção brasileira, é porque ela tem potencial. Com certeza, o Zé Roberto viu algo diferente nela. Temos uma parceria e uma cumplicidade muito legal uma com a outra.

4) Como é a sua relação com o técnico Anderson Rodrigues?

É muito boa e muito legal. Sendo a primeira vez com que trabalho com ele, está sendo uma experiência muito boa, pois ele já vivenciou e já esteve do nosso lado e sabe como funciona nossa cabeça e como lidar com isso, mesmo ele tendo vindo do masculino. O fato dele ter sido jogador nos ajuda muito pelas experiências que ele teve e, por ser a capitã e levantadora, felizmente temos a afinidade de poder dialogar e ter confiança e a parceria foi muito importante em todo esse processo de conquistas que o Sesi Vôlei Bauru obteve nessa temporada. Essa cumplicidade de toda a equipe com o Anderson foi fundamental em tudo.

Foto: Nadine Oliver

Foto: Nadine Oliver

5) Nesta temporada, vocês conseguiram bons resultados, como a conquista do Paulista sobre o Osasco-Audax e a sonhada vaga na semifinal da Superliga, sobre o Sesc RJ. O feitos te motivam em buscar reverter a situação diante do Dentil/Praia Clube, depois da derrota no primeiro confronto?

Com muito trabalho e esforço, conseguimos feitos importantes para a história do Sesi Vôlei Bauru e da cidad e ficamos muito felizes com tudo isso. Sabemos o quão difícil é jogar contra o Praia Clube e agora elas estão com a vantagem, mas a semifinal é uma melhor de três jogos e elas estão com um jogo de vantagem. Ainda temos a chance de reverter e chegamos em Uberlândia com esse espírito. Não tem nada ganho e sabemos do potencial do nosso time e do quanto lutamos para passar o playoff. Juntas, é possível reverter essa situação. Vamos ajustar o que falhamos na última partida e estamos buscando essa melhora. Já passamos por situações semelhantes a essa de agora e com a força do grupo conseguimos reverter.

6) Agora, você passou a fazer parte do seleto grupo de atletas ranqueadas com 7 pontos e sabemos que este tema sempre traz algumas polêmicas. O que você acha sobre isso? Realmente o mercado no Brasil fica restrito para vocês?
Prefiro não comentar o assunto neste momento.



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