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Monday 14 October 2019
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I LOVE BRAZIL

Andressa Caetano e Matheus Maciel

01/09/2011 – A norte-americana Destinee Hooker, assim como a tabela de mercado do Melhor do Vôlei antecipou, será mais uma estrela do voleibol mundial presente na Superliga Feminina 2011/2012. Após uma longa negociação com o Sollys/Osasco, a oposto da seleção dos EUA aceitou a proposta da equipe brasileira em detrimento de outras ofertas de times da Rússia e da Turquia, por exemplo. Hooker vem para aumentar ainda mais a lista de jogadoras dos EUA que já atuaram em times brasileiros, como as recentes Nicole Fawcett, Alisha Glass, Danielle Scott e Stacy Sykora, e outras de anos atrás como Logan Tom, Tara Cross e Monique Adams.

Hooker FIVB Heroes (Foto: Divulgação)

Hooker chega para substiuir Natália, contratada pela Unilever, e terá a companhia das levantadoras Fabíola, Viviane e Karine; da também oposto Ivna; das ponteiras JaquelineJu Costa, Tandara e Samara; das centrais ThaísaAdenízia e Bia; e das líberos Camila Brait e Léia. O ranking não será problema, mas a jogadora deve tentar engravidar novamente ainda esse ano.

Com 23 anos e 1,95 metros de altura a jogadora, que é natural do Texas, foi convocada pela primeira vez para a seleção dos Estados Undios em janeiro de 2008 para alguns torneios amistosos. Em 2009 ela passou em branco pela seleção, mas o grande ‘boom’ de Hooker internacionalmente aconteceu em 2010. Ainda uma promessa, foi contratada pela equipe italaina Scavolini Pesaro e antes mesmo de se apresentar para a temporada de clubes fez um sucesso tremendo com a seleção, sendo titular absoluta durante todo o ano e ajudando a equipe a conquistar o Grand Prix – o qual foi a quarta maior pontuadora – e a quarta colocação no Campeonato Mundial, em derrota para o Japão na disputa do terceiro lugar.

Com o Pesaro, conquistou e foi MVP da Supercoppa Italiana. A temporada ia muito bem, o time classificado para a fase final da Champions League, bem colocado no Campeonato Italiano… Até que ela se machucou e pediu para deixar a equipe para realizar a cirurgia nos Estados Unidos e se recuperar por lá. Em nota oficial, toda a delegação médica do Pesaro afirmou mais de uma vez que a lesão, no joelho esquerdo, não precisava de nenhuma intervenção cirúrgica, mas mesmo assim a atleta viajou para os EUA – com o time se preparando para os jogos decisivos da Champions League.

 
Curiosidade: Hooker fazia atletismo, sua especialidade era salto em altura (Foto: Divulgação)

Desde então, Hooker estava em casa se recuperando da cirurgia e começou os preparativos com a seleção norte-americana para a temporada 2011. Ela ficou de fora da Montreux Volley Masters, mas voltou a equipe para ser campeã do Grand Prix e ainda conquistou o título de MVP da competição.

O técnico do Sollys, Luizomar de Moura não poupou elogios a nova integrante da equipe. “A Hooker é uma jogadora de muito potencial e uma das revelações do voleibol mundial. A contratação dela vem de encontro com filosofia do nosso projeto, que é formar um time com jogadoras jovens. Ela é uma atleta que desde o início se interessou e se mostrou acessível a jogar no Brasil, então a gente espera que a adaptação seja a melhor possível e que ela possa apresentar todo potencial que vem demonstrando nos últimos anos”, afirmou Luizomar, que em seguida destacou as principais virtudes da americana. “É uma atleta muito forte, que salta muito, pega a bola muito alta e tem bastante alcance. É uma grande jogadora e esperamos que ela tenha uma passagem bastante vitoriosa no voleibol brasileiro”, completou o treinador. 

Em entrevista exclusiva para o Melhor do Vôlei, Hooker falou sobre sua situação física, como escolheu jogar pela equipe brasileira e o que espera da temporada com o Sollys/Osasco.

Nesta temporada você defenderá o brasileiro Sollys/Osasco. Por que Brasil e porque o Sollys? Você já tinha desejo de jogar no Brasil antes?

Eu fiquei sabendo de muitas coisas boas sobre a equipe e também sobre os torcedores. Antes da oferta da equipe eu já queria jogar no Brasil sim, é maravilho, não tenho como mencionar cada atleta que já jogou em equipes brasileiras e que treinaram duro para jogar também pelos outros.

Você procurou saber com alguma companheira de seleção sobre a nossa liga e sobre o Sollys antes de decidir o seu futuro? Com quem? O que elas disseram?

Sim, eu falei com a Stacy e com a Nicole Fawcett e ambas adoraram jogar por aí, e que terei que estar pronta para trabalhar duro. Com o meu corpo ficando mais preparado do que antes, estou pronta para assumir o desafio. Eu também enviei uma mensagem para a Adenízia sobre o Sollys e ela me deu algumas indicações sobre como são os treinos. Ela é muito doce. Estou ansiosa para jogar com ela e com as outras meninas.

Você aliás tem ‘twittado’ mensagens para Adenízia. Ela te ajudou a escolher o Sollys? Você tem outras amigas brasileiras?

Eu acho que a Adenízia facilitou a minha decisão. Eu tive a oportunidade de encontrar com ela, Natália e Paula no Grand Prix 2010. Outro amigo meu é o Leonardo Moraes. Quando eu o conheci, ele estava trabalhando com a Seleção Brasileira.

 
 Hooker fez a diferença na final do Grand Prix, ficou com o título e com o MVP (Foto: Divulgação)

Você teve outras propostas de outras equipes? De onde?

Na verdade eu tive algumas ofertas. Uma da Rússia, da Turquia, Porto Rico, Japão e Coreia do Sul. 

Os torcedores brasileiros são conhecidos por serem fanáticos por voleibol. E o Sollys/Osasco, como uma equipe tradicional, tem fãs fanáticos. Como você se sente sobre isso?

Eu amo isso. A todo momento estou vibrando com a equipe e é um sonho se tornando realidade, é um país que tem uma paixão e uma emoção enorme pelo vôlei assim como eu. Porto Rico tem muito amor pelo vôlei também, mas pelo que já vi os brasileiros tratam isso em um nível completamente diferente! A melhor coisa que tenho a fazer é sempre retribuir ao meus fãs. É por isso que estou fazendo camisas para eles que denominei “Hooker Trooper” (numa tradução livre, “O exército da Hooker”, “Os soldados da Hooker”), e também uma maneira para me comunicar com eles. Eu amo o Brasil – e eu ainda nem cheguei lá. 

 
 




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