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Thursday 5 December 2019
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Lorenne: “A gente sabia que era possível vencê-las”

Oposto marcou 32 pontos na partida. (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC.net)

Com garra e emoção, São Paulo FC/Barueri fez história nesta sexta-feira (8) no vôlei feminino, ao conquistar pela primeira vez o título do Campeonato Paulista. Sem se intimidar com a torcida que lotou o Ginásio José Liberatti, o Tricolor bateu o Osasco Audax por 3 sets a 2 (22-25, 20-25, 26-24, 25-22 e 15-11), em 2h14min de partida. Foi a segunda vitória na série decisiva do Estadual, após a equipe de Barueri ter vencido o primeiro jogo por 3 a 0 em casa.

O principal nome da equipe mais uma vez foi a oposta Lorenne, que voltou a ser a responsável pela maioria dos pontos do Tricolor, tendo anotado 32 acertos nesta sexta-feira. A meio de rede Mayany também foi um dos destaques do time, tendo anotado 15 pontos.

Além de ter sido o primeiro título estadual conquistado por Barueri, foi a primeira conquista com a parceria do São Paulo Futebol Clube, iniciada em julho deste ano. Foi ainda a concretização do sucesso da aposta de José Roberto em um trabalho com jovens talentos do vôlei feminino do Brasil.

Após a partida, a oposta Lorenne ressaltou a importância pessoal desta conquista. “Este título é muito importante para mim. Fiquei dois anos parada em Osasco, sem chance de jogar, e agora estou tendo oportunidade. Agradeço muito às meninas, ao Zé Roberto, a toda comissão técnica que me dá todo o apoio para fazer o meu trabalho. Esse espírito que mostramos hoje, onde conseguimos vencer nos divertindo em quadra, sem pressão, é a marca do nosso time. Nossa equipe é muito nova e conseguimos jogar sem pressão. Não desistimos nunca, fomos em todas as bolas sem cansar”, afirmou.

“Sabíamos que seria uma partida muito difícil, especialmente por causa da pressão da torcida, ginásio cheio. Mas acho que mostramos muita força e tranquilidade”, disse Lorenne, que ainda comentou sobre uma conversa que as jogadoras tiveram juntas dentro da quadra, após a vitória no terceiro set, que evitou que Osasco fechasse a partida.

“A gente sabia que era possível vencê-las. A responsabilidade era do time do Osasco, que é uma verdadeira seleção. Além da pressão da torcida. Nós falamos que não tínhamos nada a perder e dissemos que iríamos deixar elas errarem, sentir o peso do jogo. Estávamos presas nos dois primeiros sets e depois que jogamos a responsabilidade para o outro lado, o jogo fluiu ao nosso favor”, explicou.

Para o técnico José Roberto Guimarães, a vitória sobre o Sesi Bauru na semifinal, teve um peso decisivo para esta conquista. “Se a gente chegasse na semi, já seria um resultado muito importante. Tínhamos perdido em casa para o Bauru por 3 a 0, mas com placares muito próximos. Para avançar à final, teríamos que ganhar duas vezes, no jogo e no Golden Set. E mesmo enfrentando o time que fez a melhor campanha no Paulista, vencemos por 3 a 0 e também o set desempate, na casa delas. Um time com jogadoras jovens, com 50% do elenco que ainda atua na nossa base, um feito destes diante do Sesi, candidato a ser campeão da Superliga, é histórico”, disse o treinador, que também enalteceu o poder de recuperação de seu time nesta série final.

“Aí, conseguimos bater o Osasco em casa por 3 a 0 e aqui saímos perdendo por 2 a 0 e conseguimos a virada, onde acontece outro milagre, vencemos o quinto set e ganhamos o Campeonato Paulista na casa delas, acredite se quiser. Sou são-paulino e tenho o maior orgulho de ter conquistado este título. Só tenho a agradecer a oportunidade de estar treinando estas meninas, agora com a camisa do São Paulo Futebol Clube”, afirmou.

Jogaram pelo São Paulo F.C/Barueri: Juma, Diana, Maira, Tainara, Lorenne, Mayany e Nyeme. Entraram Dani Terra, Lays, Jheovana e Jacke.




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