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Monday 21 October 2019
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Mari Aquino relembra trajetória e fala das expectativas com o Curitiba

Central tem no currículo passagens por tradicionais equipes da Europa. (Foto: Diego Luiz Wladyka)

Por: Lívia Delunardo

Em recuperação de uma cirurgia, Mariana Aquino vive a expectativa de retornar às quadras pelo segundo ano no Curitiba Vôlei. Com exclusividade ao MDV, a central relembra a trajetória no esporte e a experiência de disputar a liga universitária dos Estados Unidos, além do importante vice-campeonato da Champions League. Formada em Relações Internacionais e Ciências Políticas pela tradicional UCLA, Mari foi repatriada após passagens por importantes ligas europeias.

Confira:

Brasileira jogou pela UCLA. (Foto: Arquivo)

Você jogou a liga universitária norte-americana, como foi o processo para ir para lá?

Na época, eu contratei uma agência que se chama ‘Daqui pra fora’ pra me ajudar a ir pra lá. Eu já tinha umas propostas de universidades menores mas queria ir para uma instituição que tivesse um time forte de vôlei, assim como um nível acadêmico bom. A agência me ajudou bastante com tudo, mandou meu vídeo, meu currículo e, em paralelo, eu estudei para o SAT, que avalia o conhecimento caracterizado pela rapidez da matemática, leitura crítica e escrita, além do TOEFL, que atesta a capacidade de compreensão e uso do inglês num nível acadêmico. Estas são provas que todos os estudantes tem que passar para conseguir uma vaga. Recebi 21 bolsas integrais de estudo e fui visitar quatro universidades, mas a UCLA, localizada na California, foi a que eu gostei mais, pois tinha tudo o que eu buscava.
Como foi a experiência de conciliar os estudos e os jogos? A universidade era flexível com os atletas?
Não posso dizer que foi tranquila, porque não é. Recebemos muita ajuda para conciliar os treinos, jogos e estudos. Além das aulas, nós tínhamos professores particulares e flexibilidade em relação às provas. Às vezes, eu tinha que viajar para disputar uma partida no dia de avaliação e alguém ia comigo para aplicar a prova na viagem. Eles fazem de tudo para ajudar o atleta a conciliar os estudos e o esporte.
Após a liga universitária, você passou por equipes da Turquia, da França e da Romênia. O que você aprendeu nessas escolas?
Na Europa, o jogo é mais lento e as atletas são mais altas. Então, tive que me virar nos bloqueios e defesa. Na Turquia, a comissão técnica era canadense, muita parecida com o estilo americano de jogar, que é rápido, preciso e disciplinado. Já na França, meu técnico foi o Laurent Tillie, atual técnico da seleção francesa masculina. Ele dá muita atenção à técnica, ao jogo refinado, com defesa impecável. Na Romênia, a comissão era da Sérvia, então aprendi muito ataque e saque. Cada experiência foi válida e só acrescentou no meu voleibol. Peguei o melhor de cada uma delas.

A comemoração pelo vice da Champions League. (Foto: Arquivo pessoal)

Na temporada 17/18, você foi vice-campeã europeia pelo Volei Alba Blaj. Como é disputar a Champions League?
Jogar contra os melhores times do mundo foi uma experiência que vou guardar pra vida inteira. Conquistar a medalha de prata e fazer historia na Romênia foi muito especial. É inesquecível.
Essa é a sua segunda temporada no Brasil, por quê decidiu voltar, o que pesou na sua decisão?
Nunca tinha jogado a Superliga e queria mostrar meu voleibol aqui, abrir portas. Achei que era a hora de vir, ainda mais porque sou de Curitiba e abracei o projeto, pois a minha cidade estava precisando voltar a ter um voleibol de alto nível.

Mari na disputa da última Superliga (Foto: Ramilton)

No último jogo dos playoffs da Superliga você acabou se lesionando. Como tem sido a sua recuperação? Qual é a previsão de retorno?
Minha recuperação tem sido boa, graças a Deus. Tudo está correndo bem, nos prazos certos. Não costumo dizer a previsão para ninguém, para não criar expectativas, mas podem ter certeza que estou trabalhando duro para voltar o quanto antes, mas com responsabilidade e no tempo certo para que eu não sofra outra lesão como essa de novo.

 

O Curitiba foi uma grata surpresa ao se garantir entre as oito melhores equipes da competição, mesmo sendo estreante na elite. Desta vez, o que os torcedores podem esperar?
Os torcedores podem esperar um time guerreiro e corajoso. Estamos com um grupo bem montado e vamos trabalhar muito para fazer bonito nessa Superliga.



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