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Tuesday 16 July 2019
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Molico/Osasco inicia quartas diante do Brasília e pode superar marca do Leite Moça‏

Foto: Divulgação

O Molico/Osasco começa sua participação nos playoffs da Superliga 2013/14 nesta quinta-feira. Primeiro colocado da fase de classificação, o time de Osasco terá pela frente o Brasília Vôlei, que ficou em oitavo. O jogo de abertura da série quartas de final acontece no ginásio José Liberatti, em Osasco, às 19h. Com 26 vitórias consecutivas, o Molico está empatado com o Leite Moça (Nestlé) como recordista absoluto em vitórias seguidas na história da Superliga. Na temporada 1995/96, o Leite Moça foi campeão invicto, vencendo os 26 jogos que disputou. Portanto, se vencer as brasilienses, o Molico/Osasco abrirá 1 a 0 na disputa e será o novo dono da marca, escrevendo mais uma página vitoriosa no voleibol brasileiro.

Focado totalmente na disputa de quartas de final, Luizomar sabe das dificuldades que o adversário trará e confia no fator torcida para sair com a vitória no primeiro jogo da série. “O Brasília é uma equipe muito experiente e com muita qualidade. Eles cresceram muito do primeiro para o segundo turno e conquistaram com méritos a classificação para os playoffs. Agora estão passando por alguns problemas, mas isso não faz com que o time perca a sua força. Sabemos que será muito difícil, mas é uma oportunidade de voltarmos a jogar em casa e tenho certeza que a nossa torcida lotará o José Liberatti e vai nos ajudar a tentar abrir a série com uma vitória. A vitória em casa será muito importante e vamos entrar em quadra com esse pensamento”, analisou Luizomar.  

Na fase de classificação da Superliga, as osasquenses enfrentaram o Brasília em duas ocasiões e venceram as duas partidas. No primeiro turno, em Osasco, a vitória foi por 3 a 0. Já no segundo turno, no Distrito Federal, o resultado positivo foi por 3 a 1. Esse confronto também marca o encontro dos dois técnicos recordistas, já que Luizomar de Moura comanda o Molico/Osasco e o Sérgio Negrão, atualmente no Brasília, dirigia o Leite Moça. Por coincidência do destino, Luizomar pode superar Sérgio Negrão exatamente em um embate entre ambos. O treinador comentou com relação ao fato de poder entrar para a história do voleibol brasileiro conduzindo o Molico ao recorde isolado de vitórias consecutivas em Superliga.

“Eu não me apego muito a esses números e marcas. Estou pensando muito é no playoff e no rival complicado que teremos pela frente. O que me deixa muito feliz é que isso trouxe uma oportunidade de se homenagear e resgatar a história de um grande time como o Leite Moça, principalmente em um país em que a história esportiva é muitas vezes deixada de lado. É relevante recordar o grande momento que o Leite Moça e a Nestlé viveram com aquele time da temporada 1995/96. Essa coincidência proporciona também a chance de lembrar o grande feito do ótimo treinador que é o Sérgio Negrão. É o momento de lembrar não só de Fernanda Venturini, Ana Moser e Ana Paula, que eram as estrelas daquela época, mas também de jogadoras como Simone Perereca, Josiane, Denise, Ricarda e as demais campeãs. Foram atletas muito importantes para o voleibol dos anos 90 e espero que cada uma delas se sinta homenageada com essa lembrança”, declarou Luizomar.

O elo que une as duas campanhas é o supervisor técnico, o responsável por administrar a parte esportiva do clube. Com 67 anos, Benedito Geraldo Crispi, conhecido como Benê no mundo do voleibol, era o supervisor técnico do Leite Moça e atualmente ocupa o mesmo cargo no Molico/Osasco. Além disso, o Leite Moça era patrocinado pela Nestlé e o Molico/Osasco também tem o patrocínio da empresa.

Campeão na temporada 1994/95, o Leite Moça iniciou a campanha e logo no primeiro turno teve a baixa da Ana Moser, que sofreu uma lesão no joelho direito e ficou de fora do restante da Superliga. Mesmo sem ela, o Leite Moça seguiu rumo ao bicampeonato. Terminou o primeiro turno em primeiro lugar, ao vencer o BCN por 3 a 0 (15-07, 15-12, 15-11), coroando uma campanha triunfal: nove vitórias em nove jogos e apenas um set perdido. Ao final do segundo turno, ficaram definidas as quartas-de-final. O Leite Moça, invicto, enfrentaria o Banco Bandeirantes/Minas.

Nas quartas, o Leite Moça não teve dificuldades contra o Minas. Ganhou o primeiro jogo em casa, por 3 a 0 (15-09, 15-05, 15-02) e venceu o segundo da série também por 3 a 0 (15-07, 15-04, 15-01), em Belo Horizonte. Nas semifinais, o Leite Moça superou o Sollo/Tietê com três vitórias na melhor de cinco partidas. A primeira partida foi vencida por 3 a 0 (15-06, 15-07, 15-12), em Sorocaba. No segundo jogo, em Tietê, mais um 3 a 0 (15-13, 15-09, 15/08). Na terceira partida, novamente em Sorocaba, o o Leite Moça venceu por 3 a 1 (15-17, 15-04, 15-13, 15-03), classificando-se para as finais.

Na decisão o adversário foi o BCN/Guarujá. No primeiro jogo, em Sorocaba, o Leite Moça venceu por 3 a 0 (16-14, 15-09, 15-09). No primeiro confronto, o técnico Sérgio Negrão escalou o Leite Moça com Fernanda Venturini, Ricarda, Denise, Karin, Ana Paula e Simone Perereca. No decorrer do jogo, o treinador promoveu as entradas de Andréia Marras, Josiane e Mariângela. No segundo duelo, o Leite Moça teve mais dificuldades como visitante, mas venceu o rival por 3 a 2 (10-15, 15-17, 15-06, 15-11, 19-17).

 

 

 

Com 2 a 0 na série, o Leite Moça precisava de mais uma vitória em casa para conquistar o título da temporada 1995/96. Atuando diante de sua torcida, em Sorocaba, o Leite Moça aplicou um 3 a 0 (15/10, 15/09, 15/09) e sagrou-se campeão nacional. Com a vitória no jogo final, somou seu 26º triunfo na competição. Foram 26 jogos, 26 vitórias, 78 sets vencidos e apenas nove perdidos. O elenco campeão era comandado por Sérgio Negrão e pelo auxiliar técnico Índio e contava com 15 jogadoras. São elas: Andréia Marras, Ana Moser, Ana Paula, Karin Rodrigues, Denise Souza, Ricarda Lima, Josiane Grunewald, Simone Fagundes (Perereca), Mariângela Sabino, Fernanda Venturini, Mirian Volkweis, Edna Veiga, Susy Garbelotti, Luciana Pietro e Thays Sierra.  




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