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Saturday 16 November 2019
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Mundial: brasileiras não contêm as lágrimas, mas valorizam terceiro lugar

FIVB/divulgação

Vitória sobre a Itália deu medalha inédita ao vôlei brasileiro

Até este 12 de outubro, o vôlei brasileiro jamais havia voltado de um campeonato mundial, seja masculino, seja feminino, com uma medalha de bronze na mala. Não era a medalha inédita que a Seleção Brasileira pretendia, mas foi a premiação possível, depois da derrota para os EUA, nas semifinais.

“No Brasil, segundo e último são a mesma coisa, mas nós valorizamos essa medalha”, disse o técnico José Roberto Guimarães. Ele disse que o “time em baixa ontem, depois de perder o jogo. Era importante a gente valorizar como valorizou (a decisão do terceiro lugar).”

A vitória contra a Itália, que valeu o lugar no pódio para o time, parecia fácil, mas terminou conquistada em cinco sets. Se no segundo set, o Brasil conseguiu 14 pontos consecutivos, partindo de 10-11 para 24-11, caiu, no terceiro, pela eficiência de Diouf e, no quarto, pela boa distribuição de Lo Bianco. A medalha veio no tie break, numa parcial consideravelmente tranquila.

“Eu nem quero falar sobre os dois sets (perdidos), foram momentos de vacilo”, admitiu Fabiana. “A noite passada não foi fácil. Ontem, perdemos. Mas essa equipe não podia sair daqui fora do pódio”, disse a central e capitã do time.

Visivelmente emocionada, Tandara, que disputou seu primeiro campeonato mundial, não disfarçava a tristeza pelo título perdido no sábado.

“Tivemos um tropeço ontem e hoje nos esforçamos. Que bom que veio o terceiro lugar, significa muito. Todas nós conversamos e fizemos o trato de unir forças e entrar em quadra hoje. Merecíamos estar no pódio, (mas) a tristeza é de não estar no lugar mais alto”, lamentou a oposta.

O trabalho de José Roberto Guimarães e da comissão técnica, para a partida, foi tanto de análise de vídeo da Itália, que o treinador disse ter analisado até 4h da manhã, quanto para levantar o moral do time.

“A gente ficou triste, mas o Zé deu apoio, disse que essa medalha era para o povo brasileiro, e foi pensando nisso que a gente jogou”, resumiu a líbero Camila Brait.

“(A comissão técnica e eu) Falamos com as jogadoras sobre a responsabilidade e o valor que a medalha tinha. O balanço não pode ser negativo. Perdemos na hora errada, isso faz parte, é aprendizado. É duro, mas a vida é assim”, definiu Zé Roberto Guimarães.

 




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