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Monday 23 September 2019
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Mundial: Zé preocupado com Zhu

FIVB/divulgação

MVP do mundial júnior do ano passado, Ting Zhu é o destaque da China no mundial da Itália

Quando Brasil e China entrarem em quadra, nesta quarta-feira, às 12h30 (horário de Brasília), para abrirem os trabalhos da terceira fase do mundial, o técnico José Roberto Guimarães sabe exatamente com quem a seleção precisa ter mais atenção: a ponteira Ting Zhu.

De acordo com as estatísticas da FIVB, ela é a quinta maior pontuadora do torneio, com 155 pontos, e sexta melhor atacante em aproveitamento, com 45,42% – a melhor brasileira é Jaqueline, com 42,4%.

“Até a gente (tem de) se adaptar ao estilo da Zhu, que é uma das maiores ponteiras do mundo. Não é fácil pará-la, é uma jogadora do nível da Kosheleva, que ataca muito bem todos os tipos de bola”, avaliou o treinador brasileiro.

Zhu completa 20 anos de idade em novembro. Ano passado, foi eleita a MVP do mundial júnior conquistado pela China, na Rep. Tcheca. A pouca idade da ponteira é uma tônica no time chinês. Do elenco atual do time, a jogadora mais velha é a central Yunli Xu, de 27 anos, e nove jogadoras nasceram de 1990 para cá. Nenhuma delas havia nascido, quando a atual treinadora da seleção, Lang Ping, ganhou o apelido de ‘Martelo de Ferro” e, como ponteira, levou a China a um título mundial em 1982 e um olímpico, em 1984. A título de comparação, sete jogadoras da Seleção Brasileira têm 27 anos ou mais e apenas duas nasceram nos anos 90.

A juventude das chinesas poderia ser sinônimo de inexperiência, mas Zé Roberto lembra que há jogadoras adversárias remanescentes das olimpíadas de Londres.

“A China tem um time jovem, porém, rodado. Se você pegar ali, a levantadora (Quiyue Wei) jogou a última olimpíada, Chunlei Zeng jogou a última olimpíada, Rouqi Hui, Junjing Yang… Você vai ter um contingente delas que no mínimo seis ali jogaram olimpíada. Então, é um time novo, até certo ponto, mas rodado, internacionalmente falando”, definiu.

O histórico recente de confrontos entre Brasil e China é considerável. nos campeonatos mais importantes das últimas duas décadas. Nesse período, de 1992 para cá, os times duelaram quatro vezes em Jogos Olímpicos (1992, 2000, 2008 e 2012) e quatro em Campeonatos Mundiais (1994, duas vezes em 2002 e 2006).

Nesses oito jogos, as duas únicas derrotas brasileiras foram no mundial da Alemanha, em 2002, quando a China venceu por 3 a 1 na primeira fase e por 3 sets a 2 nas quartas. Já as vitórias mais marcante do Brasil foram na primeira fase de Barcelona/1992, por 3 a 2, que eliminou a China do torneio, e em 2008, em Pequim, por 3 a 0, que valeu ingresso a uma então inédita disputa de final olímpica.

Além de Brasil e China, a Rep. Dominicana faz parte do grupo H. Na outra chave, Itália, EUA e Rússia lutam por duas vagas às semifinais.

 




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