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Monday 23 September 2019
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No Programa Encontro, Gabi Cândido fala sobre a síndrome do pânico

Gabi: “Sempre foi muito difícil conciliar o vôlei com a doença” (Foto: Reprodução/TV Globo)

 

No último mês, a ponteira Gabi Cândido, atleta do Sesi Vôlei Bauru, expôs em sua conta do Instagram, que convive com a síndrome do pânico há algum tempo. Fato este que a motivou a pedir dispensa da Seleção Brasileira Adulta.

 

A jogadora, que era um dos nomes selecionados pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães a integrar o grupo brasileiro, esteve no Programa Encontro, com Fátima Bernardes, nesta sexta-feira (03) e falou mais a fundo sobre a síndrome.

 

“Eu já trato há dois anos. Sempre foi muito difícil conciliar o vôlei com a doença, porque é um esporte que exige muito. Todos os dias, 120% do atleta. Foi difícil abrir mão de uma seleção brasileira, que é um sonho de qualquer atleta, mas eu priorizei a minha saúde, porque foi onde tudo começou, então preferi me afastar. As pessoas não entendem que a gente vai ter dias bons e outros ruins. Há uma cobrança interna e externa, porque temos a cobrança do técnico, dos patrocinadores e também de quem torce. Eu fui muito julgada quando pedi a dispensa. Eu não queria expor essa situação, achei que era uma coisa minha. Recebi muitas criticas fortes. Foi traumatizante. Me chamaram de covarde, falaram: ‘Você não nos representa’, ‘Você não merecia estar na seleção brasileira'”, explicou.

 

A ponteira ainda relembrou sua primeira crise. “Era uma criança muito ansiosa, sempre fui. Eu saí de casa muito cedo, então acho que isso também acarretou. A minha primeira crise foi no Mundial Sub-23. Lembro que joguei um jogo e, depois, pedi para não participar. Eu não conseguia encarar aquilo. Estava muito longe, na Eslovênia. Foi aterrorizante”.

 

Gabi finalizou destacando como lida com essa situação nos dias de hoje. “A minha evolução como atleta foi muito grande depois da doença. Sempre fui muito focada, só que, depois da doença, fiquei muito mais. Evoluí muito tecnicamente e comecei a perceber que as pessoas confiavam em mim. Antes eu era muito desconfiada: ‘Será que vou conseguir?’, ‘Será que eu posso?’. Depois da terapia eu vi que eu posso, sim, que eu posso controlar isso. É difícil, tenho muitas recaídas, mas, hoje, consigo controlar, entendo melhor”.

 

 




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