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Tuesday 22 October 2019
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Num dia sem “se”, uma vitória à russa e uma classificação à italiana, no Pré-olímpico de Ancara

Fotos: Divulgação/CEV

Fotos: Divulgação/CEV

 

Se a Seleção Russa quisesse, quando fez 2 a 0 sobre a Bélgica, poderia ter poupado titulares, porque já estava classificada, e talvez as belgas até agradecessem com uma vitória em cinco sets, o que também as classificaria e tiraria, por tabela, italianas e polonesas da competição. Se as polonesas vencessem as italianas no tie break, o resultado serviria para a Bélgica, que receberia, mesmo derrotada logo cedo, um tíquete às semifinais de presente. Mas o “se”, as suspeitas, as discussões inflamadas e o vexame deram lugar à tradição: Rússia e Itália, nesta ordem, ganharam as vagas do grupo B às semifinais do Pré-olímpico Europeu feminino de Ancara.

 

No começo do dia, a Rússia jogou o voleibol de sempre para vencer a Bélgica por 3 a 0 (25-19, 25-22, 25-17), em 1h23min. O time russo mostrou força no bloqueio (11 pontos a 4 nesse fundamento), abusou dos ataques pelas pontas (juntas, as centrais Zaryazhko e Fetisova só atacaram seis bolas em toda a partida) e venceu com a tranquilidade que se espera que uma seleção russa vença uma seleção belga no voleibol.

 

Goncharova assinalou 20 pontos, Kosheleva, 15, e as duas conduziram a equipe no ataque. Lise Van Hecke fez 15 pontos e foi a maior anotadora da Bélgica.

 

Já no fechamento da rodada, no jogo de três times, a Itália chegou às semifinais, primeiro, eliminando a Polônia e, em seguida, a Bélgica, mas não sem antes passar sufoco e fazer jus à tradição esportiva italiana de alcançar a linha de chegada pela estrada mais difícil.

 

A Azzurra venceu por 3 sets a 2, com parciais de 25-18, 25-22, 22-25, 19-25, 15-13. Quando perdeu o segundo set, o time polonês estava matematicamente sem chance de prosseguir no pré-olímpico, mas a condição de franco-atirador deu-lhe força inesperada. As italianas viram o jogo chegar ao tie break, o que interessava à seleção de Van Hecke,  e só conseguiram vencer pela contagem mínima: quando tinha 14 a 10, a rede italiana encalhou e só obteve o ponto vencedor no limiar do perigo. A ponteira Paola Egonu, com 23 pontos, foi a maior pontuadora da Itália e do jogo. A também ponta Werblinska, pelo lado polonês, conseguiu 18 anotações no placar.

 

As semifinais serão disputadas na sexta-feira. Às 12h30, pelo horário de Brasília, a Itália encara a Holanda, vencedora do grupo A. Em seguida, às 15h30, a Rússia enfrenta a Turquia, num duelo que ganhou forte conotação política nas últimas semanas. As finais serão disputadas no sábado.




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Anderson

Ta ruim pra Itália, não pelo fato de que não tem chances de ganhar, e sim pelo fato de que fara 5 jogos seguidos, 2 deles já foram para o tie break, é uma sequência muito desgastante para as jogadoras, principalmente Del Core, que já não é uma garotinha e esta sendo exigida além do limite na recepção e ataque. As Turcas quase dois dias sem jogo talvez sinta falta de ritimo, principalmente depois do vexame contra Holanda. Rússia única invicta está com a moral mais elevada mas pode sentir a pressão. Holanda tem tudo pra vencer a Itália, mais… Ler mais »

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