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11/03/2009
 
Especial Vôlei Futuro: Cézar Douglas
 

Por Andressa Caetano

Finalista do quarto torneio da Superliga Masculina 2008/2009, o Vôlei Futuro é uma das gratas surpresas desta temporada, confirmando que o projeto instaurado em Araçatuba, no interior de São Paulo, tem tudo para dar cada vez mais certo. E dando seqüência ao especial sobre o projeto, trazemos uma pequena entrevista com o jovem técnico da equipe masculina, Cézar Douglas.

 

Há apenas três temporadas trabalhando efetivamente na maior competição entre clubes do país, Cezar reforça a idéia da competitividade da Superliga e que, independente do adversário, todas as equipes devem entrar em quadra sempre buscando a vitória.

 

Como você vê essa Superliga que se tornou mais competitiva, onde não existe mais só um favorito ao titulo?

 

Hoje eu vejo uma oportunidade pra todo mundo com esse equilíbrio. As equipes se fortaleceram não só com jogadores, mas também com a estrutura de informação, coisas novas dando subsídios para os atletas. É uma superliga diferente das outras duas que nós participamos que estava menos equilibrada, sem diferencial. Falavam de seis pra lá e seis pra cá: realmente os dois primeiros estão com vantagem de dois três jogos, mas está próximo de acontecer um jogo como aconteceu no nosso contra o Sada (Vôlei Futuro venceu por 3 sets a 1). Talvez não só porque a equipe adversária não se preocupe com a equipe que está atrás. Hoje a gente faz uma preparação pra enfrentar qualquer time pensando na vitória e foi uma coisa que lutamos pra conseguir, jogadores que pensassem assim que dá pra ganhar da Ulbra, Sada e Unisul. Pelo menos na nossa equipe, não sei como é o trabalho das outras, se consideram esses jogos importantes. Nós vamos jogar contra a Cimed: pra que vou colocar meu time titular ou vou arriscar um que está com uma carga de trabalho maior, próximo a uma lesão, sendo que eu não vou ganhar da Cimed e meu próximo jogo é mais importante no campeonato? E esse ano a gente conseguiu montar uma equipe coesa que qualquer jogo pra gente é entrar com pensamento de vitória sem pensar em poupar. Basta acreditar mesmo e querer e ter vontade mesmo de enfrentar na hora do jogo, arriscar na hora que tem que  arriscar, usar a cabeça. No paulista nós tivemos uma vitória com o Minas e tivemos dois jogos contra a Ulbra de 3-2 e no final prevaleceu um pouco mais de experiência dos jogadores como o Minuzzi, que foi um ponto importante.

 

Você trabalha a quanto tempo na superliga?


Três temporadas e essa é a mais equilibrada.

E depois do feminino e do masculino nas olimpíadas, vários atletas foram repatriados, Você acha que esse “oba-oba” acaba ou vai continuar crescendo?


A gente torce pra continuar crescendo, pelo que a gente escutou assim no começo da temporada é continuar trazendo os jogadores, quase tivemos a volta do Giba, mas teve um problema com salário pelo que parece, e está próximo pra próxima temporada. E a organização do campeonato evoluiu muito em sua estrutura. As pessoas envolvidas com a organização, arbitragem, também estão pensando junto. Incluindo novos patrocinadores como a CVC que ajuda os times a não gastar mais com passagem que pode ser revertido para o clube conseguir atletas e melhorar seu ambiente de trabalho. Então a idéia está sendo realizada com sucesso.

 

 

Foto: Andressa Caetano

 

 





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