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09/02/2009
 
Entrevista com Fernanda Gritzbach, ou simplesmente Gritz
 
Por Andressa Caetano

 

Especial:  Vôlei Futuro - Araçatuba é uma cidade do interior de São Paulo, distante 530km da capital do estado. Desde 2002 o município tem um projeto social chamado Vôlei Futuro, que começou com crianças e adolescentes do sexo masculino e que em 2003 foi estendido também para as meninas.

 

Com o apoio dos patrocinadores e uma mobilização da cidade, o projeto deu nome às equipes profissionais que hoje disputam as Superligas Masculina e Feminina de Vôlei. Esse foi um breve resumo da história do time paulista, para darmos início a uma série especial de matérias e entrevistas sobre o Vôlei Futuro.

 

A entrevistada de hoje é a meio-de-rede Fernanda Gritzbach, ou simplesmente Gritz. De volta ao voleibol, a atleta começou a jogar no Açúcar União/São Caetano, ficou na cidade do ABC mais duas temporadas, se transferiu para Pinheiros, depois Macaé, onde interrompeu sua carreira. Uma temporada mais tarde voltou para o São Caetano e agora defende o time de Araçatuba.

 

 

Entrevista: Fernanda Gritz

 

 

 

 

Qual o motivo dessa parada?

 

Foi um problema de depressão que fiquei um tempo parada, uma temporada. Daí voltei para o São Caetano, que me acolheu e me colocou novamente no mercado. Agora estou aqui em Araçatuba.

 

Você teve propostas pra ir pra fora do país antes de ir para Araçatuba, porque optou por ficar? Você não pensa em jogar fora?

 

Eu não aceitei porque achei recente tudo que aconteceu comigo, não queria ficar longe da minha família. Mas eu penso em sair mais pra frente, porque agora apareceu o Vôlei Futuro na minha vida e eu pretendo seguir nesse projeto com eles.

 

 

Você é uma das mais experientes do time, apesar de ter ficado parada esse tempo, você é um dos pilares da equipe, como você encara isso?

 

Eu me dou bem com isso, isso me faz muito bem, essa responsabilidade. Eu me sinto importante e isso é bom, é gostoso, tenho muita força aqui do técnico Glaison, do Edu (Eduardo, supervisor) e toda essa estrutura que tem Araçatuba, que é muito boa e isso ajuda muito e conta muito pra mim, para eu passar essa experiência e também pra ter outras experiências.

 

As outras meios são Carla, Dani e Saracuza. Você é um espelho para elas, como é que você passa essa experiência pra elas?

 

É uma troca muito grande entre nós, a gente sempre passa uma para a outra, no grupo em geral.

 

Gritz orienta suas companheiras

 

O tempo que você ficou parada, você acompanhava vôlei?

 

Não, fiquei totalmente fora de tudo, do vôlei, do mundo, estava em outro processo.

 

E o que te deu força pra voltar?

 

Minha família, sem dúvida foi minha família. O Rogério meu empresário também não me deixou e com o tempo fui melhorando. Isso é uma coisa que pode acontecer com todo mundo hoje em dia e eu pude contar com essa estrutura da minha família.

 

A estrutura do Araçatuba é parecida com outras que você já teve?

 

É parecida com a de São Caetano, é uma família e aqui também tem sido assim. Eu sempre vesti muito a camisa do São Caetano e agora aqui estou me sentindo muito bem, eles têm uma estrutura de alimentação, habitação, amizade. Estou aqui não somente pra essa temporada, e sim pra trabalhar e com o trabalho vem evolução e isso é muito bom pra todos aqui, é a filosofia.

 

Essa Superliga é a mais equilibrada das que você já jogou?

 

É uma Superliga diferente sim, muito disputada, tem umas 6,7 equipes que brigam de igual pra igual e isso é importante para o voleibol brasileiro. Isso abre portas para outras jogadoras, então abre um caminho e um mercado maior.

 

Mas um ano que muitas jogadoras foram repatriadas, algumas ficaram sem equipe...

 

É verdade, mas é comum acontecer, você pode ficar um ano parada, depois voltar, ainda mais agora com a nova lei de jogar só com duas estrangeiras vai ficar mais difícil ir pra fora, mas as coisas assim acontecem. Precisamos de um projeto maior pra incentivar esse esporte, pra divulgar, mas é importante investirem no vôlei.

 

Fotos: Melhor do Vôlei

 

 





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