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Monday 10 December 2018
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Por onde anda Ângela Moraes, ex-jogadora de Pinheiros, Minas e da seleção brasileira?

Foto: Fernando Soutello/AGIF/COB

Estudante de Direito da Unip, a atleta participa pelo segundo ano das Olimpíadas Universitárias.

Do COB.

Há três anos, quando decidiu encerrar a carreira nas quadras como atleta profissional, Ângela Moraes encontrou uma maneira de continuar vinculada ao vôlei e, também, de concluir uma formação superior. Este ano, ela encara sua segunda edição das Olimpíadas Universitárias JUBs 2012 pela Unip (SP). Campeã da primeira divisão no ano passado, a equipe paulista começou as disputas em Foz do Iguaçu (PR), nesta terça, dia 23, com vitória contra as cariocas do Universo por 3×0, parciais de 25/12, 25/12 e 25/22.

“Havia recebido alguns convites de universidades para jogar. E acabou sendo interessante para este momento de transição após a vida de atleta. O clima das competições universitárias é gostoso, agradável. Não tem a pressão do alto rendimento, mas também não tem moleza. Muitos times treinam regularmente, tem jogadoras de muito potencial e fazem jogos difíceis, como Paraná e Distrito Federal, que exigem foco e preparo do nosso time”, destacou.

Aos 40 anos de uma vida dedicada ao vôlei, Ângela torna-se referência em quadra para as atletas mais novas. Após o jogo está sempre pronta para conversar e dar dicas para as companheiras de time. “Esta troca é super legal. As jogadoras mais novas têm potencial, mas falta a experiência e a vivência de competição, de saber gerenciar uma partida, sair dos momentos difíceis do jogo”, explica.

Aluna do curso de Direito, Ângela brinca que nunca pensou em cursar Educação Física. “Pensei em fazer Psicologia ou Administração. Não queria Educação Física ou Fisioterapia. Queria mudar o foco e acabei optando pelo Direito e hoje vejo áreas, com o Direito Esportivo, que também estão vinculadas ao ambiente de competição”.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

A jogadora foi ídolo no MRV/Minas, equipe de defendeu durante quatro anos. Foi um dos símbolos do título da Superliga em 01/02 e era famosa por sua bola china com Fofão.

Independente do curso, o importante, segundo Ângela, é estudar. “Educação é fundamental. Eu estive no alto rendimento e sei que é difícil conciliar. Estamos sempre em quadra, jogando, treinando, há um desgaste físico, viagens. Mas o estudo abre a visão, tiram a tensão e o foco apenas no vôlei, em resultados”. A própria jogadora lembra que já há mudanças de mentalidade das atletas nesse sentido. Os cursos de Educação à Distância (EAD) possibilitam que os atletas estudem e se dediquem ao esporte. “O vôlei um dia acaba. Uma faculdade é pra vida toda. Dá base, abre novas possibilidades”, completa a atleta da Unip (SP).

Carreira

Paulista do dia 15 de outubro de 1972, Ângela Moraes começou a carreira no Banespa em 1985. Passou por grandes equipes brasileira até chegar à seleção brasileira, que defendeu entre 1995 e 2000. Disputou e medalhou em Sul-Americanos, Copas do Mundo e Grand Prix, além de comemorar títulos da Superliga e de campeonatos regionais. “Peguei parte da era Bernardinho na seleção feminina, tive o prazer de jogar ao lado de grandes nomes do vôlei. E só não fui às Olimpíadas de Sidney, em 2000, porque semanas antes tive uma torção séria no pé e fiquei fora”.

A central jogou em equipes como Pinheiros, Macaé, Forlí (Itália), Minas, Sollto Tietê, Dayvit, Rexona e BCN. Foi campeã da Superliga nas temporadas 1997/1998 (Rexona) e 2001/2002 (MRV/Minas), além de ter duas medalhas de prata (1998/1999, Rexona, e 1999/2000, MRV/Minas).

 




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