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A principal novidade da Superliga 04/05 foi a mudança do Rexona/AdeS de Curitiba para o Rio de Janeiro, depois de sete temporadas. Alguns fatores foram importantes para esta mudança: o patrocínio da capital carioca e a vontade do casal Bernardinho e Fernanda de morar em definitivo no Rio de Janeiro. Sim, com a mudança, a levantadora Fernanda Venturini deixou Osasco, onde foi bicampeã pelo Finasa, e voltou a jogar pelo Rexona, onde também havia sido bicampeã. E para o Rexona voltar a ser campeão, o time investiu: saíram Fofão, Elisângela, Marina, Viviane, Cláudia, Suelle, Ana Volponi e Dayse. Chegaram as centrais Fabiana e Katchú, as opostos Leila e Regiane, a líbero Ricarda, a levantadora Dani Ciprandi e a ponta Jaqueline. Bernardinho, que em 2001 deixara o comando da equipe para ser supervisor, voltou à beira da quadra.

 

O Finasa também se reforçou. Para suprir a ausência da Fernanda, o time contratou a levantadora Gisele. Chegou também a central Carol Gattaz. Com a saída da líbero, Verê, Arlene, campeã com o time na temporada 02/03, retornou à equipe.

 

A temporada marcou também a ida de várias jogadoras para a Europa. O Minas cedeu três jogadoras: Virna foi para o Chieri, Sheilla para o Pesaro e Flúvia para o Ferrara. Fofão e Walewska assinaram com o Perugia, e Elisângela fechou com o Santeramo. E Raquel foi ainda mais longe: para o Jt Marvelous, do Japão. Com a saída de tantas jogadoras, o Minas se enfraqueceu. Disposto a investir em novos talentos, o time contratou o técnico Emmanuel Arnaut, egresso das categorias de base do clube e auxiliar, por vários anos, dos técnicos Chico dos Santos e Willian. Foram contratadas a ponteira Soninha e a central Ednéia, que estavam em Campos, a líbero Verê, as levantadoras Carol (ausente da última Superliga por gravidez) e Isabel (também da base do Minas, estava em Macaé) e as centrais Lira Ribas (outra formada no clube) e Paula Barros. Além destas, jogadoras como Joycinha, Joyce Victalino e Thaísa, campeãs mundiais juvenis em 2003, além de Ana Tiemi, Fernanda Garay e Suelen, da seleção infanto, teriam chances de mostrar serviço.

 

Outro time que apostou em jovens jogadoras foi o São Caetano. Com a chegada do técnico Rizola, o time rejuvenesceu. Com o treinador chegaram as campeãs mundiais de 2001 Fabíola, Ciça e Juliana Saracuza, as campeãs mundiais de 2003 Dayse e Fernanda Berti, além de Natasha, Suelle, Maria Cristina e Natália, da seleção infanto. Outra campeã mundial de 2003, Fernanda Gritz, seria aproveitada. De Campos também chegou a levantadora Ana Maria.

 

Campos, disposto a voltar às semifinais (que ficara de fora na última temporada), com a chegada da empresa de telefonia celular Oi para patrocinar o time, também contratou. Se perdeu jogadoras como Soninha, Janina, Ednéia, Daniela Berto e Jaline, chegaram as centrais Flávia Assis, Giovanna e Lígia, as ponteiras Juliana e Soraia e a líbero Stephany. Além disso, jovens jogadoras, como Verônica e Natália, tiveram suas chances.

 

O Brasil Telecom também mudou bastante sua equipe. Abandonou a parceira com a Força Olímpica (que queria impor a presença do técnico Ivan Rogedo), mas ficou em Brasília. Do time da temporada anterior, ficaram somente a central Sabrina e a ponta Gisele. Chegaram as levantadoras Estela e Camilla Adão, as pontas Denise, Thaís e Juliana Carvalho, as opostos Ana Paula, Dani Berto e Tandara, as centrais Viviane e Juciely e a líbero Flávia Terra, todas sob o comando do técnico Willian Carvalho.

 

O Macaé também mexeu no seu time. Saiu o técnico Airton Nascimento e chegou Jorge Otero, o Gito, disposto também a trabalhar com jovens jogadoras. A veterana Kerly se aposentou, e passou a supervisora da equipe. O principal reforço foi a central Janina, bronze em Sydney. Vieram também as centrais Fernanda Ísis e Vanessa Paterlini, a levantadora Cíntia Leto, a líbero Evelyn, as pontas Larissa Brasileiro e Roberta Pereira e as opostos Monique Pavão e Gabriela Morelli.

 

O Pinheiros também mudou sua equipe, visando repetir a bela atuação da temporada anterior. Se perdeu Denise, Flávia, Elymara e Katchú, fundamentais na chegada do time às semifinais, chegaram as centrais Marina, Cláudia e Andréia, a levantadora Sílvia e as pontas Patrícia Cocco e Danúbia. A campeã mundial juvenil Mari Helen ganhou mais espaço.

 

Por fim, o Sesi também mudou algumas peças. Se perdeu Regiane e Ana Tiemi, contratou a experiente ponta Alê Oliveira, ex-Uniban, e a central Mariellen, ex-Suzano, além da oposto Raquel, a Nega. O time cogitou a contratação da experiente ponteira Hilma Caldeira (que chegou a posar para fotos com a camisa da equipe), mas acabou não dando certo.

 

Logo no primeiro dia da Superliga, uma bomba. A levantadora Gisele se desentendeu com a comissão do Finasa e abandonou a equipe, se transferindo para o Murcia, da Espanha. E por isso, ficou todo o mês de dezembro com apenas uma levantadora, Ana Cristina, já que a reserva Dani Lins, campeã mundial juvenil em 2003 estava se recuperando de um problema cardíaco. Na terceira rodada da fase regular, o time de Osasco contratou Carol Albuquerque, que não estava sendo aproveitada no Minas, para reforçar o time.

 

Ao final da fase regular, o que se viu foi um Rexona quase perfeito. O time terminou invicto, perdendo apenas 5 sets em 16 partidas, e dominava as estatísticas, estando em primeiro lugar no ataque, defesa, levantamento e passe. O Finasa vinha em segundo, com três derrotas: duas para o grande rival e uma, surpreendente, para o Pinheiros. Aliás, o Pinheiros surpreendeu a todos. Venceu 10 jogos e ficou com o terceiro lugar. Brasil Telecom e Campos, com oito vitórias cada, definiram a quarta colocação no set average, com vantagem para o time de Brasília. O Minas ficou em sexto, o São Caetano em sétimo e o Sesi, com incríveis quatro vitórias, ficou em oitavo. O Macaé, que perdeu sua melhor jogadora, Monique Pavão, no final do turno, ficou em último lugar, fora dos play-offs. Definidas as quartas-de-final: Rexona vs. Sesi, Finasa vs. São Caetano, Pinheiros vs. Minas e Telecom vs. Oi/Campos.

 

Nas estatísticas individuais, a grande surpresa foi Mari Helen como maior pontuadora da fase regular. Com a contusão de Danúbia, ela foi promovida à titular do Pinheiros e não fez feio: anotou 280 pontos em 16 jogos. A melhor atacante, em aproveitamento, era a oposto Renata Colombo, de Campos. Valeskinha liderava o bloqueio, tanto no aproveitamento quanto em números absolutos. Thaís, do Telecom, tinha o melhor saque. Fernanda era a melhor levantadora e tinha também a melhor defesa da Superliga. Sassá, do Rexona, tinha o melhor passe.

 

Nas quartas-de-final, o Rexona confirmou seu favoritismo e despachou o Sesi por 2 jogos a 0, sem perder nenhum set. O time de Uberlândia sofreu um forte baque no meio da competição: faleceu Wadson Lima, técnico do Brasil nos Jogos de Barcelona e verdadeiro idealizador da equipe, além de supervisor. Depois deste incidente, o time se motivou, disposto a manter viva a imagem do técnico, ganhou alguns jogos importantes e se classificou para os play-offs. Mas contra o Rexona, pouco pode fazer.

 

O Finasa também fechou sua série em 2x0. No primeiro jogo, o São Caetano pouco pode fazer. No segundo, complicou bastante a vida do atual bicampeão. Venceu o primeiro set, por 25x19, e vendeu caro a derrota nos sets seguintes.

 

A série entre Campos e Telecom tinha tudo para ser definida em três jogos. Mas o time de Brasília não repetiu as boas atuações da fase regular, e sucumbiu frente à um time evidentemente mais forte. Perdeu os dois jogos por 3x1 e deu adeus à Superliga. Por Campos, Renatinha começava a despontar como grande nome. O time ainda apresentava falhas no passe e na distribuição da levantadora Marcelle, mas isso não o impediu de voltar às semifinais. Por outro lado, mais uma vez, desde a temporada 00/01, um time comandado por Willian não conseguia chegar nesta fase da competição.

 

A série mais equilibrada foi a entre Pinheiros e Minas. Os times já haviam se enfrentado sete vezes na temporada. Na Superliga, uma vitória pra cada. Mas o Pinheiros havia sido o destaque da fase regular, e tinha tudo para chegar às semi. E o primeiro jogo mostrou isso. Rapidamente, o time da capital paulista venceu os dois primeiros sets do jogo, 25x20 e 25x18. Mas aí, Soninha e Joyce Victalino resolveram jogar. Além disso, o forte bloqueio do Minas, destaque da equipe na Superliga, passou a funcionar. Depois de um terceiro set apertado (25x23), o time empatou e virou o jogo, fechando a partida por 3x2. O segundo jogo também foi cercado de emoção. Com a torcida mineira lotando a Arena JK, o time de Minas simplesmente não funcionou no primeiro set, com o Pinheiros vencendo com extrema facilidade por 25x15. E tudo indicava que também venceria o segundo. Mas com a entrada da levantadora Ana Tiemi na quadra, o Minas reagiu, vencendo por 27x25, e vencendo também o terceiro, por 25x20. Mas aí, relaxou, dando chances para o Pinheiros que, comandando pela experiente Kika, venceu por 25x18 e empatou a partida. O tié-break foi emocionante. O Pinheiros chegou a abrir quatro pontos de vantagem, mas o Minas reagiu. Venceu por 15x12 e, pra surpresa de muitos, se classificou para as semifinais pela sexta temporada consecutiva. Definidas as semifinais: Rexona/AdeS vs. Oi/Campos e Finasa vs. MRV/Minas.

 

Logo na primeira rodada das semifinais, a maior surpresa do ano. Campos venceu o Rexona por 3x2 (22x25, 25x20, 12x25, 25x22 e 15x09) e acabou com uma invencibilidade que vinha desde o ano anterior. O time de Bernardinho e Fernanda venceu a Salonpas Cup invicto, o Carioca invicto e estava invicto na Superliga há 18 jogos. Mas ao jogar contra Campos, na casa do adversário, perdeu. Campos sacou muito bem, marcando oito pontos no jogo, e impediu que Fernanda usasse suas atacantes com velocidade. Jogando com bolas altas, e sem atacantes de extrema de muita potência, o Rexona facilitou as defesas campistas, principalmente da oposto Renatinha. Renatinha que, aliás, foi o grande nome da partida, com 25 pontos, 21 de ataque (recebendo o Vivavôlei ao final do jogo). Apesar de ter bloqueado muito bem na partida (foram 24 pontos no fundamento, 7 da ponteira Sassá), o Rexona não teve forças para vencer o jogo quando este chegou no tié-break. Nem as bolas com a central Fabiana, muitas vezes usada como atacante de segurança por Fernanda, deram resultado. “Foi um vacilo nosso, mas o Oi/Campos também soube utilizar seu potencial de ataque que é muito forte. Mas foi apenas o primeiro jogo de uma melhor de cinco, ainda temos muito chão pela frente”, disse Leila. Luizomar de Moura, técnico de Campos, comemorava. “Nos momentos de maior dificuldade é que as pessoas mostram sua força. O time esteve muito bem e esta vitória foi um prêmio pela perseverança e a dedicação de todos. Sabíamos que seria difícil, mas não podíamos perder de véspera. Agora é manter os pés no chão e partir para o próximo jogo”, disse.

 

Destaque da vitória em Campos, a oposto Renatinha jamais ouvira seu telefone tocar tanto em um só dia. Foram muitos parentes, amigos e jornalistas a procurando para parabenizá-la no dia seguinte. “Espero que não tenha sido minha melhor partida pelo Oi/Campos. Tomara que a próxima seja ainda melhor. Mas foi o time todo que jogou bem, contra uma equipe muito mais forte que a nossa. Agora as pessoas acreditam que podemos vencer. Antes, era aquele “será que vai?’, disse Renatinha à época. Um exemplo de superação para derrubar o último invicto da Superliga foi dado pela própria Renatinha. “No quarto set, quando perdíamos por seis pontos, o Luizomar pediu tempo e disse ‘vamos buscar’. Aquilo parece que mexeu com todo mundo. Defendemos duas bolas que pareciam impossíveis e voltamos a entrar no jogo. Só quando a partida terminou que percebemos a sorte estava do nosso lado. Realmente, ninguém acreditava, só nosso grupo”, declarou.

 

No segundo jogo, mais emoção. Campos começou na frente, vencendo o set por 25x19. Será que o grande time do Rexona, formado para ser campeão, sucumbiria nas semifinais? Não. Daí em diante, o time do interior do estado do Rio parou em quadra. Perdeu os sets seguintes por 25x15, 25x13 e 25x16 e viu o time de Bernardo empatar a série, principalmente graças à Fabiana e seus 20 pontos (e 80% de aproveitamento nos ataques). “O time ficou um pouco nervoso no primeiro set, mas logo entrou nos eixos e conseguiu neutralizar as jogadas adversárias. Com isso, o Oi/Campos não conseguiu se sentir à vontade e nossa equipe dominou todas as ações do jogo”, disse Hélio Griner, auxiliar técnico de Bernardinho. “Na verdade, não estamos nada tranqüilas”, disse Leila, oposto do Rexona. “Começamos errando muito, mas o importante é que mostramos coletividade, espírito de grupo. Estou feliz porque a equipe soube se superar no momento mais importante. Tivemos que juntar os cacos do primeiro set para vencer”, completou a canhotinha. O técnico de Campos estava desolado. “O sistema defensivo do Rexona atuou muito bem. O Oi/Campos tem que jogar sempre no limite e manter a excelência em todos os fundamentos. O time desconcentrou, principalmente no passe e a Fernanda Venturini acabou jogando com a bola na mão. A Fabiana fez a diferença. Fico feliz pelo Brasil, que tem uma jogadora deste nível, mas triste porque ela está do outro lado. Mas nada está perdido e vamos com tudo para o terceiro jogo”, disse Luizomar após a partida.

 

O terceiro jogo da semifinal mostrou mais uma vez os problema de passe do time campista. Por mais que Renatinha se esforçasse no ataque e até no bloqueio (foram 25 pontos no jogo, 20 de ataque e 3 de bloqueio), a má distribuição de jogo de Campos facilitava a vida do time do Rexona. Com Estefânia muito bem no fundo de quadra (o que lhe deu o Vivavôlei), a veterana ponteira substituiu Sassá, vetada do jogo por um torcicolo, à altura. Na ofensiva, o destaque do Rexona foi Jaqueline, com seus 19 pontos, 15 de ataque. O set mais disputado do jogo foi o quarto. Mas nem a atuação exuberante de Renatinha, com 9 pontos somente nesta parcial, deu resultado. “O time se superou e fez o que tinha de fazer. Sentimos a pressão, falhamos em alguns momentos, principalmente as mais jovens. Mas temos as mais experientes, que deram o equilíbrio”, analisou Bernardinho. O técnico Luizomar de Moura apostava na vantagem de jogar em casa o jogo seguinte para tentar empatar a série. “Nesta partida, faltou agressividade ao nosso time. Mas o vôlei do Rio de Janeiro está mostrando bons espetáculos e acredito que no próximo jogo o mando de quadra irá prevalecer. Vamos consertar nossos erros e partir com tudo pra cima do Rexona/Ades”. Com o triunfo, o Rexona/AdeS ficou à uma vitória da final.

 

No quarto jogo, a história se repetiu. Renatinha terminou como maior pontuadora (22 pontos (todos de ataque), mas o Rexona ficou com a vitória, e a sonhada vaga para a final, fechando o jogo por 3x1 (22x25, 26x24, 25x21, 26x24). O time de Campos, contando com sua fanática torcida, que lotou o ginásio Valdir Pereira, começou melhor. Venceu o primeiro set por 25x22, graças à força do ataque de Renatinha e à dois saques providenciais de Stephany, que deram 2 pontos de vantagem para o time do interior na metade do set. Mas foi só. O Rexona voltou melhor para o segundo set, e dominou toda a partida, mesmo sem conseguir abrir muitos pontos de vantagem. Chegou a colocar 24x22 no placar, mas permitiu a reação das adversárias. Mas um ataque de Jaqueline e um bloqueio de Fabiana garantiram a vitória da equipe de Bernardinho. O Oi/Campos começou bem o terceiro set e abriu dois pontos (8x6). Mas a partir daí o Rexona/AdeS tomou conta da partida. Com Sassá na ponta e Fabiana e Katchú no meio, o time do Rio de Janeiro virou o jogo e conseguiu manter uma vantagem de três pontos até o fim do set, fechando a parcial em 25x21 com um ataque de Leila. No quarto set, Campos teve tudo para levar o jogo para o tié-break: abriu 22x19 no placar, mesmo estando perdendo no início da parcial. Mas a maior experiência das jogadoras do Rexona/AdeS falou mais alto no fim. Leila garantiu o empate e a virada e Jaqueline marcou o ponto que levou o Rexona à final da Superliga, posto que não alcançava desde a temporada 99/00. No fim da partida, o técnico Luizomar de Moura se emocionou ao receber os cumprimentos de Leila e Fernanda Venturini. “Ter o trabalho reconhecido por duas jogadoras de nível internacional como Leila e Fernanda é algo que não tem preço. Estou triste pela derrota, mas ao mesmo tempo feliz e orgulhoso da garra e do talento que o Oi/Campos demonstrou em quadra, principalmente nesta série semifinal. Jogamos de igual pra igual com um time excelente como o Rexona/AdeS e ficamos bem perto da classificação”.

 

Na outra série semifinal, Finasa e MRV/Minas travaram um duelo desigual. A jovem equipe mineira não conseguiu fazer frente ao poder do time paulista, que venceu por 3 jogos a 0. No primeiro jogo, em Osasco, um verdadeiro passeio do Finasa: 3x0 (25x13, 25x12, 25x17), em apenas 1 hora e 9 minutos de partida. A levantadora Carol, que por pouco não defendeu o Minas na Superliga, recebeu o troféu Vivavôlei. “Este troféu foi um presente não só para mim, mas para toda a equipe, já que todo mundo jogou bem. Se quisermos ser campeãs, temos que continuar assim”, disse a levantadora. A equipe paulista também teve a maior pontuadora da partida, Mari, com 13 pontos (11 de ataque e 2 de bloqueio). Na partida inicial da série, o Finasa foi praticamente perfeito: cedeu apenas 9 pontos em erros para o Minas, que deu 29 para as adversárias. A maior pontuadora do Minas foi Soninha, com 9 acertos. “Nesta partida o time todo foi muito bem, principalmente no bloqueio e na defesa. Mas o MRV/Minas não jogou tudo o que sabe e em Belo Horizonte deverá ser mais complicado. Temos que manter o ritmo e nosso bom sistema defensivo”, disse o técnico do Finasa, Zé Roberto Guimarães. O técnico do Minas, Emmanuel Arnaut, o Manu, também comentou o jogo. “Cometemos muitos erros individuais, mas é uma melhor de cinco e nada está decidido. Taticamente não tenho que mexer em nada. O que precisa mudar é o espírito das jogadoras, que terá que ser muito mais agressivo na próxima partida”, disse o jovem técnico mineiro.

 

O jogo em Belo Horizonte foi muito igual ao primeiro. Novamente o Finasa impôs seu jogo e venceu o MRV/Minas por 3x0 (25x16, 25x16, 25x22), ficando à uma vitória de sua terceira final consecutiva. Valeskinha foi o grande destaque da partida: terminou como maior pontuadora, com 13 pontos (7 de ataque e 6 de bloqueio) e com o troféu Vivavôlei. Mais uma vez, o alto número de erros das mineiras foi crucial para a derrota: 22x12. No final da partida, uma cena lamentável. A torcida do Minas, que encheu a Arena JK, se comportou de modo repreensível. Cercou a saída do ginásio e atirou ovos na jogadora Nikolle, do Finasa, por conta de uma bolada que ela teria acertado em uma torcedora num dos tempos pedidos do jogo. A atitude, batizada de modo irônico de “ovadas da humildade” (uma paródia ao quadro Sandálias da Humildade, do programa humorístico Pânico na TV) acabaria por se tornar uma marca da torcida mineira. Uma marca que se confunde com uma mancha, por se tratar de uma atitude ridícula.

 

A terceira partida foi a exceção desta série. O MRV/Minas foi para Osasco disposto a, no mínimo, sair da Superliga de modo honroso. E conseguiu. Perdeu o jogo, mas venceu caro a derrota. O Finasa venceu por 3x2 (25x14, 23x25, 25x27, 25x19, 15x08) e pela primeira vez na série teve que suar para isto. E muito em conta de seus erros, que não aconteceram nas primeiras partidas: cedeu 31 pontos para as adversárias, recebendo 29. A maior pontuadora da partida foi Bia, com 25 pontos (23 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque, com 57,5 % de aproveitamento nos ataques). Valeskinha marcou 16 (5 de bloqueio) e Mari contribuiu com 15. Pelo Minas, Ednéia foi a maior pontuadora, com 14 pontos. Destaque também para Joycinha, que saiu do banco e marcou 12. Paulo Coco, assistente de José Roberto Guimarães, fez um resumo da atuação do Finasa. “Depois de um excelente primeiro set, o time deu uma vacilada e o MRV/Minas, que é um time jovem e com potencial, se aproveitou. Nossa equipe deu moral a elas e, para correr atrás, fica muito difícil. Só quando voltamos a forçar o saque, no quarto set, é que tivemos novamente o controle da partida. O mais importante foi termos chegado à final, e fechando em três jogos”, comentou. Apesar da derrota, o técnico da equipe mineira tinha a justa sensação do dever cumprido. “Fico feliz pela nossa apresentação, mas não satisfeito pelo resultado final nessas semifinais. Esperava pelo menos uma vitória, que quase veio. Aprendi demais e todas têm muito a aprender também. O grupo é muito jovem e espero que a base seja mantida para colhermos frutos mais à frente. O projeto era mesmo de renovação e ficamos entre os quatro melhores”, desabafou Manu.

 

A final da Superliga 04/05 pôs à frente os dois melhores times do Brasil. As equipes lideravam praticamente todas as estatísticas da Superliga. O Rexona encabeçava o ataque, com 43,89% de aproveitamento. Em seguida vinha o Finasa, com 40,16%. O Finasa liderava nos bloqueios, com 22,91% de sucesso. O Rexona vinha em terceiro, com 20,47%. Apenas no saque havia um intruso, o Pinheiros, que liderava com 6,60%. O Rexona estava em sexto e o Finasa em nono. Na defesa, nova supremacia do Rexona, com 43,77%, com o Finasa logo atrás, com 41,70%. No levantamento, o Rexona dominava, com 27,28%. O Finasa estava em terceiro, com 22,66%. No passe, mais uma vez o domínio era das cariocas: 51,13%, contra 48,09% das paulistas. Entre as maiores pontuadoras, a líder era Renatinha, com 365 pontos. Em segundo vinha Bia, do Finasa, com 333 pontos, seguida por Fabiana, do Rexona, com 309.

 

O duelo também marcava uma disputa particular entre os técnicos Zé Roberto e Bernardinho. Depois do fracasso da seleção feminina em Atenas, Zé Roberto havia perdido os quatro jogos que disputou contra o rival, um deles com direito à repetição do fatídico 24x19, na Salonpas Cup. A rivalidade, incentivada pela imprensa, incomodava Zé Roberto, que perdeu o status de único técnico campeão olímpico do Brasil exatamente para Bernardinho. A disputa também o colocava frente a frente com Leila, que ele trouxera às quadras depois de duas temporadas na praia, mas acabou por corta-la dos Jogos de Atenas às vésperas da competição. Os ânimos estavam pra lá de acirrados. Além disso, era um duelo de bicampeãs da Superliga: o Rexona buscava o tri, depois dos títulos de 97/98 e 99/00. E o Finasa queria seu terceiro título consecutivo, para igualar as marcas de Sadia (88/89, 89/90 e 90/91) e Leite Moça/Leites Nestlé (94/95, 95/96, 96/97). Pra terminar, esta seria a primeira final de Superliga entre uma equipe do Rio (estado que dominara o vôlei por anos, nas décadas de 70 e 80) e São Paulo (que dominou o vôlei na década de 90).

 

No primeiro jogo, uma emocionante vitória do Finasa, por 3x2 (20x25, 25x21, 19x25, 25x22, 15x07), em 2 horas e 7 minutos de partida. No primeiro set, o Rexona parecia que repetiria os resultados anteriores contra o adversário. Venceu até com certa facilidade, chegando a abrir 22x16 no placar. Abusando da velocidade, Fernanda não deixava o bloqueio paulista funcionar. Bia, a maior pontuadora do time, não conseguia colocar as bolas no chão. No segundo set, Zé Roberto modificou a formação de sua equipe. Tirou Bia da quadra, para a entrada de Paula Pequeno. Mari, que estava jogando como ponta, voltou para a saída, sua posição original. A mexida desconcertou o time do Rexona. Com um ataque mais sólido, com Paula e Mari, e com Érika e Arlene colocando as bolas nas mãos de Carol, o Finasa mudou o rumo da partida. Venceu o segundo set e colocou fogo no jogo. No terceiro set, o Finasa parecia que estava mais relaxado, depois da vitória no set anterior. Só conseguiu equilibrar as forças até o primeiro tempo técnico. A partir daí, começou a cometer muitos erros no ataque,deixando que o Rexona/AdeS abrisse 20x15. Com isso, o time de Bernardinho só precisou administrar a vantagem e, com um ataque de Sassá, fechou o set em 25x19. No quarto set, o Finasa voltou mais decidido à quadra, abrindo 8x4 no placar. Com uma largada de segunda de Fernanda Venturini, o Rexona virou o jogo, 12x11. Mas aí quem começou a errar foi o time carioca, com as paulistas abrindo 19x16. A diferença de três pontos permaneceu até o final, com o time de Osasco vencendo o set por 25x22, com um bloqueio de Paula em Leila, empatando a partida. No quinto e decisivo set, os erros de recepção do Rexona se repetiram, como na parcial anterior. Assim, o Finasa/Osasco abriu 3x0. A ansiedade prejudicou as donas da casa. Enquanto isso, as paulistas cresceram e dominaram a partida. Apático no set final, o Rexona viu o Finasa vencer por 15x07, fechando o jogo em 3x2 e largando na frente nas finais. “O meu time jogou muito bem hoje, cumprindo bem a tática que estudamos durante toda a semana. E este foi o ponto fundamental desta vitória. É importante vencer a primeira aqui no Rio e da maneira como foi: 3x2 no sufoco. Só demos um passinho, mas não ganhamos nada. O caminho é muito longo. O time começou um pouco ansioso, cometendo erros bobos, mas em geral fomos bem”, disse o técnico Zé Roberto. As palavras do técnico foram endossadas pela levantadora Carol. “Nosso time começou mal, errando muito. Mas nós conseguimos nos adaptar durante o jogo, seguimos o esquema tático montado pelo Zé. Seguramos os ataques da Fabiana e ganhamos confiança. No tié-break, elas erraram muito e isso facilitou o nosso caminho. Mas no próximo jogo sabemos que vai ter tié-break de novo e que a partida será dificílima”. Por outro lado, a levantadora Fernanda não escondia seu descontentamento. “O jogo foi bastante equilibrado até o tie-break, quando erramos muito no passe. Faltou equilíbrio emocional. A equipe deles é mais experiente do que a nossa, mas vamos lutar para recuperar”. Mari foi escolhida como a melhor em quadra. Foi também a maior pontuadora do jogo, com 20 pontos (18 de ataque e 2 de bloqueio). Pelo Rexona, a maior pontuadora foi Jaqueline, com 18 pontos (16 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque).

 

O segundo jogo prometia um duelo ainda mais emocionante, principalmente na parte tática. Zé Roberto, que foi muito elogiado pela mudança que promoveu na primeira partida, falou a respeito. “Não podemos esquecer que a Bia muitas vezes segurou a equipe nesta Superliga. Mas a Paula entrou muito bem. Acabo tendo duas excelentes opções”, disse Zé. Bernardinho, técnico do Rexona, também falou sobre o segundo jogo. “Temos que jogar com mais segurança e não falhar nos bloqueios e nos contra-ataques. O Finasa tem um ataque poderoso e como no último jogo a Mari mudou de posição, a equipe acabou ganhando um gás a mais. Temos de saber lidar com estas situações e fazer uma partida equilibrada como a que fizemos, apenas com mais atenção nos momentos decisivos”, falou.

 

A segunda partida foi muito parecida com a primeira. O Rexona saiu na frente, o Finasa empatou. O Rexona fez 2x1, o Finasa empatou de novo. Mas no tié-break, novamente as paulistas foram superiores. O Finasa venceu o segundo jogo da decisão por 3x2 (21x25, 25x17, 12x25, 25x20, 25x23) e ficou mais perto do título, só precisando de uma vitória em três possíveis jogos para ser tricampeão.

 

Desta vez, Zé Roberto começou o jogo já com Mari na saída. Mas quem brilhou no primeiro set foi outra oposto, Leila, que marcou 6 dos seus 20 pontos somente na primeira parcial. Cometendo poucos erros, o time do Rio dominou as adversárias e fechou o set em 25x21 com um ataque de Sassá. No segundo set, o Finasa voltou menos ansioso para a quadra. Num ataque de Érika, depois de uma bela defesa de Arlene, abriu 13x9. Novamente com problemas no passe, o Rexona viu as adversárias abrirem 18x12. E num bloqueio duplo de Carol Gattaz e Érika em Sassá, o Finasa fechou o set em 25x17.

 

No terceiro set, o Rexona foi demolidor, abrindo 9x1, contando com uma seqüência de saques de Jaqueline. Com um Finasa atordoado, o Rexona continuou abrindo no placar, marcando 16x5 no segundo tempo técnico. O domínio da equipe de Bernardinho foi total. Fabiana marcou 7 pontos somente neste set, ajudando o Rexona a fechar em 25x12, set mais fácil da série final.

 

O Finasa não queria perder a vantagem conseguida no primeiro jogo, e voltou ao quarto set disposto a levar o jogo para o tié-break. Errando menos e com um melhor volume de jogo, as paulistas equilibraram novamente a decisão e fecharam o set em 25x21, num ataque de Mari.

 

O tié-break foi de tirar o fôlego. O Rexona começou melhor e abriu 3x0, vantagem que permaneceu até a virada de quadra, 8x5. O Finasa se reencontrou e o jogo empatou, 14x14. Daí em diante, foi uma sucessão de ultrapassagens, com os times se alternando no placar o tempo todo. Dois lances foram muito discutidos. Primeiro, um levantamento errado de Fernanda Venturini, que cometeu 2 toques, não marcado pelo árbitro Carlos Ioshiura. Depois, um ataque do Finasa que foi pra fora, também não marcado pela arbitragem. No final, com um ataque pra fora de Fernanda, o Finasa fechou o set em 25x23 e o jogo em 3x2. O técnico do Rexona estava transtornado. Assim que o juiz apitou o final do jogo, ele se dirigiu para os vestiários. A porta estava fechada e ele a arrombou, mostrando sua total insatisfação, com seu time e com a arbitragem. Na distribuição dos pontos, o Rexona foi melhor nos ataques, 74x63. O Finasa dominou nos bloqueios, 15x7. No saque, novamente deu Rexona, 3x0. Mas o time do Rio errou mais, 30x26. A maior pontuadora do Finasa na partida foi Mari, com 20 pontos, o que lhe rendeu seu segundo Vivavôlei consecutivo nas finais. Pelo Rexona, Leila e Fabiana também marcaram 20 pontos.

 

Por uma determinação da CBV, o terceiro jogo foi disputado no Ginásio Caio Martins, em Niterói, por possuir maior capacidade de público. Abatido pelas duas derrotas anteriores e por jogar numa quadra que também desconheciam, as jogadoras do Rexona/AdeS não conseguiram reagir na série final. O Finasa só teve dificuldades no primeiro set, vencendo o jogo por 3x0 (31x29, 25x18, 25x18), conquistando o tricampeonato.

 

Se nas primeiras partidas Mari havia sido fundamental, coube à preterida Bia brilhar na decisão. Ela saiu do banco para ajudar o time a vencer o primeiro set e não saiu mais da quadra, terminando a partida como maior pontuadora, 14 pontos. Carol Albuquerque, levantadora do Finasa, ganhou o troféu Vivavôlei, como melhor jogadora da partida decisiva.

 

Bernardinho promoveu uma alteração no time, com Edna no lugar de Katchú. O Finasa começou melhor, abrindo 7x4, mas o Rexona reagiu, empatando o jogo em 10x10 numa largada de Fernanda. A partida seguiu equilibrada até que o bloqueio da equipe de Bernardinho começou a funcionar parando primeiro Érika e depois Mari duas vezes. Depois de um erro de ataque de sua oposto, Zé colocou Bia em quadra. E ela comandou a virada do Finasa, que perdia por 20x18. Num bloqueio de Gattaz em Sassá, finalmente o set terminou, com vitória de Osasco por 31x29.

 

A derrota na primeira parcial fez com que o Rexona desmoronasse. Nem as alterações de Bernardinho, que tirou Sassá, Edna e Leila (para a entrada de Estefânia, Katchú e Regiane, respectivamente) funcionaram. O Finasa venceu o segundo set por 25x18 e o terceiro pelo mesmo placar. Coube à experiente Érika marcar o ponto final, que deu o tricampeonato para as paulistas. Ao final do jogo, Zé Roberto desabafou. “Não era uma decisão entre Zé Roberto e Bernardinho e sim entre os dois times. Respeitamos muito o Rexona/AdeS, que é orientado por um excelente técnico e tem uma levantadora excepcional. São dois times muito bons. Viemos para esta terceira partida esperando um 3 sets a 2 e juro que fiquei surpreso com o 3x0. Acho que o segredo foi o primeiro set, no qual estávamos atrás e lutamos para virar. O segundo já foi mais tranqüilo e no terceiro mantivemos o equilíbrio até o 11º ponto e, depois, abrimos vantagem. No entanto, o primeiro set foi fundamental porque conseguimos sair da pressão de jogar na casa do adversário. O segredo desta vitória foi o conjunto da equipe. Além disso, as jogadoras seguiram à risca a estratégia que montamos. Eu sempre acreditei que podíamos vencer o Rexona. O mais difícil foi convencer as meninas que podíamos jogar de igual pra igual. Isto foi difícil de entrar na cabeça delas”, disse o vitorioso treinador.

 

Bernardinho e Fernanda também falaram após o jogo. “Infelizmente o fator quadra não influenciou. O Finasa soube jogar com mais regularidade durante toda a final. Ficou difícil recuperar emocionalmente as jogadoras depois da derrota em Osasco e isso influencia na questão técnica e tática. A responsabilidade é minha, já que não realizamos grandes partidas na série final. O primeiro set foi decisivo, pois fomos até o 16º ponto na frente e dois pontos de saque nos desestabilizaram. Mas nada disso vem por acaso. Temos que procurar entender as razões para melhorarmos como pessoas e como profissionais. Passarei muitas noites pensando nestas razões. Não é o primeiro momento difícil que enfrento e nem será o último. Mas essa ferida ficará em mim por muito tempo. Se eu tivesse ganho, talvez deixasse o comando do Rexona. Perdendo, não saio de jeito algum. Não tenho esse direito. Vou seguir em frente e tentar melhorar. De qualquer maneira, foi um belo espetáculo, pois as duas torcidas compareceram e souberam se respeitar”, disse Bernardinho. “Jogamos mal desde as semifinais. Um time fica triste quando perde e joga mal, mas nesta partida não deu nem pra ficar triste, pois simplesmente não jogamos. Tivemos a oportunidade de empatar a série em 1 a 1 no segundo jogo e não conseguimos. Neste terceiro jogo, faltou experiência e maturidade nos momentos decisivos. E isso acaba fazendo a diferença. Do outro lado as jogadoras eram mais experientes. Algumas são novas, mas já acostumadas a decisões”, disse Fernanda, que buscava seu 12º título brasileiro.

 

Ao final da Superliga, foram escolhidas as melhores da competição. Como não poderia deixar de ser, em se tratando da CBV, algumas surpresas. Pra começar, não houve prêmio para melhor jogadora. Renatinha foi a melhor atacante, apesar de Bia ter ficado à sua frente nas estatísticas. Valeskinha, com justiça, foi a melhor bloqueadora. O melhor saque coube à Mari, que sequer figurava entre as 10 melhores ranqueadas no fundamento. Leila recebeu o prêmio de melhor defesa, apesar de ter ficado atrás de Valeskinha nas estatísticas. Fernanda foi a melhor levantadora. E Verê, do MRV/Minas, foi a melhor passadora da competição. A maior pontuadora da Superliga foi Renatinha, com 365 pontos (331 de ataque, 27 de bloqueio e 7 de saque), seguida por Fabiana, com 355, e Bia, com 352.

 

As Campeãs:

 

Dani Lins

Luciana Adorno

Érika

Paula Pequeno

Bia

Ana Cristina

Mari

Valeskinha

Juliana Amaral

Nikolle

Carol Gattaz

Paula Carbonari

Carol

Arlene

Adenízia

Dani Vieira

Mariana

Técnico: Zé Roberto Guimarães

Auxiliar: Paulo Coco

 

EQUIPES

FINASA/OSASCO

REXONA/ADES

OI/CAMPOS

Danielle Lins

Fabiana Claudino

Flávia Assis

Luciana Adorno

Edna Schlindwein

Margareth Tavares – Eth

Érika Coimbra

Jaqueline Carvalho

Renata Lúcia Carvalho

Paula Pequeno

Ricarda Lima Negrão

Gélvia Cordeiro

Ana Beatriz das Chagas – Bia

Kátia Rodrigues – Katchú

Lígia Centeno

Ana Cristina Porto

Marcela Felinto – Marcelinha

Juliana Costa

Marianne Steinbrecher

Danielle Fagundes Ciprandi

Giovanna Chagas

Valeskinha Menezes

Estefânia Souza

Silvana Papini

Juliana Amaral

Welissa Gonzaga – Sassá

Natália Zílio Pereira

Nikolle Del Rio Correa

Leila Barros

Marcelle Rodrigues

Caroline Gattaz

Fernanda Venturini

Ana Paula Ferreira – Fofinha

Paula Carbonari

Regiane Bidias

Verônica Brito

Caroline Albuquerque

Michelle Pavão

Fabiana Alvim – Fabi

Arlene Xavier

Kênia Barros

Betina Schmidt

Daniela Vieira

Amanda Campos

Stephany Carvalho

Mariana Costa

 

Renatinha Colombo

 

 

Soraia Neudil

Técnico: Zé Roberto Guimarães

Técnico: Bernardinho Resende

Técnico: Luizomar de Moura

Auxiliar: Paulo Coco

Auxiliar: Ricardo Tabach

Auxiliar: Jefferson Arosti

 

 

 

MRV/MINAS

PINHEIROS

BRASIL TELECOM

Fernanda Garay

Cláudia Souza

Dayna Cecília dos Santos

Lívia Mendonça

Vanessa Lúcia de Oliveira

Gisele Gomes dos Santos

Nina Zgoda

Fernandinha Ferreira

Denise Theodoro

Isabel Porcaro

Silvia Oliveira

Maria Estela

Thaísa Menezes

Danúbia Wessler

Camilla Adão

Paula Barros

Daniela Hessel Olivetti

Thaís David Barbosa

Suelen Pinto

Michelle Daldegan

Ana Paula Silva

Veridiana Fonseca – Verê

Sabrina Bado – Kika

Juliana Carvalho

Mariana Cassemiro

Juliane Bittar

Juciely Silva

Lira Ribas

Andréia Sforzin

Daniela Berto

Joyce Silva – Joycinha

Patrícia Cocco

Viviane Cruz

Sônia Benedito

Cristiane Barbosa Lima

Fabiana Amaral

Joyce Victalino

Mari Helen Mendes

Flávia Terra

Ana Tiemi

Marina Daloca

Tandara Caixeta

Ednéia Anjos

Cláudia Azevedo

Sabrina Almeida

Técnico: Emmanuel Haele Arnaut

Técnico: Cláudio Pinheiro

Técnico: Willian Carvalho

Auxiliar: Jarbas Soares

Auxiliar: Almyr F. de Souza

Auxiliar: Maurício Thomas

 

 

 

SÃO CAETANO/DETUR

SESI/UBERLÂNDIA

MACAÉ

Fernanda Gritzbach

Flaviane Rosa Santos

Janina Conceição

Ana Paula Larroza – Nine

Vaneska Araújo

Juliana Gomes

Juliana Odilon

Elyara Vieira

Helena Michels

Josefa Fabíola Souza

Thaíza Daher Machado

Gabriela Tange Morelli

Natasha Farinea

Natália Martins

Rafaela Soares

Cecília Souza – Ciça

Luana Vanessa de Paula