A principal novidade da Superliga 04/05 foi a mudança do
Rexona/AdeS de Curitiba para o Rio de Janeiro, depois de sete
temporadas. Alguns fatores foram importantes para esta mudança: o
patrocínio da capital carioca e a vontade do casal Bernardinho e
Fernanda de morar em definitivo no Rio de Janeiro. Sim, com a mudança, a
levantadora Fernanda Venturini deixou Osasco, onde foi bicampeã pelo
Finasa, e voltou a jogar pelo Rexona, onde também havia sido bicampeã. E
para o Rexona voltar a ser campeão, o time investiu: saíram Fofão,
Elisângela, Marina, Viviane, Cláudia, Suelle, Ana Volponi e Dayse.
Chegaram as centrais Fabiana e Katchú, as opostos Leila e Regiane, a
líbero Ricarda, a levantadora Dani Ciprandi e a ponta Jaqueline.
Bernardinho, que em 2001 deixara o comando da equipe para ser
supervisor, voltou à beira da quadra.
O Finasa também se reforçou. Para suprir a ausência da
Fernanda, o time contratou a levantadora Gisele. Chegou também a central
Carol Gattaz. Com a saída da líbero, Verê, Arlene, campeã com o time na
temporada 02/03, retornou à equipe.
A temporada marcou também a ida de várias jogadoras para
a Europa. O Minas cedeu três jogadoras: Virna foi para o Chieri, Sheilla
para o Pesaro e Flúvia para o Ferrara. Fofão e Walewska assinaram com o
Perugia, e Elisângela fechou com o Santeramo. E Raquel foi ainda mais
longe: para o Jt Marvelous, do Japão. Com a saída de tantas jogadoras, o
Minas se enfraqueceu. Disposto a investir em novos talentos, o time
contratou o técnico Emmanuel Arnaut, egresso das categorias de base do
clube e auxiliar, por vários anos, dos técnicos Chico dos Santos e
Willian. Foram contratadas a ponteira Soninha e a central Ednéia, que
estavam em Campos, a líbero Verê, as levantadoras Carol (ausente da
última Superliga por gravidez) e Isabel (também da base do Minas, estava
em Macaé) e as centrais Lira Ribas (outra formada no clube) e Paula
Barros. Além destas, jogadoras como Joycinha, Joyce Victalino e Thaísa,
campeãs mundiais juvenis em 2003, além de Ana Tiemi, Fernanda Garay e
Suelen, da seleção infanto, teriam chances de mostrar serviço.
Outro time que apostou em jovens jogadoras foi o São
Caetano. Com a chegada do técnico Rizola, o time rejuvenesceu. Com o
treinador chegaram as campeãs mundiais de 2001 Fabíola, Ciça e Juliana
Saracuza, as campeãs mundiais de 2003 Dayse e Fernanda Berti, além de
Natasha, Suelle, Maria Cristina e Natália, da seleção infanto. Outra
campeã mundial de 2003, Fernanda Gritz, seria aproveitada. De Campos
também chegou a levantadora Ana Maria.
Campos, disposto a voltar às semifinais (que ficara de
fora na última temporada), com a chegada da empresa de telefonia celular
Oi para patrocinar o time, também contratou. Se perdeu jogadoras como
Soninha, Janina, Ednéia, Daniela Berto e Jaline, chegaram as centrais
Flávia Assis, Giovanna e Lígia, as ponteiras Juliana e Soraia e a líbero
Stephany. Além disso, jovens jogadoras, como Verônica e Natália, tiveram
suas chances.
O Brasil Telecom também mudou bastante sua equipe.
Abandonou a parceira com a Força Olímpica (que queria impor a presença
do técnico Ivan Rogedo), mas ficou em Brasília. Do time da temporada
anterior, ficaram somente a central Sabrina e a ponta Gisele. Chegaram
as levantadoras Estela e Camilla Adão, as pontas Denise, Thaís e Juliana
Carvalho, as opostos Ana Paula, Dani Berto e Tandara, as centrais
Viviane e Juciely e a líbero Flávia Terra, todas sob o comando do
técnico Willian Carvalho.
O Macaé também mexeu no seu time. Saiu o técnico Airton
Nascimento e chegou Jorge Otero, o Gito, disposto também a trabalhar com
jovens jogadoras. A veterana Kerly se aposentou, e passou a supervisora
da equipe. O principal reforço foi a central Janina, bronze em Sydney.
Vieram também as centrais Fernanda Ísis e Vanessa Paterlini, a
levantadora Cíntia Leto, a líbero Evelyn, as pontas Larissa Brasileiro e
Roberta Pereira e as opostos Monique Pavão e Gabriela Morelli.
O Pinheiros também mudou sua equipe, visando repetir a
bela atuação da temporada anterior. Se perdeu Denise, Flávia, Elymara e
Katchú, fundamentais na chegada do time às semifinais, chegaram as
centrais Marina, Cláudia e Andréia, a levantadora Sílvia e as pontas
Patrícia Cocco e Danúbia. A campeã mundial juvenil Mari Helen ganhou
mais espaço.
Por fim, o Sesi também mudou algumas peças. Se perdeu
Regiane e Ana Tiemi, contratou a experiente ponta Alê Oliveira,
ex-Uniban, e a central Mariellen, ex-Suzano, além da oposto Raquel, a
Nega. O time cogitou a contratação da experiente ponteira Hilma Caldeira
(que chegou a posar para fotos com a camisa da equipe), mas acabou não
dando certo.
Logo no primeiro dia da Superliga, uma bomba. A
levantadora Gisele se desentendeu com a comissão do Finasa e abandonou a
equipe, se transferindo para o Murcia, da Espanha. E por isso, ficou
todo o mês de dezembro com apenas uma levantadora, Ana Cristina, já que
a reserva Dani Lins, campeã mundial juvenil em 2003 estava se
recuperando de um problema cardíaco. Na terceira rodada da fase regular,
o time de Osasco contratou Carol Albuquerque, que não estava sendo
aproveitada no Minas, para reforçar o time.
Ao final da fase regular, o que se viu foi um Rexona
quase perfeito. O time terminou invicto, perdendo apenas 5 sets em 16
partidas, e dominava as estatísticas, estando em primeiro lugar no
ataque, defesa, levantamento e passe. O Finasa vinha em segundo, com
três derrotas: duas para o grande rival e uma, surpreendente, para o
Pinheiros. Aliás, o Pinheiros surpreendeu a todos. Venceu 10 jogos e
ficou com o terceiro lugar. Brasil Telecom e Campos, com oito vitórias
cada, definiram a quarta colocação no set average, com vantagem para o
time de Brasília. O Minas ficou em sexto, o São Caetano em sétimo e o
Sesi, com incríveis quatro vitórias, ficou em oitavo. O Macaé, que
perdeu sua melhor jogadora, Monique Pavão, no final do turno, ficou em
último lugar, fora dos play-offs. Definidas as quartas-de-final: Rexona
vs. Sesi, Finasa vs. São Caetano, Pinheiros vs. Minas e Telecom vs.
Oi/Campos.
Nas estatísticas individuais, a grande surpresa foi Mari
Helen como maior pontuadora da fase regular. Com a contusão de Danúbia,
ela foi promovida à titular do Pinheiros e não fez feio: anotou 280
pontos em 16 jogos. A melhor atacante, em aproveitamento, era a oposto
Renata Colombo, de Campos. Valeskinha liderava o bloqueio, tanto no
aproveitamento quanto em números absolutos. Thaís, do Telecom, tinha o
melhor saque. Fernanda era a melhor levantadora e tinha também a melhor
defesa da Superliga. Sassá, do Rexona, tinha o melhor passe.
Nas quartas-de-final, o Rexona confirmou seu favoritismo
e despachou o Sesi por 2 jogos a 0, sem perder nenhum set. O time de
Uberlândia sofreu um forte baque no meio da competição: faleceu Wadson
Lima, técnico do Brasil nos Jogos de Barcelona e verdadeiro idealizador
da equipe, além de supervisor. Depois deste incidente, o time se
motivou, disposto a manter viva a imagem do técnico, ganhou alguns jogos
importantes e se classificou para os play-offs. Mas contra o Rexona,
pouco pode fazer.
O Finasa também fechou sua série em 2x0. No primeiro
jogo, o São Caetano pouco pode fazer. No segundo, complicou bastante a
vida do atual bicampeão. Venceu o primeiro set, por 25x19, e vendeu caro
a derrota nos sets seguintes.
A série entre Campos e Telecom tinha tudo para ser
definida em três jogos. Mas o time de Brasília não repetiu as boas
atuações da fase regular, e sucumbiu frente à um time evidentemente mais
forte. Perdeu os dois jogos por 3x1 e deu adeus à Superliga. Por Campos,
Renatinha começava a despontar como grande nome. O time ainda
apresentava falhas no passe e na distribuição da levantadora Marcelle,
mas isso não o impediu de voltar às semifinais. Por outro lado, mais uma
vez, desde a temporada 00/01, um time comandado por Willian não
conseguia chegar nesta fase da competição.
A série mais equilibrada foi a entre Pinheiros e Minas.
Os times já haviam se enfrentado sete vezes na temporada. Na Superliga,
uma vitória pra cada. Mas o Pinheiros havia sido o destaque da fase
regular, e tinha tudo para chegar às semi. E o primeiro jogo mostrou
isso. Rapidamente, o time da capital paulista venceu os dois primeiros
sets do jogo, 25x20 e 25x18. Mas aí, Soninha e Joyce Victalino
resolveram jogar. Além disso, o forte bloqueio do Minas, destaque da
equipe na Superliga, passou a funcionar. Depois de um terceiro set
apertado (25x23), o time empatou e virou o jogo, fechando a partida por
3x2. O segundo jogo também foi cercado de emoção. Com a torcida mineira
lotando a Arena JK, o time de Minas simplesmente não funcionou no
primeiro set, com o Pinheiros vencendo com extrema facilidade por 25x15.
E tudo indicava que também venceria o segundo. Mas com a entrada da
levantadora Ana Tiemi na quadra, o Minas reagiu, vencendo por 27x25, e
vencendo também o terceiro, por 25x20. Mas aí, relaxou, dando chances
para o Pinheiros que, comandando pela experiente Kika, venceu por 25x18
e empatou a partida. O tié-break foi emocionante. O Pinheiros chegou a
abrir quatro pontos de vantagem, mas o Minas reagiu. Venceu por 15x12 e,
pra surpresa de muitos, se classificou para as semifinais pela sexta
temporada consecutiva. Definidas as semifinais: Rexona/AdeS vs.
Oi/Campos e Finasa vs. MRV/Minas.
Logo na primeira rodada das semifinais, a maior surpresa
do ano. Campos venceu o Rexona por 3x2 (22x25, 25x20, 12x25, 25x22 e
15x09) e acabou com uma invencibilidade que vinha desde o ano anterior.
O time de Bernardinho e Fernanda venceu a Salonpas Cup invicto, o
Carioca invicto e estava invicto na Superliga há 18 jogos. Mas ao jogar
contra Campos, na casa do adversário, perdeu. Campos sacou muito bem,
marcando oito pontos no jogo, e impediu que Fernanda usasse suas
atacantes com velocidade. Jogando com bolas altas, e sem atacantes de
extrema de muita potência, o Rexona facilitou as defesas campistas,
principalmente da oposto Renatinha. Renatinha que, aliás, foi o grande
nome da partida, com 25 pontos, 21 de ataque (recebendo o Vivavôlei ao
final do jogo). Apesar de ter bloqueado muito bem na partida (foram 24
pontos no fundamento, 7 da ponteira Sassá), o Rexona não teve forças
para vencer o jogo quando este chegou no tié-break. Nem as bolas com a
central Fabiana, muitas vezes usada como atacante de segurança por
Fernanda, deram resultado. “Foi um vacilo nosso, mas o Oi/Campos também
soube utilizar seu potencial de ataque que é muito forte. Mas foi apenas
o primeiro jogo de uma melhor de cinco, ainda temos muito chão pela
frente”, disse Leila. Luizomar de Moura, técnico de Campos, comemorava.
“Nos momentos de maior dificuldade é que as pessoas mostram sua força. O
time esteve muito bem e esta vitória foi um prêmio pela perseverança e a
dedicação de todos. Sabíamos que seria difícil, mas não podíamos perder
de véspera. Agora é manter os pés no chão e partir para o próximo jogo”,
disse.
Destaque da vitória em Campos, a oposto Renatinha jamais
ouvira seu telefone tocar tanto em um só dia. Foram muitos parentes,
amigos e jornalistas a procurando para parabenizá-la no dia seguinte.
“Espero que não tenha sido minha melhor partida pelo Oi/Campos. Tomara
que a próxima seja ainda melhor. Mas foi o time todo que jogou bem,
contra uma equipe muito mais forte que a nossa. Agora as pessoas
acreditam que podemos vencer. Antes, era aquele “será que vai?’, disse
Renatinha à época. Um exemplo de superação para derrubar o último
invicto da Superliga foi dado pela própria Renatinha. “No quarto set,
quando perdíamos por seis pontos, o Luizomar pediu tempo e disse ‘vamos
buscar’. Aquilo parece que mexeu com todo mundo. Defendemos duas bolas
que pareciam impossíveis e voltamos a entrar no jogo. Só quando a
partida terminou que percebemos a sorte estava do nosso lado. Realmente,
ninguém acreditava, só nosso grupo”, declarou.
No segundo jogo, mais emoção. Campos começou na frente,
vencendo o set por 25x19. Será que o grande time do Rexona, formado para
ser campeão, sucumbiria nas semifinais? Não. Daí em diante, o time do
interior do estado do Rio parou em quadra. Perdeu os sets seguintes por
25x15, 25x13 e 25x16 e viu o time de Bernardo empatar a série,
principalmente graças à Fabiana e seus 20 pontos (e 80% de
aproveitamento nos ataques). “O time ficou um pouco nervoso no primeiro
set, mas logo entrou nos eixos e conseguiu neutralizar as jogadas
adversárias. Com isso, o Oi/Campos não conseguiu se sentir à vontade e
nossa equipe dominou todas as ações do jogo”, disse Hélio Griner,
auxiliar técnico de Bernardinho. “Na verdade, não estamos nada
tranqüilas”, disse Leila, oposto do Rexona. “Começamos errando muito,
mas o importante é que mostramos coletividade, espírito de grupo. Estou
feliz porque a equipe soube se superar no momento mais importante.
Tivemos que juntar os cacos do primeiro set para vencer”, completou a
canhotinha. O técnico de Campos estava desolado. “O sistema defensivo do
Rexona atuou muito bem. O Oi/Campos tem que jogar sempre no limite e
manter a excelência em todos os fundamentos. O time desconcentrou,
principalmente no passe e a Fernanda Venturini acabou jogando com a bola
na mão. A Fabiana fez a diferença. Fico feliz pelo Brasil, que tem uma
jogadora deste nível, mas triste porque ela está do outro lado. Mas nada
está perdido e vamos com tudo para o terceiro jogo”, disse Luizomar após
a partida.
O terceiro jogo da semifinal mostrou mais uma vez os
problema de passe do time campista. Por mais que Renatinha se esforçasse
no ataque e até no bloqueio (foram 25 pontos no jogo, 20 de ataque e 3
de bloqueio), a má distribuição de jogo de Campos facilitava a vida do
time do Rexona. Com Estefânia muito bem no fundo de quadra (o que lhe
deu o Vivavôlei), a veterana ponteira substituiu Sassá, vetada do jogo
por um torcicolo, à altura. Na ofensiva, o destaque do Rexona foi
Jaqueline, com seus 19 pontos, 15 de ataque. O set mais disputado do
jogo foi o quarto. Mas nem a atuação exuberante de Renatinha, com 9
pontos somente nesta parcial, deu resultado. “O time se superou e fez o
que tinha de fazer. Sentimos a pressão, falhamos em alguns momentos,
principalmente as mais jovens. Mas temos as mais experientes, que deram
o equilíbrio”, analisou Bernardinho. O técnico Luizomar de Moura
apostava na vantagem de jogar em casa o jogo seguinte para tentar
empatar a série. “Nesta partida, faltou agressividade ao nosso time. Mas
o vôlei do Rio de Janeiro está mostrando bons espetáculos e acredito que
no próximo jogo o mando de quadra irá prevalecer. Vamos consertar nossos
erros e partir com tudo pra cima do Rexona/Ades”. Com o triunfo, o
Rexona/AdeS ficou à uma vitória da final.
No quarto jogo, a história se repetiu. Renatinha terminou
como maior pontuadora (22 pontos (todos de ataque), mas o Rexona ficou
com a vitória, e a sonhada vaga para a final, fechando o jogo por 3x1
(22x25, 26x24, 25x21, 26x24). O time de Campos, contando com sua
fanática torcida, que lotou o ginásio Valdir Pereira, começou melhor.
Venceu o primeiro set por 25x22, graças à força do ataque de Renatinha e
à dois saques providenciais de Stephany, que deram 2 pontos de vantagem
para o time do interior na metade do set. Mas foi só. O Rexona voltou
melhor para o segundo set, e dominou toda a partida, mesmo sem conseguir
abrir muitos pontos de vantagem. Chegou a colocar 24x22 no placar, mas
permitiu a reação das adversárias. Mas um ataque de Jaqueline e um
bloqueio de Fabiana garantiram a vitória da equipe de Bernardinho. O
Oi/Campos começou bem o terceiro set e abriu dois pontos (8x6). Mas a
partir daí o Rexona/AdeS tomou conta da partida. Com Sassá na ponta e
Fabiana e Katchú no meio, o time do Rio de Janeiro virou o jogo e
conseguiu manter uma vantagem de três pontos até o fim do set, fechando
a parcial em 25x21 com um ataque de Leila. No quarto set, Campos teve
tudo para levar o jogo para o tié-break: abriu 22x19 no placar, mesmo
estando perdendo no início da parcial. Mas a maior experiência das
jogadoras do Rexona/AdeS falou mais alto no fim. Leila garantiu o empate
e a virada e Jaqueline marcou o ponto que levou o Rexona à final da
Superliga, posto que não alcançava desde a temporada 99/00. No fim da
partida, o técnico Luizomar de Moura se emocionou ao receber os
cumprimentos de Leila e Fernanda Venturini. “Ter o trabalho reconhecido
por duas jogadoras de nível internacional como Leila e Fernanda é algo
que não tem preço. Estou triste pela derrota, mas ao mesmo tempo feliz e
orgulhoso da garra e do talento que o Oi/Campos demonstrou em quadra,
principalmente nesta série semifinal. Jogamos de igual pra igual com um
time excelente como o Rexona/AdeS e ficamos bem perto da classificação”.
Na outra série semifinal, Finasa e MRV/Minas travaram um
duelo desigual. A jovem equipe mineira não conseguiu fazer frente ao
poder do time paulista, que venceu por 3 jogos a 0. No primeiro jogo, em
Osasco, um verdadeiro passeio do Finasa: 3x0 (25x13, 25x12, 25x17), em
apenas 1 hora e 9 minutos de partida. A levantadora Carol, que por pouco
não defendeu o Minas na Superliga, recebeu o troféu Vivavôlei. “Este
troféu foi um presente não só para mim, mas para toda a equipe, já que
todo mundo jogou bem. Se quisermos ser campeãs, temos que continuar
assim”, disse a levantadora. A equipe paulista também teve a maior
pontuadora da partida, Mari, com 13 pontos (11 de ataque e 2 de
bloqueio). Na partida inicial da série, o Finasa foi praticamente
perfeito: cedeu apenas 9 pontos em erros para o Minas, que deu 29 para
as adversárias. A maior pontuadora do Minas foi Soninha, com 9 acertos.
“Nesta partida o time todo foi muito bem, principalmente no bloqueio e
na defesa. Mas o MRV/Minas não jogou tudo o que sabe e em Belo Horizonte
deverá ser mais complicado. Temos que manter o ritmo e nosso bom sistema
defensivo”, disse o técnico do Finasa, Zé Roberto Guimarães. O técnico
do Minas, Emmanuel Arnaut, o Manu, também comentou o jogo. “Cometemos
muitos erros individuais, mas é uma melhor de cinco e nada está
decidido. Taticamente não tenho que mexer em nada. O que precisa mudar é
o espírito das jogadoras, que terá que ser muito mais agressivo na
próxima partida”, disse o jovem técnico mineiro.
O jogo em Belo Horizonte foi muito igual ao primeiro.
Novamente o Finasa impôs seu jogo e venceu o MRV/Minas por 3x0 (25x16,
25x16, 25x22), ficando à uma vitória de sua terceira final consecutiva.
Valeskinha foi o grande destaque da partida: terminou como maior
pontuadora, com 13 pontos (7 de ataque e 6 de bloqueio) e com o troféu
Vivavôlei. Mais uma vez, o alto número de erros das mineiras foi crucial
para a derrota: 22x12. No final da partida, uma cena lamentável. A
torcida do Minas, que encheu a Arena JK, se comportou de modo
repreensível. Cercou a saída do ginásio e atirou ovos na jogadora
Nikolle, do Finasa, por conta de uma bolada que ela teria acertado em
uma torcedora num dos tempos pedidos do jogo. A atitude, batizada de
modo irônico de “ovadas da humildade” (uma paródia ao quadro Sandálias
da Humildade, do programa humorístico Pânico na TV) acabaria por se
tornar uma marca da torcida mineira. Uma marca que se confunde com uma
mancha, por se tratar de uma atitude ridícula.
A terceira partida foi a exceção desta série. O MRV/Minas
foi para Osasco disposto a, no mínimo, sair da Superliga de modo
honroso. E conseguiu. Perdeu o jogo, mas venceu caro a derrota. O Finasa
venceu por 3x2 (25x14, 23x25, 25x27, 25x19, 15x08) e pela primeira vez
na série teve que suar para isto. E muito em conta de seus erros, que
não aconteceram nas primeiras partidas: cedeu 31 pontos para as
adversárias, recebendo 29. A maior pontuadora da partida foi Bia, com 25
pontos (23 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque, com 57,5 % de
aproveitamento nos ataques). Valeskinha marcou 16 (5 de bloqueio) e Mari
contribuiu com 15. Pelo Minas, Ednéia foi a maior pontuadora, com 14
pontos. Destaque também para Joycinha, que saiu do banco e marcou 12.
Paulo Coco, assistente de José Roberto Guimarães, fez um resumo da
atuação do Finasa. “Depois de um excelente primeiro set, o time deu uma
vacilada e o MRV/Minas, que é um time jovem e com potencial, se
aproveitou. Nossa equipe deu moral a elas e, para correr atrás, fica
muito difícil. Só quando voltamos a forçar o saque, no quarto set, é que
tivemos novamente o controle da partida. O mais importante foi termos
chegado à final, e fechando em três jogos”, comentou. Apesar da derrota,
o técnico da equipe mineira tinha a justa sensação do dever cumprido.
“Fico feliz pela nossa apresentação, mas não satisfeito pelo resultado
final nessas semifinais. Esperava pelo menos uma vitória, que quase
veio. Aprendi demais e todas têm muito a aprender também. O grupo é
muito jovem e espero que a base seja mantida para colhermos frutos mais
à frente. O projeto era mesmo de renovação e ficamos entre os quatro
melhores”, desabafou Manu.
A final da Superliga 04/05 pôs à frente os dois melhores
times do Brasil. As equipes lideravam praticamente todas as estatísticas
da Superliga. O Rexona encabeçava o ataque, com 43,89% de
aproveitamento. Em seguida vinha o Finasa, com 40,16%. O Finasa liderava
nos bloqueios, com 22,91% de sucesso. O Rexona vinha em terceiro, com
20,47%. Apenas no saque havia um intruso, o Pinheiros, que liderava com
6,60%. O Rexona estava em sexto e o Finasa em nono. Na defesa, nova
supremacia do Rexona, com 43,77%, com o Finasa logo atrás, com 41,70%.
No levantamento, o Rexona dominava, com 27,28%. O Finasa estava em
terceiro, com 22,66%. No passe, mais uma vez o domínio era das cariocas:
51,13%, contra 48,09% das paulistas. Entre as maiores pontuadoras, a
líder era Renatinha, com 365 pontos. Em segundo vinha Bia, do Finasa,
com 333 pontos, seguida por Fabiana, do Rexona, com 309.
O duelo também marcava uma disputa particular entre os
técnicos Zé Roberto e Bernardinho. Depois do fracasso da seleção
feminina em Atenas, Zé Roberto havia perdido os quatro jogos que
disputou contra o rival, um deles com direito à repetição do fatídico
24x19, na Salonpas Cup. A rivalidade, incentivada pela imprensa,
incomodava Zé Roberto, que perdeu o status de único técnico campeão
olímpico do Brasil exatamente para Bernardinho. A disputa também o
colocava frente a frente com Leila, que ele trouxera às quadras depois
de duas temporadas na praia, mas acabou por corta-la dos Jogos de Atenas
às vésperas da competição. Os ânimos estavam pra lá de acirrados. Além
disso, era um duelo de bicampeãs da Superliga: o Rexona buscava o tri,
depois dos títulos de 97/98 e 99/00. E o Finasa queria seu terceiro
título consecutivo, para igualar as marcas de Sadia (88/89, 89/90 e
90/91) e Leite Moça/Leites Nestlé (94/95, 95/96, 96/97). Pra terminar,
esta seria a primeira final de Superliga entre uma equipe do Rio (estado
que dominara o vôlei por anos, nas décadas de 70 e 80) e São Paulo (que
dominou o vôlei na década de 90).
No primeiro jogo, uma emocionante vitória do Finasa, por
3x2 (20x25, 25x21, 19x25, 25x22, 15x07), em 2 horas e 7 minutos de
partida. No primeiro set, o Rexona parecia que repetiria os resultados
anteriores contra o adversário. Venceu até com certa facilidade,
chegando a abrir 22x16 no placar. Abusando da velocidade, Fernanda não
deixava o bloqueio paulista funcionar. Bia, a maior pontuadora do time,
não conseguia colocar as bolas no chão. No segundo set, Zé Roberto
modificou a formação de sua equipe. Tirou Bia da quadra, para a entrada
de Paula Pequeno. Mari, que estava jogando como ponta, voltou para a
saída, sua posição original. A mexida desconcertou o time do Rexona. Com
um ataque mais sólido, com Paula e Mari, e com Érika e Arlene colocando
as bolas nas mãos de Carol, o Finasa mudou o rumo da partida. Venceu o
segundo set e colocou fogo no jogo. No terceiro set, o Finasa parecia
que estava mais relaxado, depois da vitória no set anterior. Só
conseguiu equilibrar as forças até o primeiro tempo técnico. A partir
daí, começou a cometer muitos erros no ataque,deixando que o Rexona/AdeS
abrisse 20x15. Com isso, o time de Bernardinho só precisou administrar a
vantagem e, com um ataque de Sassá, fechou o set em 25x19. No quarto
set, o Finasa voltou mais decidido à quadra, abrindo 8x4 no placar. Com
uma largada de segunda de Fernanda Venturini, o Rexona virou o jogo,
12x11. Mas aí quem começou a errar foi o time carioca, com as paulistas
abrindo 19x16. A diferença de três pontos permaneceu até o final, com o
time de Osasco vencendo o set por 25x22, com um bloqueio de Paula em
Leila, empatando a partida. No quinto e decisivo set, os erros de
recepção do Rexona se repetiram, como na parcial anterior. Assim, o
Finasa/Osasco abriu 3x0. A ansiedade prejudicou as donas da casa.
Enquanto isso, as paulistas cresceram e dominaram a partida. Apático no
set final, o Rexona viu o Finasa vencer por 15x07, fechando o jogo em
3x2 e largando na frente nas finais. “O meu time jogou muito bem hoje,
cumprindo bem a tática que estudamos durante toda a semana. E este foi o
ponto fundamental desta vitória. É importante vencer a primeira aqui no
Rio e da maneira como foi: 3x2 no sufoco. Só demos um passinho, mas não
ganhamos nada. O caminho é muito longo. O time começou um pouco ansioso,
cometendo erros bobos, mas em geral fomos bem”, disse o técnico Zé
Roberto. As palavras do técnico foram endossadas pela levantadora Carol.
“Nosso time começou mal, errando muito. Mas nós conseguimos nos adaptar
durante o jogo, seguimos o esquema tático montado pelo Zé. Seguramos os
ataques da Fabiana e ganhamos confiança. No tié-break, elas erraram
muito e isso facilitou o nosso caminho. Mas no próximo jogo sabemos que
vai ter tié-break de novo e que a partida será dificílima”. Por outro
lado, a levantadora Fernanda não escondia seu descontentamento. “O jogo
foi bastante equilibrado até o tie-break, quando erramos muito no passe.
Faltou equilíbrio emocional. A equipe deles é mais experiente do que a
nossa, mas vamos lutar para recuperar”. Mari foi escolhida como a melhor
em quadra. Foi também a maior pontuadora do jogo, com 20 pontos (18 de
ataque e 2 de bloqueio). Pelo Rexona, a maior pontuadora foi Jaqueline,
com 18 pontos (16 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque).
O segundo jogo prometia um duelo ainda mais emocionante,
principalmente na parte tática. Zé Roberto, que foi muito elogiado pela
mudança que promoveu na primeira partida, falou a respeito. “Não podemos
esquecer que a Bia muitas vezes segurou a equipe nesta Superliga. Mas a
Paula entrou muito bem. Acabo tendo duas excelentes opções”, disse Zé.
Bernardinho, técnico do Rexona, também falou sobre o segundo jogo.
“Temos que jogar com mais segurança e não falhar nos bloqueios e nos
contra-ataques. O Finasa tem um ataque poderoso e como no último jogo a
Mari mudou de posição, a equipe acabou ganhando um gás a mais. Temos de
saber lidar com estas situações e fazer uma partida equilibrada como a
que fizemos, apenas com mais atenção nos momentos decisivos”, falou.
A segunda partida foi muito parecida com a primeira. O
Rexona saiu na frente, o Finasa empatou. O Rexona fez 2x1, o Finasa
empatou de novo. Mas no tié-break, novamente as paulistas foram
superiores. O Finasa venceu o segundo jogo da decisão por 3x2 (21x25,
25x17, 12x25, 25x20, 25x23) e ficou mais perto do título, só precisando
de uma vitória em três possíveis jogos para ser tricampeão.
Desta vez, Zé Roberto começou o jogo já com Mari na
saída. Mas quem brilhou no primeiro set foi outra oposto, Leila, que
marcou 6 dos seus 20 pontos somente na primeira parcial. Cometendo
poucos erros, o time do Rio dominou as adversárias e fechou o set em
25x21 com um ataque de Sassá. No segundo set, o Finasa voltou menos
ansioso para a quadra. Num ataque de Érika, depois de uma bela defesa de
Arlene, abriu 13x9. Novamente com problemas no passe, o Rexona viu as
adversárias abrirem 18x12. E num bloqueio duplo de Carol Gattaz e Érika
em Sassá, o Finasa fechou o set em 25x17.
No terceiro set, o Rexona foi demolidor, abrindo 9x1,
contando com uma seqüência de saques de Jaqueline. Com um Finasa
atordoado, o Rexona continuou abrindo no placar, marcando 16x5 no
segundo tempo técnico. O domínio da equipe de Bernardinho foi total.
Fabiana marcou 7 pontos somente neste set, ajudando o Rexona a fechar em
25x12, set mais fácil da série final.
O Finasa não queria perder a vantagem conseguida no
primeiro jogo, e voltou ao quarto set disposto a levar o jogo para o
tié-break. Errando menos e com um melhor volume de jogo, as paulistas
equilibraram novamente a decisão e fecharam o set em 25x21, num ataque
de Mari.
O tié-break foi de tirar o fôlego. O Rexona começou
melhor e abriu 3x0, vantagem que permaneceu até a virada de quadra, 8x5.
O Finasa se reencontrou e o jogo empatou, 14x14. Daí em diante, foi uma
sucessão de ultrapassagens, com os times se alternando no placar o tempo
todo. Dois lances foram muito discutidos. Primeiro, um levantamento
errado de Fernanda Venturini, que cometeu 2 toques, não marcado pelo
árbitro Carlos Ioshiura. Depois, um ataque do Finasa que foi pra fora,
também não marcado pela arbitragem. No final, com um ataque pra fora de
Fernanda, o Finasa fechou o set em 25x23 e o jogo em 3x2. O técnico do
Rexona estava transtornado. Assim que o juiz apitou o final do jogo, ele
se dirigiu para os vestiários. A porta estava fechada e ele a arrombou,
mostrando sua total insatisfação, com seu time e com a arbitragem. Na
distribuição dos pontos, o Rexona foi melhor nos ataques, 74x63. O
Finasa dominou nos bloqueios, 15x7. No saque, novamente deu Rexona, 3x0.
Mas o time do Rio errou mais, 30x26. A maior pontuadora do Finasa na
partida foi Mari, com 20 pontos, o que lhe rendeu seu segundo Vivavôlei
consecutivo nas finais. Pelo Rexona, Leila e Fabiana também marcaram 20
pontos.
Por uma determinação da CBV, o terceiro jogo foi
disputado no Ginásio Caio Martins, em Niterói, por possuir maior
capacidade de público. Abatido pelas duas derrotas anteriores e por
jogar numa quadra que também desconheciam, as jogadoras do Rexona/AdeS
não conseguiram reagir na série final. O Finasa só teve dificuldades no
primeiro set, vencendo o jogo por 3x0 (31x29, 25x18, 25x18),
conquistando o tricampeonato.
Se nas primeiras partidas Mari havia sido fundamental,
coube à preterida Bia brilhar na decisão. Ela saiu do banco para ajudar
o time a vencer o primeiro set e não saiu mais da quadra, terminando a
partida como maior pontuadora, 14 pontos. Carol Albuquerque, levantadora
do Finasa, ganhou o troféu Vivavôlei, como melhor jogadora da partida
decisiva.
Bernardinho promoveu uma alteração no time, com Edna no
lugar de Katchú. O Finasa começou melhor, abrindo 7x4, mas o Rexona
reagiu, empatando o jogo em 10x10 numa largada de Fernanda. A partida
seguiu equilibrada até que o bloqueio da equipe de Bernardinho começou a
funcionar parando primeiro Érika e depois Mari duas vezes. Depois de um
erro de ataque de sua oposto, Zé colocou Bia em quadra. E ela comandou a
virada do Finasa, que perdia por 20x18. Num bloqueio de Gattaz em Sassá,
finalmente o set terminou, com vitória de Osasco por 31x29.
A derrota na primeira parcial fez com que o Rexona
desmoronasse. Nem as alterações de Bernardinho, que tirou Sassá, Edna e
Leila (para a entrada de Estefânia, Katchú e Regiane, respectivamente)
funcionaram. O Finasa venceu o segundo set por 25x18 e o terceiro pelo
mesmo placar. Coube à experiente Érika marcar o ponto final, que deu o
tricampeonato para as paulistas. Ao final do jogo, Zé Roberto desabafou.
“Não era uma decisão entre Zé Roberto e Bernardinho e sim entre os dois
times. Respeitamos muito o Rexona/AdeS, que é orientado por um excelente
técnico e tem uma levantadora excepcional. São dois times muito bons.
Viemos para esta terceira partida esperando um 3 sets a 2 e juro que
fiquei surpreso com o 3x0. Acho que o segredo foi o primeiro set, no
qual estávamos atrás e lutamos para virar. O segundo já foi mais
tranqüilo e no terceiro mantivemos o equilíbrio até o 11º ponto e,
depois, abrimos vantagem. No entanto, o primeiro set foi fundamental
porque conseguimos sair da pressão de jogar na casa do adversário. O
segredo desta vitória foi o conjunto da equipe. Além disso, as jogadoras
seguiram à risca a estratégia que montamos. Eu sempre acreditei que
podíamos vencer o Rexona. O mais difícil foi convencer as meninas que
podíamos jogar de igual pra igual. Isto foi difícil de entrar na cabeça
delas”, disse o vitorioso treinador.
Bernardinho e Fernanda também falaram após o jogo.
“Infelizmente o fator quadra não influenciou. O Finasa soube jogar com
mais regularidade durante toda a final. Ficou difícil recuperar
emocionalmente as jogadoras depois da derrota em Osasco e isso
influencia na questão técnica e tática. A responsabilidade é minha, já
que não realizamos grandes partidas na série final. O primeiro set foi
decisivo, pois fomos até o 16º ponto na frente e dois pontos de saque
nos desestabilizaram. Mas nada disso vem por acaso. Temos que procurar
entender as razões para melhorarmos como pessoas e como profissionais.
Passarei muitas noites pensando nestas razões. Não é o primeiro momento
difícil que enfrento e nem será o último. Mas essa ferida ficará em mim
por muito tempo. Se eu tivesse ganho, talvez deixasse o comando do
Rexona. Perdendo, não saio de jeito algum. Não tenho esse direito. Vou
seguir em frente e tentar melhorar. De qualquer maneira, foi um belo
espetáculo, pois as duas torcidas compareceram e souberam se respeitar”,
disse Bernardinho. “Jogamos mal desde as semifinais. Um time fica triste
quando perde e joga mal, mas nesta partida não deu nem pra ficar triste,
pois simplesmente não jogamos. Tivemos a oportunidade de empatar a série
em 1 a 1 no segundo jogo e não conseguimos. Neste terceiro jogo, faltou
experiência e maturidade nos momentos decisivos. E isso acaba fazendo a
diferença. Do outro lado as jogadoras eram mais experientes. Algumas são
novas, mas já acostumadas a decisões”, disse Fernanda, que buscava seu
12º título brasileiro.
Ao final da Superliga, foram escolhidas as melhores da
competição. Como não poderia deixar de ser, em se tratando da CBV,
algumas surpresas. Pra começar, não houve prêmio para melhor jogadora.
Renatinha foi a melhor atacante, apesar de Bia ter ficado à sua frente
nas estatísticas. Valeskinha, com justiça, foi a melhor bloqueadora. O
melhor saque coube à Mari, que sequer figurava entre as 10 melhores
ranqueadas no fundamento. Leila recebeu o prêmio de melhor defesa,
apesar de ter ficado atrás de Valeskinha nas estatísticas. Fernanda foi
a melhor levantadora. E Verê, do MRV/Minas, foi a melhor passadora da
competição. A maior pontuadora da Superliga foi Renatinha, com 365
pontos (331 de ataque, 27 de bloqueio e 7 de saque), seguida por
Fabiana, com 355, e Bia, com 352.
As Campeãs:
Dani Lins
Luciana Adorno
Érika
Paula Pequeno
Bia
Ana Cristina
Mari
Valeskinha
Juliana Amaral
Nikolle
Carol Gattaz
Paula Carbonari
Carol
Arlene
Adenízia
Dani Vieira
Mariana
Técnico: Zé Roberto Guimarães
Auxiliar: Paulo Coco