Ao término da Superliga 95/96, todos os times, com
exceção do Leite Moça, estavam insatisfeitos. A conquista do título de
forma invicta pelo time de Sorocaba foi muito questionada. Por conta
disso, a CBV deixou o ranking de atletas ainda mais rigoroso, buscando
aumentar o equilíbrio da competição.
A tentativa quase fracassou. Por causa do ranking, metade
da seleção que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de
Atlanta estavam desempregadas às portas de começarem os jogos.
O novo ranking, como não poderia deixar de ser, foi
criticado pelos dirigentes do Leite Moça, que tiveram de abrir mão de
Ana Moser. O presidente do clube, João Caracante, criticou a forma como
ele foi criado. “O que caracteriza uma competição é a liberdade. Estão
nivelando os times por baixo”, disse. Por outro lado, dirigentes de
outras equipes aplaudiram a decisão da CBV. “O ranqueamento foi algo
necessário porque deu novas oportunidades para outras equipes formarem
seus times”, disse na época Richard Nassif, então supervisor do São
Caetano.
Pelo novo ranking, nenhum time poderia ter mais do que
duas atletas consideradas top. A medida existe até hoje.
Com toda essa confusão, os times mudaram muito nesta
temporada. O Leite Moça, que perdeu Ana Moser, contratou duas
estrangeiras: a americana Tara Cross-Battle, considerada a melhor
jogadora do mundo em 95 e a maior pontuadora dos Jogos de Atlanta, e a
alemã Susanne Lahme. Outra grande mudança no time foi no nome: por uma
estratégia de marketing, agora seria chamado de Leites Nestlé. O BCN,
vice-campeão, contratou o técnico Cacá Bizzochi, ex-Sollo. Do seu
ex-time, Cacá trouxe Bia, Ângela Moraes, Denise Nicolini e Sandra. Do
campeão Leite Moça chegaram Andréia Marras e Josiane. E do Pinheiros
chegou Márcia Fu. Do time que conquistou o vice-campeonato, ficaram
somente Hilma e algumas juvenis. O time também mudou de casa: saiu do
Guarujá e foi para Osasco.
O Minas voltou à briga pelo título com a chegada do
patrocínio da MRV Engenharia. Ela trouxe o técnico vice-campeão Cláudio
Pinheiro. Da sua ex-equipe, trouxe Leila, Ana Flávia e a levantadora
Kátia. Do Sollo/Tietê, chegou Andréia de Moraes. Do Cepacol, Ana Paula
Popó. E do Botafogo, a revelação Raquel Peluci. Em São Caetano, uma
mudança de patrocinadores. Saiu a Cepacol e entrou a parceira Mizuno/Uniban.
Com patrocinadores mais fortes, Willian reforçou bem sua equipe. De
Ribeirão Preto chegaram Fofão e Vera Mossa. Do Botafogo veio Janina. Do
Pinheiros, Filó. E do Leite Moça, a principal contratação, Ana Moser.
Permaneceram na equipe, dentre outras, Cilene e Simone Rivera.
A Recra perdeu o patrocínio da Transmontano, e perdeu
algumas jogadoras importantes. Mas conseguiu manter a base da equipe,
com Rô, Ana Volponi e Estefânia. Gisele e Rafa foram promovidas a
titulares, e Tina, ex-Pinheiros, completou a equipe. O time do técnico
Chico dos Santos contratou também uma jovem venezuelana, Graziela
Márquez. O Pinheiros também se reforçou. Do BCN, chegaram Fernanda
Doval e Arlene. Do São Caetano, Patrícia Cocco e Luciana Marques. Eliani,
a Lica, veio da Recra. E Andréia Teixeira veio do Tietê.
Do Paraná, um time estreante, o Londrina/Ametur. Os
destaques do time eram as argentinas Romina Lamas e Paula Parisi e as
centrais Diuvane e Luciana Ruiz. No banco, um novata que seria muito
conhecida no futuro: Elisângela Oliveira. O time de Tietê perdeu o
patrocínio da Sollo e montou uma equipe recheada de jovens atletas.
Do interior de Minas, outra novidade, O Marco XX/Estrela
D’Oeste. Destaque para jovens jogadoras que, no futuro, seriam
conhecidas da torcida: Thaís Barbosa (ainda jogando como meio de rede),
Dani Leal (ponteira), Denise Theodoro, além de Simone Rivera. O Datasul,
de Joinville, que ficou nas últmas colocações na temporada anterior, se
reforçou. Do campeão Leite Moça veio Susy Garbelotti. Do Sollo/Tietê, a
levantadora Estela, a experiente Fátima (campeã mundial juvenil em 87 e
89), a central Shily e a ponta Hélena Vercelino. Outro destaque da
equipe era a ponta Giorgette Mengarda.
Por causa do novo ranking, os times tinham a certeza que
o domínio do Leite Moça da temporada passada, quando conquistou o título
de forma invicta, não iria se repetir. “Ninguém vai conseguir ser
campeão invicto como o Leites Nestlé fez no ano passado. Nesta
Superliga, vai levar vantagem o time que se estruturar primeiro”, disse
Cacá Bizzochi, técnico do BCN (que havia sido campeão paulista meses
antes). O técnico do Leites, Sérgio Negrão, endossou: “Não somos
favoritos. Todo mundo está no mesmo bolo”. Cláudio Pinheiro, do MRV/Minas,
também comentou: “Os times de São Paulo saem na frente por estarem com
suas equipes montadas há mais tempo. Mas podemos ficar entre as quatro
primeiras”.
Ao final do primeiro turno, tudo parecia se repetir das
temporadas anteriores. Leites Nestlé e BCN chegaram à última rodada na
liderança, com o Leites ainda invicto. Mas desta vez, a história foi
outra. O BCN venceu o jogo por 3x2 e quebrou uma série invicta do time
de Sorocaba que já durava 39 jogos. A última derrota do Leites Nestlé em
Superligas foi na temporada 94/95, no segundo jogo das semifinais contra
o L’acqua di Fiori/Minas.
Apesar da derrota, o Leites continuou líder da Superliga.
Ao final da fase de classificação, terminou em primeiro lugar, com
apenas uma derrota, pro BCN. Nas quartas-de-final, enfrentou o Marco
XX/Estrela D’Oeste. O Mizuno, que na última rodada tirou a segunda
posição do BCN, pegou o Bonja/Datasul. O BCN, terceiro colocado, jogou
contra o Blue Life/Pinheiros. E no duelo entre quarto e quinto
colocados, a Recra/JC Amaral enfrentou o MRV/Minas. Ao final, os times
com melhor campanha se garantiram nas semifinais, sem precisar do
terceiro jogo em nenhuma série. O Leites venceu o Marco XX por 3x0 e
3x0. O Mizuno/Uniban despachou o Bonja por 3x0 e 3x1. O BCN bateu o
Pinheiros por 3x0 e 3x1. E a Recra eliminou o Minas por 3x0 e 3x2. Nas
semifinais, o Leites enfrentaria a Recra. Mizuno e BCN firam a outra
série.
O Leites começou arrasador na série semifinal. Venceu o
primeiro jogo por 3x0 (15x05, 15x11, 15x11). A Recra jogou desfalcada de
Tina. A central, que passara por uma cirurgia para isolar um aneurisma
cerebral em agosto de 96, se contundiu no aquecimento. “Não serve como
desculpa. Mas a ausência dela prejudicou nossa atuação”, disse o técnico
Chico dos Santos. O técnico Sérgio Negrão se mantinha calmo. “Começamos
bem a semifinal. Mas a equipe ainda deixa a desejar na recepção”. E se a
Recra não podia contar com Tina, o Leites estava desfalcado de Ana
Paula, que desde o segundo turno se recuperava de uma contusão na tíbia
e não poderia mais defender o time na Superliga.
Para o segundo jogo, o técnico Sérgio Negrão esperava
contar com o fator quadra para chegar às finais. Afinal, eram três anos
de invencibilidade do time jogando em casa, no Ginásio Gualberto
Moreira, em Sorocaba. No time de Ribeirão Preto, o técnico Chico dos
Santos pediu à equipe para errar menos. “Cedemos quase a metade dos
pontos em erros de ataque. Eles não podem ser repetidos se quisermos
vencer”. Mas não foi suficiente. O Leites venceu o jogo por 3x0 e ficou
à uma vitória de sua terceira final consecutiva.
O terceiro jogo, de novo em Sorocaba, tinha tudo para
terminar com uma vitória do Leites. Mas a Recra se mostrou um time
valente e brioso. Venceu por 3x2 (05x15, 15x11, 01x15, 15x09, 16x14) e
quebrou uma invencibilidade de 13 jogos das donas da casa, além de
quebrar a mítica de não perder jogando em casa. Sérgio Negrão, técnico
do Leites Nestlé, creditou a derrota ao menosprezo de sua equipe perante
o adversário. “O excesso de confiança que tanto procuramos evitar
durante a semana acabou permitindo a vitória da JC Amaral. Mas o
adversário também teve muitos méritos”. O técnico da Recra/JC Amaral,
Chico dos Santos, estava emocionado. “Nosso time foi humilde e mostrou
que sabe se recuperar”, disse, chorando.
No quarto jogo, apesar de toda a empolgação da torcida,
que lotou a Cava do Bosque, em Ribeirão Preto, a Recra não conseguiu
segurar a força do Leites Nestlé. Mais concentradas na quadra, não deram
chance às rivais e venceram o jogo por 3x0, fechando a série semifinal e
classificando-se para sua terceira final consecutiva.
Na outra série, o Mizuno saiu na frente. Venceu o
adversário por 3x0 (15x11, 17x16, 15x11), mesmo jogando fora de casa, em
Osasco. Optando pelo saque forçado, a equipe de Ana Moser criou
problemas na recepção e conseguiu neutralizar a rapidez de ataque, ponto
forte do BCN, de Márcia Fu. “A gente conseguiu manter um nível de jogo
legal. A maior preocupação era mesmo o ataque delas, que é muito forte”,
disse Vera Mossa. “Vamos ter que melhorar, mas o time tem força pra se
recuperar”, comentou a derrotada Hilma.
O BCN fez de tudo para igualar a série. A direção do time
prometeu camisas para os primeiros 1000 torcedores do time que chegassem
ao ginásio Lauro Gomes, em São Caetano. Por seu lado, o técnico Cacá
Bizzochi preparou a equipe para o confronto com treinos específicos. Ele
disse que a equipe esteve mal em tudo: ataque, contra-ataque, defesa e
bloqueio. “Se não tivéssemos errado tanto, principalmente no ataque,
poderíamos ter vencido”, comentou. O técnico Willian contou com o
retorno de Filó, recuperada de contusão. E com Filó em quadra, o Mizuno/Uniban
não deu chances ao BCN. Venceu o segundo jogo por 3x1 e ficou à um
triunfo da final.
No terceiro jogo, novamente em São Caetano, o Mizuno
selou de vez sua ida à final. Venceu o BCN por 3x2 (11x15, 15x07, 13x15,
15x07, 15x06) e fechou a série por 3x0. Para muitos, foi uma surpresa.
Ao início da competição, era considerada a quinta força do torneio. E a
equipe foi formada apenas há dois meses do início da Superliga, enquanto
o BCN vinha de um título no Campeonato Paulista. O técnico Cacá Bizzochi,
que não pode contar com Márcia Fu, com uma tendinite no ombro direito,
estava inconformado. “Faltou pouco pra gente ganhar. No momento decisivo
a equipe se descontrolou. Foi fatal”.
As finais prometiam um duelo equilibrado. Se o Leites
apostava em seu conjunto, que vinha de quatro temporadas, o
Mizuno/Uniban contava com a força do ataque de Ana Moser, a excelência
do passe de Vera Mossa e a distribuição de Fofão. À favor do Leites, o
retrospecto contra o adversário. Na fase regular da Superliga, duas
vitórias: 3x0 e 3x2.
Ana Moser, principal nome do Mizuno, tinha uma preparação
especial para jogar. Um ano antes, ela passara por uma delicada cirurgia
no joelho, que quase a tirou dos Jogos de Atlanta. Sua preparação era
diferente das demais atletas. Era submetida a uma carga de trabalho que
privilegiava o fortalecimento muscular, à base de ginástica, diminuição
da carga de saltos e horas na piscina. A equipe foi além: importou um
aparelho chamado pliear (uma espécie de cama que desliza, usada no
trabalho de saltos, para evitar o desgaste das articulações dos
joelhos).
O duelo também ficou marcado por uma disputa saudável
entre duas amigas. A alemã Susanne Lahme queria conquistar o título, em
sua primeira temporada no Brasil, mas para isso tinha que derrotar Vera
Mossa, com quem jogou por duas temporadas no Sumirago, da Itália.
No primeiro jogo, em São Caetano, vitória do Leites, por
3x1 (15x10, 15x09, 14x16, 15x03), em 1 hora e 57 minutos de partida.
Prevaleceu a superioridade técnica da equipe de Sorocaba. Os destaques
ofensivos foram Tara (12 pontos e 10 vantagens) e Denise (12 pontos e 18
vantagens). “Agora ficou mais fácil. O que temos que fazer é ratificar a
vantagem de fazer dois jogos em casa para ficar com o título”, disse o
técnico Sérgio Negrão. “A equipe não conseguiu apresentar o mesmo
desempenho dos jogos anteriores. Não tivemos um bom ritmo de jogo e, por
vezes, a equipe se perdeu na quadra”, comentou, abatido, o técnico
Willian Carvalho.
A vitória do Leites Nestlé também foi garantida graças ao
desempenho no setor defensivo, no qual a presença de Ricarda, uma opção
tática de Sérgio Negrão, permitiu que a equipe vencesse as constantes
disputas de pontos.
O Mizuno/Uniban, por ter uma equipe menos técnica que o
Leites, tentou vencer pela força dos ataques de Ana Moser e Vera Mossa.
Mas, sobrecarregadas, elas decepcionaram. Moser terminou o jogo com 5
pontos e 20 vantagens. Vera Mossa anotou 8 pontos e 10 vantagens. “Não
fomos bem, mas o título ainda não é delas. Tem muita coisa pela frente”,
disse Ana Moser. A levantadora Fofão também falou depois do jogo.
“Ficamos nervosas no momento errado e elas se aproveitaram disso”.
Cilene, que se recuperava de uma contusão na perna esquerda, marcou 4
pontos e 19 vantagens.
O Leites ficou mais perto do título ao vencer o segundo
jogo da decisão. Jogando em casa, bateu o Mizuno/Uniban por 3x1 (15x11,
13x15, 15x08, 15x13) e ficou à uma vitória do tricampeonato. Na
tentativa de igualar a série, o técnico Willian Carvalho optou por um
saque forçado. Com esse expediente, dificultou o passe do Leites e
equilibrou a partida. Mas com a entrada de Ricarda, no terceiro set, as
donas da casa corrigiram os problemas com a recepção. O time, comandando
pela levantadora Fernanda Venturini, se aproveitou do nervosismo das
adversárias para fechar os últimos sets. “A entrada da Ricarda deu
estabilidade ao time. Ela consegue ocupar uma área muito grande no
passe, e isso libera as outras jogadoras”, comentou Sérgio Negrão.
No terceiro jogo, deu a lógica. O Leites Nestlé venceu
novamente e conquistou o tricampeonato, repetindo o feito da Sadia, que
na década de 80 conquistou três vezes consecutivas a Liga Nacional. No
jogo decisivo, venceu o Mizuno/Uniban por 3x0 (15x08, 15x08, 15x12), em
1 hora e 25 minutos de partida, para a alegria das 2000 pessoas que
lotaram o Ginásio Gualberto Moreira, em Sorocaba.
A vitória na final fez justiça à uma equipe quase
perfeita. Se não conseguiu repetir o feito da temporada anterior, quando
foi campeã invicta, ficou perto. Foram apenas 2 derrotas e 25 vitórias,
com um aproveitamento de 92.60%.
No jogo final, o Leites foi superior o tempo todo. Com
Ricarda na quadra para dar mais qualidade ao passe, o time usou bem as
centrais Karin e Susanne Lahme, e contou com a força de Denise e Tara
Cross-Battle nas pontas. Tara, aliás, foi a mais eficiente no jogo, com
8 pontos e 20 vantagens. Do outro lado, o Mizuno abusou dos erros,
principalmente no passe, o que dificultou a distribuição de Fofão. Dos
45 pontos do Leites no jogo, 19 foram em erros da equipe de São Caetano.
“No começo tinha cobrança de termos que ganhar o
campeonato invictas. Depois, cobraram passar pelas semifinais invictas.
E depois, queriam 3 a 0 na final. Não acabamos invictas, mas conseguimos
corresponder às expectativas”, disse a atacante Denise. “O tricampeonato
foi merecido. O Leites Nestlé foi o time mais regular de toda a
temporada. E, apesar dos problemas de contusão que tivemos, como o da
Ana Paula, conseguimos manter o mesmo padrão tático”, comentou Sérgio
Negrão.
Do lado das derrotadas, era só desolação. “Erramos, mas o
mérito foi todo do time deles, que fechou bem o bloqueio”, disse
Willian. “Estou triste por ter perdido, mas contente pela campanha.
Éramos a quinta força e chegamos na final, perdendo para a melhor equipe
do mundo”. A atacante Ana Moser creditou a derrota à falta de
experiência do time. “Valeu o trabalho, tínhamos no time muitas
jogadoras inexperientes”.
As Campeãs
Ana Paula Connelly
Fernanda Venturini
Denise Souza
Tara Cross-Battle
Susanne Lahme
Ricarda Lima
Marcelle Rodrigues
Karin Negrão
Silvana Kühl
Analirdes Santana
Tatiana Rodrigues
Edna Veiga
Mirian Volkweis
Simone Fagundes - Perereca
Renata Dias
Mariângela Alves Sabino
Letícia Reis – Leca
Técnico: Sérgio Negrão
Auxiliar: Índio
|
EQUIPES |
|
LEITES NESTLÉ |
MIZUNO/UNIBAN |
BCN/OSASCO |
|
Fernanda
Venturini |
Ana Moser |
Ângela de
Moraes |
|
Ana Paula
Connelly |
Vera Mossa |
Márcia Fu |
|
Susanne
Lahme |
Hélia Souza
– Fofão |
Hilma
Caldeira |
|
Tara
Cross-Battle |
Ericléia
Bodziak – Filó |
Ana Beatriz
das Chagas |
|
Denise Souza |
Cilene Rocha |
Andréia
Marras |
|
Ricarda Lima |
Janina
Conceição |
Sandra
Suruagy |
|
Karin Negrão |
Letícia
Calil |
Denise
Nicolini |
|
Silvana Kühl |
Sabrina
Ganzerla |
Josiane
Grunewald |
|
Marcelle
Rodrigues |
Alessandra
Oliveira |
Renata Lúcia
Carvalho |
|
Mariângela
Alves Sabino |
Simone Souza |
Daniela
Berto |
|
Analirdes
Santanta |
Ana Lúcia
Bombom |
Márcia
Begianoni |
|
Tatiana
Rodrigues |
Vanessa |
Ana Cláudia
Ramos |
|
Técnico:
Sérgio Negrão |
Técnico:
Willian Carvalho |
Técnico:
Cacá Bizzochi |
|
Auxiliar:
Índio |
Auxiliar:
Luizomar de Moura |
|
|
|
|
|
|
RECRA/JC AMARAL |
MRV/MINAS |
BLUE LIFE/PINHEIROS |
|
Estefânia de
Souza |
Leila Barros |
Fernanda
Doval |
|
Cristina
Lopes – Tina |
Andréia de
Moraes |
Patrícia
Cocco |
|
Ana Maria
Volponi |
Marianna
Cenni |
Arlene
Xavier |
|
Rafaela
Félix |
Renata
Ferrer |
Luciana
Marques |
|
Gisele
Florentino |
Walewska
Oliveira |
Eliani
Oliveira – Lica |
|
Rosângela
Nascimento |
Raquel
Peluci |
Carolina
Albuquerque |
|
Kerly Paiva |
Kátia Lopes |
Fabiana
Berto |
|
Adriana
Fuchs |
Virna Dias |
Priscila Pal |
|
Roseli Melo |
Ana Paula
Lima – Popó |
Andréia
Teixeira |
|
Viviane de
Oliveira |
Ana Flávia
Sanglard |
Valeskinha
Menezes |
|
Vanessa
Paterlini |
Roberta
Vieira |
Janaína
Miranda |
|
Graziela
Márquez |
Dóris |
Geane |
|
Técnico:
Chico dos Santos |
Técnico:
Cláudio Pinheiro |
Técnico:
Ariovaldo Rabello |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
BONJA/DATASUL |
MARCO XX |
LONDRINA/AMETUR |
|
Analu
Cardoso |
Thaís David
Barbosa |
Elisângela
Almeida Oliveira |
|
Giorgette
Cristina Mengarda |
Eloíza
Schillickmann |
Tatiana
Ribas da Silva |
|
Maria Estela |
Simone
Rivera |
Simone Leme
da Silva – Neguinha |
|
Shily Lopes
Galvão |
Denise
Theodoro |
Luciana Ruiz |
|
Hélena
Schincariol Vercellino |
Daniela Leal
dos Santos |
Diuvane
Belleti |
|
Fátima dos
Santos |
Juliana
Baldissera |
Michele
Behling |
|
Susy
Garbelotti |
Luciana La
Plata |
Romina Lamas |
|
Claudenice
dos Santos – Neneca |
Marcela
Soares da Cunha |
Paula Parisi |
|
Sílvia de
Oliveira |
Juliana
Godói |
Dirce
Aparecida Ferraresso |
|
Elaine Alves
dos Santos |
Deborah
Schaeffer de Sant’Anna |
Kássia
Garcia |
|
Fernanda da
Rosa |
Maria
Cristina Crisbach |
Juliana
Patrício Fernandes |
|
Sílvia Paula
Lopes |
Patrícia
César Bernardo |
Ana Paula
Platz |
|
Técnico:
Airton Nascimento |
Técnico:
Romeu Beltramelli |
Técnica:
Farid Beraldo |
|
|
|
|
|
TIETÊ VÔLEI |
|
|
|
Joelma
Perandre Moraes |
|
|
|
Kátia Ramos
dos Santos |
|
|
|
Evelaine
Domingues |
|
|
|
Mônica
Arantes Wagner |
|
|
|
Karyn
Roberta dos Santos |
|
|
|
Tatiana
Macéa |
|
|
|
Hedla Farias |
|
|
|
Silmara Belo
Somini |
|
|
|
Gislene
Hesse Lima de Souza |
|
|
|
Magda
Roberta Camargo |
|
|
|
Anne
Caroline Duarte |
|
|
|
Técnico:
Dagoberto Camargo |
|
|