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Thursday 21 November 2019
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Thaisa confirma propostas do exterior: “Já sei que algumas poderão ir para fora. Tenho propostas para ir também”

Thaisa: “Tudo vai depender de ter espaço ou não nos clubes daqui do Brasil” Foto: Guilherme Zilse/Divulgação

A central Thaisa sempre deu preferência por permanecer no Brasil, mas duas propostas para atuar no vôlei asiático podem fazer com que ela saia do país mais uma vez. O motivo: a manutenção do ranking para atletas de sete pontos para a temporada 2019/2020. A decisão tomada em reunião entre dirigentes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e representantes de nove dos 10 primeiros clubes da fase classificatória da Superliga pode resultar ainda na transferência de outras jogadoras.

 

“Já sei que algumas poderão ir para fora. Tenho propostas para ir também. Tudo vai depender de ter espaço ou não nos clubes daqui do Brasil”, afirmou Thaisa. Em 2016, ela viveu o mesmo impasse, e acabou se transferindo para o Eczacibasi Vitra, da Turquia.

 

“Muita gente, que se acha bem informada, falou que eu estava indo por dinheiro. Mas não foi nada disso. Saí porque tinha um contrato de dois anos e que foi rompido após a primeira temporada. No meu caso, com sete pontos, não tinha praticamente opção para me encaixar em algum clube brasileiro”.

 

O sistema de ranking foi implantado pela CBV na temporada 1992/1993, e ao longo dos anos vem sofrendo mudanças. Dessa vez, para a próxima Superliga Feminina, cada clube poderá inscrever no máximo duas atletas de sete pontos, além de duas estrangeiras.

 

“A CBV deu esse poder aos clubes que, por sua vez, só pensam em enfraquecer e desmontar os outros times. Daí tira o direito de uma atleta ir para uma determinada equipe para enfraquecer quem pode mantê-la em seu elenco. A partir disso, nós somos obrigadas a sair do país ou receber 60% menos”, explicou Thaisa. “E a maioria desses clubes que vota a favor da manutenção do ranking, não tem nem condições de contratar essas jogadoras de sete pontos”, completa.

 

Machismo

As dez atletas que fazem parte do ranking de sete pontos se posicionaram em suas redes sociais, e o machismo foi a palavra mais usada por elas. “Sim, porque a partir do momento em que a CBV finalizou o ranking para o masculino, deveria ter acabado também para o feminino para ser igual. É machismo no esporte?”, disse Thaisa.




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Camila
Visitante
Camila

Thaísa deveria parar de se expor tanto nas redes sociais com modelitos e tatuagens, e treinar um pouco mais e ganhar ritmo como antigamente!

Hermes Correia
Visitante
Hermes Correia

O ranking tem de acabar no feminino. Nesse particular estou com a Thaísa e as outras atletas. Ele só premia quem pode. Exemplo: o clube contrata duas c/7 pontos e mais algumas estrangeiras – que vem ganhando mais que as brasileiras de 7 pontos, porque presumi-se que virão para decidir os jogos. Os outros clubes que não tem recursos, ficam restritos apenas as atletas com menos pontos e, talvez, com uma de 7 pontos. Então qual é a vantagem?? Se acabaram c/o ranking no masculino, tem que acabar no feminino, afinal ele não proporciona melhoria no campeonato!!

MARCO ANTONIO
Visitante
MARCO ANTONIO

Realmente vergonhoso o machismo que impera no volei brasileiro. Pior, força nossas jogadoras buscarem continuidade de suas carreiras fora, o que enfraquece nossa Superliga.
Me sinto envergonhado por ser do sexo masculino, por gostar tanto de volei e não poder fazer nada em relação a uma situação que é puramente machismo mesmo.
Tenham um pingo de bom senso.
Acredito que as TVs deveriam apoiar, os jornalistas também e inclusive os jogadores.

FRANCISCO
Visitante
FRANCISCO

Nesse angu tem caroço. Deve ter interesses escusos para a manutenção desta merda de ranking.

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