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Friday 13 December 2019
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Vasileva já treina no Amil e está com fome de bola

Do alto de seus 1,94 metro de altura, Elitsa Vasileva não passa despercebida em nenhum lugar desde que chegou ao Brasil. Bela e esguia, a atacante búlgara que veio da Itália para defender o Vôlei Amil ainda transpira ares europeus. Mas por pouco tempo. Cada dia mais entrosada com a cultura, o idioma e a culinária do País, e contando com a ajuda das companheiras de time, logo poderá passar até por brasileira. A começar pelo bronzeado. Encantada com clima na cidade de Campinas, aproveita o tempo livre para tomar sol. “Eu adoro. Sempre que posso vou para a piscina. Estou aproveitando”, conta.

Na expectativa para o início da Superliga – o Vôlei Amil estreia nesta sexta-feira (23) contra o Sollys/Nestlé, em Osasco – Elitsa tem impressionado as companheiras e a comissão técnica em Campinas. Em quadra, pela potência dos ataques. Fora dela, pela simpatia e facilidade com que já entende português. O fato de falar italiano ajuda, mas a boa vontade em interagir conta muito. Além disso, ela está encantada com o País. “Antes de vir para cá, a única coisa que havia ouvido do Brasil era sobre o perigo da criminalidade. Pois cheguei e não vi nada disso. Não tenho receio nenhum em andar pelas ruas e estou adorando essa nova experiência”, afirma.

Com apenas 22 anos, este é o sexto ano em que a ponteira búlgara mora sozinha e longe da família. Depois de defender o CSKA Sofia entre 2005 a 2007, passou pelos times italianos do Esperia Cremona (2007-2009), Sirio Perugia (2009-2010 e Bergamo (2010-2011). Para matar a saudade dos pais e do namorado, que é jogador de basquete na Bulgária, o mundo virtual entra em cena. “Com a internet tudo fica mais fácil. Mas também estou habituada a morar sozinha, então, tenho saudades, mas nada que me atrapalhe no vôlei”, conta ela, que não desgruda do seu tablet.

Boa cozinha

As habilidades de Elitsa Vasileva não se restringem as cortadas na entrada e saída de rede. As mesmas mãos que castigam a bola em potentes cortadas também fazem delícias na cozinha. Recentemente, ela surpreendeu as companheiras com tortas e bolos que levou para adoçar os treinos na Arena Amil. “Gosto de cozinhar, mas só quando dá tempo. Normalmente, deixo uma carne pronta e preparo uma salada. Mas o que mais gosto de preparar são doces”, diz. Aliás, ela aprecia fazer e comer. “Adoro a comida brasileira. É tudo muito bom. Gosto muito de carne, de todos os tipos, mas me encantei com a picanha nas churrascarias. Isso sem falar no doce de leite, que é demais.”

Para Elitsa, que já sabia da origem búlgara da presidente Dilma Rousseff antes mesmo de imaginar jogar no País, há semelhanças entre Brasil e Bulgária. “Principalmente nos hábitos noturnos, de sair para jantar e dançar”, conta ela, que tem frequentado shoppings e restaurantes de Campinas, muitas vezes em companhia das companheiras de Vôlei Amil, especialmente Fernandinha, Natasha, Priscila e Suelen. “Me entrosei rápido com as meninas, elas são alegres e receptivas. Até porque, aqui sinto que é todo mundo junto, como um time. Na Itália a coisa é mais individualista”, completa a ponteira dona de duas medalhas de prata, uma de bronze e eleita a melhor atacante da European League de 2012, que espera uma Superliga muito disputada e de alto nível.

 



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