
Ainda repercute nos bastidores a falsa acusação de doping atribuída a jogadora da seleção brasileira e campeã olímpica Natália. Na última terça-feira, o caso da jogadora foi ao tribunal do STJD, que acabou emitindo pedido de desculpas pela acusação.
Diante da situação, a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, órgão que controla a política antidoping no Brasil, divulgou que irá investigar o que ocorreu junto ao laboratório Ladetec, do Rio Janeiro, para que houvesse o erro e questionará o mesmo pedindo explicações.
A entidade, que segundo normas internacionais, não pode se pronunciar oficialmente divulgando informações sobre o processo, lamentou a situação constrangedora a que Natália foi exposta e ressaltou a importância de orientar os atletas brasileiros para que evitem riscos à saúde e à carreira esportiva.
Já o diretor do Ladetec, Francisco Radler, preferiu não fazer comentários sobre o processo envolvendo a ponteira, alegando compromisso contratual com a Agência Mundial Antidoping (Wada).
De acordo com informações publicadas pelo site globoesporte.com, Natália aceitou o resultado do exame sem exigir a contraprova, e sua defesa afirmou que apenas as medicações usadas legalmente para tratar asma poderiam produzir a substância detectada pelo laboratório, e não os medicamentos que a jogadora utilizou após passar por cirurgia para a retirada de um tumor benigno na canela.
Ainda segundo o site, um dos três remédios prescritos para Natália, o Symbicort, produz a substância o 16-OH Prednisolone, permitida em uma concentração de até 30 nanogramas por mililitro. O medicamento não oferece vantagem competitiva e o seu uso é destinado apenas para preservar a saúde da atleta. O médico da atleta, João Olinto, descobriu por meio de pesquisas científicas que as taxas estavam dentro dos limites permitidos.


