Primeira mulher trans a atuar na Superliga do Brasil, a atacante Tifanny Abreu pode ser excluída do esporte. A nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que exige um teste genético (identificação do gene SRY) negativo para a categoria feminina, bane atletas trans das competições. O comunicado da entidade foi divulgado há poucos dias, gerando uma série de reações em defesa da jogadora. Agora, a mobilização aumentou com uma petição para a sociedade possa também participar.
“TIFANNY NÃO PODE SER A PRIMEIRA, A ÚNICA E A ÚLTIMA.”
“Nós, abaixo-assinados, atletas, profissionais do esporte, pesquisadores, profissionais da saúde, juristas, familiares, torcedores e cidadãos brasileiros, manifestamos nossa preocupação diante da alteração promovida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) em sua política de elegibilidade para competições femininas.
A nova regulamentação, anunciada em agosto de 2026, passou a impedir a participação de mulheres trans nas principais competições nacionais de voleibol, atingindo diretamente atletas que já construíram suas carreiras dentro do sistema esportivo brasileiro. Entre elas está Tifanny Abreu, atleta profissional do Osasco, cuja trajetória no voleibol feminino brasileiro se estende por aproximadamente uma década.
Tifanny Abreu, uma das pioneiras no voleibol brasileiro, vem enfrentando inúmeros desafios e preconceitos por ser uma mulher trans em um ambiente esportivo predominantemente cisgênero. Sua luta não é apenas pessoal, mas representa uma questão mais ampla de justiça e igualdade para todas as mulheres trans no esporte brasileiro. Infelizmente, a recente política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol ameaça reverter o progresso feito até agora e coloca em xeque o direito de participação dessas mulheres.
A questão aqui não é apenas a participação no esporte, mas sim a garantia de dignidade, segurança jurídica e inclusão para todas as atletas trans. A exclusão das mulheres trans do voleibol não é apenas uma injustiça individual, mas uma violação dos princípios universais de igualdade e direitos humanos garantidos pela nossa Constituição e por tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
É crucial que revisemos as políticas atuais da Confederação Brasileira de Voleibol que, de modo inadequado, restringem a participação de mulheres transgênero nas competições. Estudos científicos e experiências de outros países demonstram que a inclusão de atletas trans não causa prejuízos em termos de competitividade, mas enriquece o esporte por promover diversidade e diferenciação.
Portanto, solicitamos que a Deputada Federal Erika Hilton, junto ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e demais órgãos competentes, tomem medidas imediatas para revisar e reavaliar essas políticas discriminatórias. É imperativo que haja uma legislação clara e justa que defenda os direitos das mulheres trans no esporte, garantindo que não apenas Tifanny, mas qualquer outra mulher trans, possa competir e brilhar sob os holofotes que merecem.
Este apelo não se trata apenas de um ato de justiça, mas do reconhecimento da humanidade e dos direitos daqueles que têm sido marginalizados por muito tempo.
Mobilize-se com a gente. Assine esta petição para garantir justiça e igualdade para todas as mulheres trans no voleibol brasileiro.
Não queremos privilégios! Queremos que o Brasil discuta o tema com ciência, direito, transparência e humanidade.
Queremos que as atletas sejam ouvidas, que as regras sejam claras e que tenha segurança jurídica. Queremos que o debate seja realizado antes que carreiras sejam destruídas.
E queremos que uma menina trans que hoje veste uma camisa em uma quadra do Angels Volley ou de vários outros times do Brasil possa olhar para Tifanny, Amanda e tantas outras atletas e pensar:
Eu também posso chegar lá.”
Para assinar, clique no link: https://forms.gle/EGpmyo18toUEfTbv8.



