Depois de três edições ausente dos Jogos Olímpicos, a Seleção Búlgara masculina de Vôlei foi a Londres-2012 e obteve a quarta posição, melhor classificação do time desde a prata em Moscou-1980. No Campeonato Mundial da Polônia de 2014, a Seleção Alemã, meticulosamente, perdeu para quem poderia, venceu quem deveria e ficou com a medalha de bronze, melhor colocação do time desde a queda do Muro. Não fosse o bastante, alemães e búlgaros decidiram o torneio masculino de vôlei Jogos Europeus de Baku 2015, com vitória alemã.
Noutro esporte ou noutra ocasião, seria razoável pensar que o histórico recente levaria os dois times à competição olímpica e que, até, pensariam em medalha. Entretanto, se precisam disputar o Pré-olímpico masculino de Vôlei de Berlim, os cartéis dos dois times ficam eclipsados pelo peso, estatura e qualidade dos rivais, e quando entrarem em quadra, até haverá quem diga que são meros franco-atiradores.
Não que Alemanha e Bulgária já sejam cartas devidamente alijadas do baralho, e não que Finlândia ou Bélgica não possa atrapalhar a jornada de alguém. Mas é difícil pensar que o tíquete para o Rio-2016 e as duas vagas para o pré-olímpico do Japão não estejam entre França, Rússia, Sérvia e Polônia. E, para quem gosta do bom voleibol, é chato imaginar que pelo menos uma dessas quatro seleções não disputará as Olimpíadas deste ano.
Se a Sérvia tem o último ouro olímpico do século passado, conquistado ainda como Iugoslávia, em Sydney-2000, e é a atual vice-campeã da Liga Mundial, França, Polônia e Rússia são os atuais campeões das competições da maior relevância do vôlei – exceto, da Copa do Mundo: os russos ganharam o ouro em Londres, os poloneses venceram o campeonato mundial e os franceses, em 2015, a Liga e o Campeonato Europeu.
Os plantéis do quarteto também impõe respeito: Atanasijevic, Podrascanin e Uros Kovacevic defendem a Sérvia; a Polônia tem Kurek, jogador tido como injustiçado na convocação para o mundial de 2014, e a revelação Mika, que fez a festa da torcida bialo-czerwoni na final contra o Brasil; a França tem, provavelmente, o melhor líbero e o melhor ponteiro do mundo – respectivamente, Grebennikov e Ngapeth; e a Rússia, nesse ponto, é que tem uma interrogação: se, por um lado, Mikhaylov, ausente por contusão no mundial, defenderá o time, por outro, o central Muserskiy pediu para ser dispensado da competição.
Se Muserskiy fará falta ou não ao time, a Rússia poderá perceber já nesta primeira rodada. No único jogo do grupo B, às 12h, pelo horário de Brasília, os russos encaram os finlandeses, enquanto franceses e búlgaros, que também compõem a chave, folgam. Já no grupo A, a Alemanha começará a testar o fator casa, às 15h, contra a Bélgica. E, às 17h30, fechando a rodada inaugural, Sérvia e Polônia fazem o primeiro jogão do pré-olímpico.
As finais do Pré-olímpico de Berlim serão no domingo, dia 10.



