O Clássico do Voleibol Brasileiro abriu as semifinais da Superliga feminina com um jogo emocionante, assinalado por uma atuação elevada de Carcaces, um erro marcante da arbitragem, cinco sets, 39 pontos de bloqueio e o fim de uma escrita: fazia dois anos que o Vôlei Nestlé não vencia o Rexona-AdeS.
Na noite desta segunda-feira, em Osasco, o Vôlei Nestlé venceu o Rexona-AdeS por 3 sets a 2, com parciais de 25-22, 14-25, 26-24, 19-25, 15-10, em 2h39min. Foi apenas a segunda derrota das cariocas em toda a competição, mas é um revés que obriga o Rexona a vencer a próxima partida, no Rio, para forçar um terceiro jogo.
A ponteira cubana Carcaces ganhou o VivaVôlei. Ela foi a maior pontuadora do jogo, com 25 acertos, sendo 22 no ataque (45% de aproveitamento), seguida de Thaisa, com 21. Natália e Gabi, ambas com 19 pontos, foram as pontuadoras principais do Rexona-AdeS.
No ataque, foram 57 pontos do Rexona contra 52 do Nestlé e, em aces, 5 a 2 para as cariocas, mas chamou a atenção o placar de pontos de bloqueio: 20 a 19 para o time de Osasco, com nove pontos de Thaisa contra sete de Carol nesse fundamento.
O Vôlei Nestlé começou melhor no primeiro set, com um bom saque e, quase em consequência, com um bloqueio agressivo. O Rexona-AdeS equilibrou a parcial e até virou o placar, com uma inversão que pôs Lorenne e Roberta em quadra, mas, na reta final, quando a bola de meio já estava bem marcada, Carcaces foi o desafogo do ataque osasquense e assim foi até o fim do jogo: sempre que o ataque pelo meio ficava marcado, Dani Lins chamava a cubana na entrada de rede – e ela resolvia.
O segundo set esteve equilibrado até Juciely chegar ao saque. Com uma passagem da central no serviço, o Rexona conseguiu sete pontos seguidos e abriu 13 a 6. A partir daí, a vantagem, que já parecia decisiva, só fez aumentar e nem a entrada de Lise Van Hecke mudou o rumo do set.
No terceiro set, o momento crucial da partida. O Rexona cometia alguns erros e tinha dificuldade nos ataques de meio. Com isso, o Nestlé chegou a uma vantagem de 16 a 12, mas duas alterações na equipe carioca mudaram o ritmo do jogo. Com cãibra, Natália deu lugar a Drussyla, enquanto Roberta substituiu Thompson. A reação do Rexona levou o time a liderar o marcador por 20 a 19 na reta final do set, que findou emocionante e polêmico.
O Rexona abriu 23-20, mas tomou o empate na sequência. Com o set point na mão, Roberta teve um dois toques apontado. Em seguida, num lance que lembra o emblemático ataque de Fernanda Garay contra a Rússia em Londres, Gabi (do Rexona) atacou uma bola assinalada, erradamente, como fora pela arbitragem. A vitória do Nestlé veio na bola seguinte.
No quarto set, o time de Osasco abriu 5 a 2, mas o Rexona virou para 11 a 7. Numa passagem de três pontos seguidos de bloqueio, o time de Osasco empatou a parcial em 16 a 16, mas, com o passe quebrado, não manteve o equilíbrio na fase final do set e o jogo foi para o tie break.
O bloqueio do Nestlé, que marcou cinco pontos na parcial decisiva, começou o set desempate pressionando o ataque carioca e o time abriu 6-1. A partir daí, a marcha dos pontos do tie break mostrava o Nestlé abrindo vantagem e o Rexona encostando no placar, mas pecando no ataque em lances decisivos. Natália, muito acionada, acabou bloqueada duas vezes consecutivas por Dani Lins na reta final.
Sexta-feira, às 18h45, Rexona-AdeS e Vôlei Nestlé voltam a se enfrentar pelas semifinais da Superliga. O jogo será no Rio de Janeiro.



