Depois de avançarem para as oitavas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em segundo lugar no grupo A, Alison e Bruno Schmidt encaram seu primeiro desafio eliminatório neste sábado (13/08). Herrera e Gavira, da Espanha, estarão do outro lado da rede, às 11h (de Brasília), na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana.
Pode-se dizer que os rivais têm história diante de brasileiros. Pablo Herrera disputou uma final olímpica contra Ricardo e Emanuel, em Atenas (2004) – na ocasião, ao lado de Javier Bosma, ficou com a prata. Com Adrián Gavira, com quem está desde 2009, ele superou Evandro e Pedro Solberg na decisão do Grand Slam de Moscou, em 2015.
Alison, que sofreu uma leve torção no tornozelo durante o último jogo da fase de grupos, está recuperado e pronto para encarar mais um desafio rumo ao pódio. “A torcida está maravilhosa, sabíamos que seria uma energia incrível, mas não tínhamos noção de como. Eles estão apoiando muito, isso faz deixar qualquer erro ou dor para trás. Estamos muito focados e motivados, vamos buscar essa classificação”, disse o capixaba.
Os espanhóis ficaram com a liderança do grupo F, do qual eram cabeça de chave, na primeira fase. A campanha é a mesma de Alison e Bruno: duas vitórias e um revés. O retrospecto é favorável para os brasileiros, que venceram os dois encontros com os próximos adversários. O primeiro em 2014, no Grand Slam de Berlim, e o segundo em 2015, no Grand Slam da Polônia.
Classificados em segundo lugar no grupo D, Pedro Solberg e Evandro encaram mais um desafio nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, agora pelas oitavas de final. Os cariocas enfrentarão pela primeira vez na carreira os russos Dmitri Barsuk e Nikita Liamin, também neste sábado (13/08), às 16h, na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana.
Pedro e Evandro avançaram de fase após vitória sobre os letões Samoilovs e Smedins por 2 sets a 1, no último jogo do grupo D. Eles encaram a parceria russa, que ficou em segundo na chave B, com duas vitórias e uma derrota. Com apenas 14 torneios disputados no Circuito Mundial, os europeus nunca duelaram contra os brasileiros.
“Ficamos felizes pela vaga à próxima fase, mas já temos que pensar para frente. Nossa chave era bastante difícil, tivemos resultados não tão bons, mas nos superamos, fizemos nossa parte na hora certa. Agora começa uma nova olimpíada para nós. Cada jogo é uma final, vamos dar nosso melhor em busca de um bom resultado”, disse Evandro.
Barsuk e Liamin se uniram em 2014, se separaram ao final daquele ano e retornaram o time no início de 2016. Ficaram apenas na 35ª posição do ranking olímpico, mas conquistaram a vaga pela Repescagem Mundial, vencendo duplas do Cazaquistão, Venezuela, Marrocos, Canadá, México e Bélgica.
No tour internacional, o melhor resultado do time é um bronze, no Open de Xiamen, em 2014. Barsuk disputou os Jogos de Pequim ao lado de Kolodinskiy, ficando em 9°.
A partir das oitavas de final, todos os jogos do torneio são eliminatórios. O vencedor do duelo entre Brasil e Rússia encara, nas quartas de final, o time que se classificar no confronto entre os italianos Nicolai/Lupo e Carambula/Ranghieri. Os cariocas só poderão cruzar com Alison e Bruno Schmidt em uma eventual disputa de medalhas.



