Juju Perdigão em sua formatura. (Arquivo Pessoal)
A carioca Juliana Cardoso Perdigão, conhecida da torcida como Juju Perdigão, está em um ano de conquistas e de grandes desafios. Paralelamente aos treinos, viagens e competições, ela também dedicou os últimos anos ao curso de Arquitetura, pela PUC-RJ e se formou recentemente. A conquista veio com muito esforço, agora recompensado.
Depois de algumas temporadas como reserva da bicampeã olímpica Fabi na equipe do técnico Bernardinho, a líbero jogou a temporada passada pelo Fluminense e, neste ano, aceitou o convite para assumir a posição no Brasília Vôlei, sendo uma das atletas mais experientes do reformulado elenco da capital brasileira.
No tricolor, Juju foi campeã carioca e chegou com o time aos playoffs da Superliga. Agora, espera resultados ainda maiores. “As minhas expectativas pra temporada são as melhores possíveis. O Brasília diminuiu o orçamento, mas mesmo assim montou um time pronto pra brigar e com atletas que estão buscando grandes objetivos juntas. Aqui cada uma terá que se superar individualmente para formarmos um grupo forte. E é isso que todas nós almejamos pra essa temporada. Um grupo que joga junto, que não vai desistir nunca e que vai surpreende”, disse.
Da parte individual, Juju também vê como positiva a mudança de time e de estado. “Individualmente falando, vejo aqui uma grande oportunidade de crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Será meu primeiro ano jogando fora da minha cidade e a segunda temporada jogando efetivamente. Então algumas situações não serão novidade. É um time em que eu não sou mais uma das mais novas, logo assumo outra posição diante do grupo e que vai ser muito bom para o meu crescimento”, afirmou.
Com a conclusão do curso, a dedicação total será para o vôlei. Porém, Juju lembra as dificuldades enfrentadas nas temporadas passadas. “Sempre foi uma correria. Fiz a faculdade presencial e 90% das aulas eram na PUC. Em alguns dias, as aulas eram bem cedo, das 7h às 9h. De lá, eu corria para o treino da manhã. O restante das matérias eu fazia entre um treino e outro. Algumas vezes, não conseguia ficar a aula toda e conversava com os professores para explicar a situação”, lembra.
[caption id=”attachment_42055″ align=”alignleft” width=”263


