Jogadora já atuou na Itália, na Polônia e no Azerbaijão. (
Foto: Arquivo)
Por Júnior Barbosa
Aos 38 anos, a ponteira Érika Coimbra planejava jogar por mais dois anos, encerrando a carreira no Hinode Barueri, projeto que participou desde o início e que ajudou a subir para a divisão principal da Superliga. Depois de conquistar o vice-campeonato estadual e de chegar aos playoffs logo na primeira participação na elite, não houve interesse do clube paulista na renovação. Bem fisicamente e motivada, ela disputará a próxima temporada no exterior.
Érika tem passagens por equipes da Itália, da Polônia e do Azerbaijão. Seu novo time, no entanto, não será europeu. Ela aguarda os últimos detalhes para divulgar o acerto e segue treinando a parte física em sua cidade natal, Lagoa Santa-MG, na região metropolitana de Belo Horizonte. No próximo mês, ela já deverá viajar para o novo desafio, após mais de 20 anos como atleta profissional.
Com exclusividade, Érika deu mais detalhes sobre o atual momento. Ao Hinode Barueri, ela só tem agradecimentos e diz respeitar a decisão do time de não renovar o contrato. Confira:
Por mais quanto tempo espera continuar jogando?
Pretendo continuar por mais uns dois anos. Na última temporada, me dediquei muito e vi que posso jogar ainda. Só preciso ter oportunidade.
Você está negociando com algum clube?
Tenho proposta de fora do país e acabei resolvendo mais uma vez retribuir tudo o que o vôlei me deu e abrir um novo mercado no mundo do vôlei. Sou movida a desafios.
Como você está fazendo para manter a forma?
Fiquei dois meses sem fazer nada e confesso que acabei desanimando por um período, pensando em estudar fora. Acabei recebendo duas propostas do exterior e pensei: Por que não? Vou juntar o útil ao amor pelo vôlei. Já que no Brasil não tive oportunidades, vou aonde me dão.
Quando espera definir seu novo time?
Ainda nesta semana
Você foi um dos primeiros nomes do projeto em Barueri, sendo a capitã do time. Como foi a saída? Te ofereceram alguma proposta? Você pensava em continuar?
A saída foi tranquila, até porque não tive nenhuma proposta. Foi uma experiência incrível estar esses dois anos em Barueri, mas faz parte eles quererem renovar a equipe.
Qual o sentimento com o time?
Eu vesti a camisa e me dediquei bastante nos treinos e ao projeto. Tenho carinho e amor por essa equipe que vi crescer e fico muito feliz que o projeto continue. É claro também que gostaria de continuar com eles, mas envelhecemos e o time fez a opção de renovar. Eu desejo muito sucesso ao Barueri, que será sempre a minha casa.
O técnico José Roberto Guimarães chegou a conversar com você?
Tenho muita gratidão, respeito e carinho pelo Zé e sua família. Ele não chegou a falar nada comigo sobre o time, até porque ele tem alguém que faz esse tipo de trabalho no time. Nossa amizade e respeito ficam e sempre estarei na torcida pelo nosso tricampeão olímpico.
O que te motiva a continuar nas quadras?
Amor, saúde e respeito! Não poderia deixar também de reconhecer a motivação diária que meus fãs me passam.
Elisângela e Fofinha são exemplos de ex-atletas que passaram a atuar nos bastidores depois que deixaram as quadras. Você pensa em seguir o mesmo caminho?
Com certeza! Em um futuro breve, espero ter essa oportunidade.
O que o torcedor pode esperar da Érika para a temporada 2018/2019?
O de sempre (risos). Mesmo com 38 anos, estarei treinando muito, jogando, lutando e dando amor a todos. Agradeço muito aos fãs pelo carinho!


