Créditos de Imagem e Reprodução: Divulgação/Sesc
Ela é uma das centrais que tem disputado espaço na seleção brasileira, revezando com Carol e as veteranas e medalhistas olímpicas Adenizia e Thaisa. Em uma entrevista exclusiva, Bia analisa as oscilações do time canarinho diante de outras seleções, o desejo antigo de ser treinada pelo técnico Bernardinho e o carinho da torcida de Osasco
Acredito que foi a Tandara que parafraseou “esta geração que está vindo é a mais criticada”. Como é para vocês trabalharem o psicológico diante de tantas críticas?
A critica sempre vai existir, as gerações passadas também foram criticadas. A equipe que foi para as Olimpíadas de 2016 também foi muito criticada. Nem sempre vamos conseguir agradar a todos com os resultados. A gente lida muito bem com isso, ainda mais por fazer parte da nossa profissão. Estamos sempre sujeitos às críticas e as pessoas vão julgar situações. É algo normal do nosso cotidiano. Temos trabalhado muito bem e estamos nos blindando cada vez mais. Nossa preocupação é trabalhar e treinar com dedicação.
Você está começando a se firmar na seleção e jogou no Mundial. Como foi esta experiência?
Foi uma experiência bacana, por mais que nós não tenhamos atingido o resultado nem perto do que a gente gostaria. Mas aprendemos muito com as experiências vividas ali com o grupo. Poder estar no Mundial e vestir a camisa do Brasil foi um sonho realizado. Com essa derrota, percebi que temos que melhorar em muitos aspectos, como nos dedicar mais nas próximas competições.
Estamos no meio do ciclo olímpico e, no seu ponto de vista, o que o Brasil pode melhorar?
Este ano, especificamente, tivemos muitos problemas físicos com o time. Acredito que, para a próxima temporada, o time irá vir bem fisicamente. Tivemos atletas voltando de cirurgia e algumas lesões um pouco mais graves ocorridas no meio da nossa preparação, o que nos prejudicou de certa forma. Sempre temos que melhorar em alguma coisa, como em fundamentos. Brasil defende muito bem, bloqueia muito bem e um bom poder de ataque, mas devemos começar a aderir um jogo acelerado, algo diferente, pois tem grandes seleções que estão chegando e nós, do Brasil, temos que mostrar um diferencial para bate-las.
Você espera estar nas Olimpíadas?
Comecei a preparação do ciclo passado e farei de tudo para estar em Tóquio em 2020.
Das grandes seleções, quais são as serem batidas?
Temos seleções com grandes jogadoras e que tem sido destaques, como por exemplo a Sérvia, com a oposta Boskovic, que foi a MVP do Campeonado Mundial, com Mihajlović na ponta, com grandes centrais. Temos a Itália com a Egonu que foi a maior pontuadora e tem tudo para ser uma grande oposto. A China, com Zhu, que tem feito jogos acelerados. Tem muitas seleções que temos que ficar atentos, como a Turquia que surpreendeu na Liga Das Nações. Então, o Brasil tem que buscar evoluir sempre e ficarmos mais próximo possível dessas grandes seleções.
[caption id=”attachment_33528″ align=”alignleft” width=”300



