A jovem levantadora Nicole Drewnick tem o coração dividido entre o Brasil e os Estados Unidos. Depois de se destacar na liga universitária dos Estados Unidos, ela encerrou há poucos dias a primeira temporada como profissional, sendo vice-campeã em Porto Rico com a camisa do Atenienses de Manati. Mesmo entre nomes experientes, ela foi um dos destaques e já mira os próximos desafios da carreira. Agora, o destino será na Superliga, como um dos reforços do Brasília Vôlei para a temporada 24/25.
Ainda quando analisava propostas, Nicole concedeu entrevista ao Melhor do Vôlei, falando sobre os desafios dentro de quadra, as expectativas de atuar na Superliga e o sonho de vestir a camisa da seleção.
Confira:
– Como surgiu o convite do Atenienses? Já acompanhava a liga de Porto Rico?
O convite foi depois que terminei minha temporada na Universidade Notre Dame. Meu agente me avisou que eles estavam interessados e eu fiquei contente porque já joguei com várias meninas que atuaram nessa liga antes.
– A cada ano, mais estrangeiras surgem na liga. Você acredita que o torneio está em crescimento?
Sim, acredito que a liga está crescendo. As porto-riquenhas já jogam com uma energia boa, defendem bem, e são espertas com os ataques. Essa temporada trouxe várias meninas que saíram da universidade e uma mistura de jogadoras vindas da Turquia e da Itália, por exemplo. A temporada foi curta, mas com uma competição de muito alto nível.
– Você já recebeu convite de times do Brasil? Jogaria a nossa Superliga?
Já escutei que tem times interessados do Brasil e Europa. Meu plano e um dia, sim, estar jogando na Superliga porque meu sangue é brasileiro, mesmo sendo americana.
– Jogar na seleção é algo que você deseja? Quais expectativas para os próximos anos?
Sim, sempre foi um sonho. Consegui com o Sub-20, em 2018, quando estava na NCAA (Estados Unidos). Agora, o próximo passo e jogar em alto nível e abrir portas para a seleção. Esse é o meu maior sonho e vou trabalhar muito por isso!
– Em quais levantadoras você se inspira?
Minha mãe falava muito de Fernanda Venturini. Também me inspiro em Lauren Carlini e no Bruninho
– Sua mãe, Cilene Drewnick, é lembrada até hoje pelos anos jogados no Brasil. Ela é a sua maior incentivadora?
Claro que sim. Ela é meu grande apoio e vibra muito por mim. Acho muito importante e me sinto abençoada por ter meus pais me guiando nessa nova fase da minha vida. Eles viveram isso por décadas como profissionais.
– Você jogou na liga universitária dos EUA. Como vê a chegada de torneios profissionais?
Espero que dê certo! Assim, podemos ter mais opções para as atletas. Mas é também bom ver que a liga universitária continua com jogadoras buscando alto nível.


