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Saturday 4 July 2020
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A motivação de Adenízia: “Estou pronta para voltar”

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Uma volta marcada por muito planejamento e dedicação. Quando a temporada 2018/2019 chegou ao fim, Adenízia passou por uma artroscopia no ombro e acompanhou de longe a seleção feminina disputar torneios. De maio para cá, foram muitos meses de fisioterapia e treinos gradativos. Agora, a central está prestes a reestrear no Savino Del Bene Scandicci.

Há um mês, Adê treina ataques e sabe que vai enfrentar uma saudável concorrência no clube italiano que defende desde que deixou o time de Osasco.  Em entrevista ao Melhor do Vôlei, ela fala sobre as expectativas da volta e o sonho ser uma das 12 escolhidas de José Roberto Guimarães para a disputa olímpica em Tóquio, no ano que vem.

Como está o estágio da recuperação? Qual a previsão de retorno?

Estou na parte final, ganhando força e aceleração de braço. Todas as fases anteriores já foram superadas. Ainda não tenho uma previsão para retorno, mas acredito que seja o mais rápido possível. Desde novembro estou atacando e agora é só aguardar a convocação do técnico.

Como tem sido o apoio do Scandicci nesta etapa?

A minha equipe está me ajudando bastante, principalmente o treinador (Marco Mencarelli). Ele está tranquilo porque sabe que conta com centrais (Agnieszka Kakolewska e Jovana Stevanovic) que estão dando conta do recado.

Quando estiver liberada, a disputa pela titularidade no meio de rede será grande…

Realmente. Além da Kakolewska e da Stevanovic, o Scandicci conta com dois jovens talentos na posição. Vai ser um dia após o outro, mas já vivi este tipo de disputa em clube e na seleção. Para mim, não tem nada de novo e sei que, quando puder dar o meu melhor, ajudarei o clube.

O Scandicci está bem na Champions League, mas irregular no Italiano. Quais são as expectativas?

Ganhamos os dois jogos no Europeu, mas na liga ainda não mostramos tudo o que podemos dar. Vários problemas de saúde e e de lesão comprometeram os treinamentos e as preparações. Também perdemos a nossa capitã Lucia Bosetti, uma grande atleta que comandava o fundo de quadra e que deixou um buraco na equipe. A diretoria está em busca de uma nova jogadora italiana para dividir a responsabilidade na função, especialmente com a Elena Pietrini, que é muito nova. Ainda estamos nos encontrando no campeonato, mas acredito que o segundo turno será uma outra história.

O Conegliano está um patamar acima das demais equipes da atualidade?

Eles formam não somente a equipe mais forte da Europa, mas do Mundo. O título na China provou isso. Com certeza, eles são o time a ser batido e é  preciso estar 200% se quisermos ganhar delas. Claro que não é impossível, mas eles estão um nível acima dos demais.

Você considera que Paola Egonu é uma das melhores atletas da atualidade?

Egonu é uma das melhores jogadoras da atualidade. Ela tem crescido muito, principalmente na maturidade. Agora, é só saber administrar. Estamos em um esporte coletivo, mas a gente sempre brinca que tem muitos jogos e títulos que ela literalmente ganha sozinha. Sorte do Conegliano que passou a contar com uma jogadora que tem sido perfeita.

A central campeã olímpica em jogo do Scandicci na temporada passada. (Foto: Arquivo)

Depois de consolidar carreira no Brasil, você já tem uma história no Scandicci e é um dos principais nomes no crescimento da equipe ao longo das últimas temporadas. Sua intenção é continuar no clube? Há interesse em competir em outras ligas?

Estou aqui há quatro anos e vi a equipe sair do sexto lugar para o terceiro. O Scandicci vem montando elencos para chegar chegar às finais, mas infelizmente ainda não conseguiu se achar. O meu futuro aqui é incerto e ainda nem estou pensando nisso… O meu foco atual é a recuperação e a voltar a jogar.

É óbvio que tenho vontade viver outras experiências pelo mundo. Turquia é um grande sonho, além do Japão. Gostaria de passar por esses países pelo menos uma vez, mas tudo está em aberto. Primeiro, quero voltar bem.

Voltar a disputar a Superliga é uma possibilidade? Atuaria por outro time que não fosse o Osasco?

Como disse, está tudo em aberto. Eu posso voltar, como continuar por aqui ou mudar de país. Ainda está muito cedo e tudo pode acontecer até maio de 2020.

Foto: Arquivo pessoal

Por conta da cirurgia, você não esteve com a seleção neste ano. De fora, como avaliou os resultados do país?

Infelizmente, muitas baixas na equipe aconteceram, mas eu tenho a certeza de que o grupo que ficou deu o melhor. As lesões prejudicaram, mas o Zé Roberto soube administrar a situação e dar confiança para as mais novas. A Mara, por exemplo, fez uma bela temporada esse ano. Gosto muito como jogadora e como pessoa. Conheço o caráter dela e sei o quanto essas atuações foram importantes.

Disputar a olimpíada de Tóquio está nos seus planos?

Sem dúvidas! Estou à disposição da seleção. Amo defender o país e senti muita falta de vestir a camisa do Brasil. Jogar voleibol é a minha vida e estou fazendo de tudo para merecer novamente uma convocação. Estou pronta para voltar e com a cabeça focada em Tóquio-20.

A central Fabiana voltou a vestir a camisa do Brasil e Thaísa já manifestou o mesmo interesse. Ao que tudo indica, o técnico José Roberto Guimarães terá muitas opções de escolha entre a experiência e a juventude. Você concorda?

Ter muitas opções é bom para o treinador e o Zé Roberto só tem a comemorar. Grandes jogadoras buscarão uma das vagas em Tóquio.

O que os torcedores podem esperar da Adenízia no restante da temporada 2019/2020?

Todos podem esperar o melhor de mim. Aquele sorriso, aquela alegria dentro de quadra… Uma Adenízia 100% comprometida, com muito amor e dedicação.

 




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