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Sunday 13 June 2021
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A volta por cima de Domingas Soares

Foto: Magnus Lilja

Há poucos dias, Domingas Soares, a Dodô, foi vice-campeã do Grand Prix da Suécia com a camisa Engelholm VS. A medalha de prata, mais do que nunca, teve sabor do ouro. Afinal, a primeira temporada da atacante brasileira no exterior vem sendo marcada pela superação. Logo no início, os maiores adversários foram uma lesão e o eminente risco de encerrar carreira prematuramente.

O Grand Prix foi disputado pelas melhores equipes da Superliga Nacional. Para estar em quadra, Domingas passou por meses difíceis, mas a vontade se seguir fazendo o que ama falou mais alto. Com suporte do time e parceria da compatriota Elis Bento, dar a volta por cima foi menos complicado.

Foto: Arquivo pessoal

Em entrevista ao Melhor do Vôlei, a atleta deu mais detalhes sobre o momento da carreira.

Como você se lesionou?
A lesão foi uma das piores que já tive na carreira. Foi uma ruptura quase total na posterior de coxa. Depois de dois amistosos, aconteceu no primeiro jogo oficial da temporada.
A recuperação foi complicada?
Tive que me dedicar muito. Num primeiro momento, todos se assustaram muito com a gravidade da lesão. Como havia chances de não voltar mais, o clube me deixou livre para retornar ao Brasil, se eu achasse melhor. Mas a minha empresária (Andressa Caetano), que também é fisioterapeuta, e um dos ortopedistas da nossa agência (Classe A), o médico Alessandro Galvanin, foram acompanhando e me orientando, tanto no diagnóstico, quanto nos pedidos de exame. Assim, deu tudo certo no tratamento.
Como foi o apoio do time? E das companheiras de equipe?
Durante esse período, três médicos daqui falaram que eu não iria jogar mais. Era o que todos imaginavam, até que meu corpo foi mostrando melhoras. Eu fiquei com a cabeça boa e acreditando. Dentro do possível, segui com exercícios na academia. Como a evolução foi rápida, as minhas companheiras de equipe ficaram felizes com a possibilidade do meu retorno.

Domingas conta com apoio da experiente Elis. (Foto: Arquivo pessoal)

Sua adaptação foi rápida? Ter o apoio de Elis te ajudou?

Aqui, estou bem. Foi assustador no início por causa dos idiomas falados (sueco e inglês), sem falar da cultura e da diversidade. Contar com a experiência da Elis, que tem experiência fora, me ajudou muito no dia a dia, especialmente na comunicação.
Qual é o seu objetivo agora?
Quero ser campeã nacional e voltar para casa com a medalha de ouro. (Dodô está entre as cinco atacantes com melhor aproveitamento no ataque).



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