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Friday 10 July 2020
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Alexandre Ferrante fala sobre estreia do Flamengo na Superliga B

Objetivo do time é subir para a divisão principal. (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

A poucos dias da grande estreia na Superliga B, o time de vôlei do Mais Querido encara a última semana de preparação. No próximo domingo (20), o Flamengo inicia a caminhada na competição em busca da vaga na Superliga, maior campeonato da modalidade no Brasil. Fora de casa, o time comandado pelo técnico Alexandre Ferrante enfrenta o Marau-RS, às 19h30.

Confira abaixo entrevista que treinador concedeu ao portal oficial da equipe rubro-negra:

Quais são as grandes dificuldades da disputa da Superliga B, onde as equipes são menos conhecidas? Pode ter mais surpresas? O espírito das jogadoras é diferente?
 
As surpresas que a gente pode ter na Superliga B são as surpresas com as equipes. Muito embora eu tenha me empenhado para conseguir alguma coisa de informação a respeito da equipe de estreia, a gente pode ter sempre uma surpresa, uma contratação em cima da hora. Esse tem sido o histórico das equipes nos anos anteriores, equipes que não se propunham a fazer um projeto como nós fizemos. Quanto às dificuldades, eu acho que elas já passaram. A dificuldade é você fazer uma preparação que se mantenha ao longo da temporada toda, nesses seis ou sete meses iniciais de preparação, e manter o grupo motivado e correndo atrás de um objetivo que está por vir. Isso foi às custas de muito trabalho. A gente tem um time empenhado, esforçado, um time, obviamente, com um norte diferente, porque tem uma parte da equipe que já disputou a liga principal e tem uma outra parte da equipe que está sonhando pela primeira vez, então é um time em que a gente usou esse tempo para uniformizar os sonhos, para canalizar um discurso só para que a gente pudesse chegar agora.
Entrar com um objetivo traçado de subir para a Superliga A pode trazer armadilhas ou dificuldades extras?
Claro que jogar com a pressão traz uma dificuldade extra. Ao longo dessa trajetória de sete meses por enquanto, a gente foi muito incisivo em mostrar que essa pressão de fato existe, não temos que fugir dela, temos que nos preparar. Em treinamento, no dia a dia, nas exigências e nos jogos que porventura fizemos, eu sempre procurei trabalhar num patamar bem acima daquilo que eu entendo que possa ser a competição. Então, eu acho que, se tivermos uma surpresa, a gente vai ter mapeado já anteriormente ao longo do treinamento alguma coisa tão ou mais hostil do que a gente vai encontrar. Isso também, estrategicamente, foi uma forma da gente entender que trabalhar com a pressão dessa maneira talvez fique mais fácil quando a trabalharmos nessa realidade. Deu certo na primeira sinalização nossa, que foi a eliminatória da Superliga C. A gente fez uma estreia maravilhosa na competição e quando foi jogar o jogo decisivo jogou menos do que na estreia, talvez pela pressão, talvez pela responsabilidade de passar, talvez pela possibilidade de não dar certo e parar o projeto por ali mesmo, mas fato é que aconteceu isso. Porém, estávamos muito bem preparados e muito acima da exigência que o campeonato pedia, então eu acho que esconder que existe essa pressão é uma grande burrice da nossa parte. A gente tem que conviver com ela, tem sim que preparar as meninas para isso e vamos ver o que vai acontecer, mas eu acho que tivemos muita preocupação em nos prepararmos para essa pressão.
Depois de tanto tempo treinando, como controlar a ansiedade de finalmente começar a disputa para a qual a equipe foi montada?
Não é fácil a gente gerenciar uma equipe sem o norte da competição, sem o gosto de entrar no palco durante uma preparação de 30 semanas. Imagina o que são 30 semanas para trás, cada crescimento que a gente precisou ter, cada inconsistência que tivemos, cada ajuste que precisamos fazer ao longo de tanto tempo sem enxergar qual seria a luz no fim do túnel. Mas eu te digo que esse ano, se nós passarmos – e é o que todos esperamos – a gente certamente já vai ter construído pilares muito sólidos de sustentação para um projeto mais longínquo.
O que pode falar da equipe de Marau, primeiro adversário?
É um time novo, aguerrido, buscou a vaga na Superliga C em uma chave mais competitiva do que a nossa e acho que tem o fator casa. Acho, e não escondo, o nosso time melhor tecnicamente, mas eles têm uma vantagem. Principalmente nesse momento em que todos conviveram com a ansiedade e todos convivem com a dúvida sobre o que vão encontrar. Eles devem ter um vídeo meu, ele tem o dele, cada um se prepara da sua forma, cada um estuda da sua forma, mas eles têm a grande vantagem de já terem disputado a competição. Então, no momento em que já disputaram e conhecem parte das equipes que também participaram no passado, e a competição continua no mesmo formato, eles levam vantagem. Mas eu acho que estamos preparados e eu tenho muita confiança de que a gente vai superar essa suposta vantagem que eles têm e começar com o pé direito.



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BILLRAIO
BILLRAIO
18/01/2019 12:11

Gostaria que o Flamengo tivesse se reforçado com jogadoras mais expressivas.

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