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Wednesday 21 October 2020
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Angélica adota o alto astral como parte da recuperação da cirurgia no joelho‏

Foto: Felipe Christ/Vôlei Amil

Sempre com um sorriso no rosto, Angélica se recupera muito bem da cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Sem dores e na segunda fase do tratamento, ela se dedica de corpo e alma ao trabalho de ganho de força e massa muscular para voltar a jogar com 100% de sua condição física e técnica na Superliga. E se ainda não pode ir à quadra, a central fará as vezes de embaixadora do Vôlei Amil nesta sexta-feira (16/08). Ela representará o time na abertura da 26ª Olimpesec e 1ª Paraolimpesec, às 19h30, no ginásio de Esportes do Clube Regatas, em Campinas.

Angélica já foi madrinha de competições escolares antes, mas esta será a primeira vez que participa da cerimônia de abertura de uma competição, com direito a honra de acender a pira olímpica. Com 25 anos de tradição, a Olimpesec 2013 reúne milhares de atletas de diferentes idades dos clubes de Campinas e região. Mas o evento desta sexta-feira não vai alterar a rotina puxada de tratamento a qual a central se submete. São, em média, 8 horas por dia, em dois períodos, de segunda a sábado. E pensa que ela reclama? Muito pelo contrário. Disposição e bom humor são traços marcantes da atleta. “Chego muito cedo, antes das demais jogadoras. E vou embora depois. Aviso as meninas que na fisio a gente trabalha mais que na quadra, claro que dosando a intensidade. Mas estou muito bem e agora é malhar e ficar fortinha”, afirma.

Um dos segredos de Angélica é seguir calma, confiante e encontrar a alegria de viver na certeza da superação dos problemas e na volta ao vôlei. “Depois que tive a notícia da necessidade da cirurgia, ouvi de muitas pessoas que tiveram problemas de lesão, que manter-se bem ajuda muito na recuperação. Como sempre fui bem humorada, preferi ter essa reação mais tranquila e otimista. Afinal, a gente já tem tanto problema e estresse dentro de quadra, que fora precisa buscar mais tranquilidade. E com a fisioterapia é a mesma coisa. Nesses dois meses, foram poucos os dias em que cheguei meio cabisbaixa”, recorda a atleta, que operou o joelho no final de junho.

Para manter ainda mais seu astral em alta, Angélica conta com muito apoio. Além de toda a estrutura da Arena Amil para o tratamento e do acompanhamento constante do fisioterapeuta Marcio Saraiva, a central tem o convívio diário com as companheiras de time. “O clima é muito gostoso, pois as meninas passam sempre na fisio para conversar e brincar comigo. E minha relação com o Marcio é muito boa. Tudo isso facilita o processo. Afinal, se estar bem é um fator que ajuda, porque não se manter assim?” Quando não está em tratamento, no pilates ou na sala de musculação, Angélica gosta de se dedicar à cultura. “Adoro ler, ir ao cinema e teatro. Quando possível, tento sair um pouco do meio desportivo para fazer outras atividades”, conta ela, que está lendo um livro sobre técnicas de fotografia.

O fisioterapeuta Marcio Saraiva explica que a primeira fase do tratamento, a ‘mais chata’, ficou para trás. “Após a cirurgia, a Angélica precisava recuperar a amplitude de movimentos. Hoje, ela tem flexão e extensão normal na perna e o inchaço reduziu 90%. Agora estamos na segunda etapa, que consiste em ganho de força e massa muscular, além do início de trabalho de propriocepção e equilíbrio. Trabalhamos com cargas menores e muitas repetições na academia. Isso deve durar mais dois meses. A partir daí faremos o trabalho de saltos, fortalecimento com cargas altas, ou seja, intensidade maior, visando hipertrofia. Por fim, já no último mês de tratamento, projetado para dezembro, ela desenvolverá atividades para o retorno à prática da modalidade”, avalia o profissional, sempre elogiando a dedicação, disciplina e alto astral da atleta.




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