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Saturday 26 September 2020
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Angels Volley: eles querem cruzar o oceano e representar o país no Gay Games

Foto: Divulgação

Por Júnior Barbosa

Um sonho que já tem muita torcida para se tornar realidade. A décima edição do Mundial do Gay Games, que será realizado em Paris (França), em agosto de 2018, poderá ter a participação de um time de brasileiros no voleibol de quadra masculino: o Angels Volley Brazil. Porém, ainda há um importante desafio a ser superado: a conquista de apoio financeiro.

Em conversa com o MDV, um dos idealizadores da equipe, Willy Montmann, falou sobre  as dificuldades – e também alegrias – que Angels Volley vive na preparação para o torneio. O grupo não é formado por atletas profissionais, mas alguns chegaram a disputar competições oficiais no Brasil e no exterior. Sem patrocínio, os custos são divididos por todos.

Garantir a participação no Gay Games poderá ter um significado ainda maior, pois a equipe completará 10 anos em 2018. “Quando começou, era totalmente informal. O grupo foi formado por amigos que se conheciam do dia a dia, ou de festas e redes sociais. Tudo era bem informal, mas fomos crescendo com o passar dos anos”, disse Willy.

Em busca de recursos para arcar com as despesas da viagem, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação e treinos, as expectativas são boas. “Algumas empresas já entraram em contato conosco. Teremos reuniões no início de janeiro e estamos confiantes”, acrescentou.

Os treinos acontecem todos os sábados, das 15h às 18h e o próprio time é quem paga pela utilização da quadra. “Deveremos aumentar a quantidade de treinos, mas sabemos que os custos se elevarão. Se aparecer apoio, será muito bom”, frisou Willy.

Quem desejar obter mais informações ou saber como ajudar, pode entrar em contato por e-mail (willymarcondes@hotmail.com) ou pelo Instagram (@angelsvolley).

Reprodução

Apoio de atletas

Muitos jogadores estão gravando vídeos em apoio ao Angels Volley. Pelo perfil do time, há mensagens de Jaqueline, Carol Gattaz, Ariele, Bruno Canuto, Carol Albuquerque, Thaísa, Juma, Tifanny e até de outras modalidades, como a ex-jogadora de basquete Alessandra e o ginasta Arthur Nory.

Público

“A aceitação do público está muito boa, inclusive dos heteros. Muitas mães já nos procuraram para contar que seus filhos se revelaram gays e que gostariam que eles fossem como a gente. Da outra parte, também conhecemos e conversamos com muitos gays que enfrentam dificuldades com a aceitação. Até o momento, não tivemos manifestações de ódio e de preconceito nas nossas redes sociais.”

Homofobia

“Este é um assunto que precisa ser constante no esporte. No passado, já tivemos muitos casos, como o do Lilico, que era apontado como um dos principais jogadores da Superliga Masculina, mas que nunca foi convocado para a seleção. Ele foi vítima de preconceito, sim. Ainda há muito machismo no vôlei masculino. Muitos jogadores ficam com medo de nos apoiar e de serem rotulados. Já no feminino, há menos receios, independente da orientação sexual”.

Willy é um dos idealizadores do time. (Foto: Arquivo pessoal)

Experiência de vida

“Eu tive a sorte de nascer em uma capital (São Paulo). Estudei em uma escola particular, mas foi difícil. Estava entre pessoas de nível médio e alto e, mesmo assim, sofria perseguição por não querer jogar futebol. Fico imaginando como deve ser ainda mais complicado para uma criança que vive em cidades menores e de outras regiões. Hoje, estamos como vitrine. Muitos passaram a nos conhecer e poderão se espelhar em nós. Sabemos que é apenas um primeiro passo e torcemos para que venham jovens que sejam mais do que nós. Seria ótimo se nas próximas temporadas surgissem nomes de destaque que falem abertamente que são gays.  Ser gay não é doença ou motivo de deboche e de desprezo. Caminhamos para uma evolução em diversas áreas, como vemos com a Pablo Vittar, uma cantora que está rompendo barreiras na música.”

Tifanny

“A Tifanny é muito importante. Como atleta, ela é um marco para todos nós e para história do esporte brasileiro. A parte triste é ver a falta de entendimento de algumas pessoas. Em alguns casos, chega a ser até tolerável porque o preconceito está impregnado na nossa sociedade . O complicado mesmo é ver que alguns gays estão se posicionando contra ela e falando absurdos em uma disputa para saber quem é melhor ou pior. Somos uma minoria que deve estar unida. É o que eu falo o tempo inteiro: os gays mais fortes são os afeminados, os trans, as trans, as travestis… Tem gente que acredita que eles são os mais frágeis, mas não são. A Tifanny é uma heroína e tem todo embasamento legal, médico e intelectual. Então, ela está onde deveria estar, no momento que deveria estar, com quem deveria estar e sendo quem ela deveria ser. Ela é uma mulher e ponto final.”

Resistência

“Existem muitos episódios tristes no vôlei. Teve o caso com o central Michael (na época, pelo extinto Vôlei Futuro), mas até a bicampeã olímpica Fabiana sofreu racismo. Há um atraso intelectual forte e parte até de jovens que acham que podem se sobressair diminuindo outras pessoas. Quem acha que será melhor por diminuir alguém precisa evoluir. O Angels Volley tem a missão de levantar a bandeira e incentivar outros atletas e times. A nossa média de idade é de 30 anos e praticamente todos sofreram algum tipo de exclusão no esporte anteriormente. Participar do Gay Games será como estar em uma olimpíada. Tudo aquilo que não fomos no esporte que amamos, poderemos ser agora. Temos um sonho e não desistiremos. A nossa mensagem é essa.”

Sucesso nas redes

Foto: Reprodução

O Angels Volley está com cada vez mais seguidores e fãs no Instagram. Em postagens, o perfil apresenta os jogadores, mensagens de apoio que recebe de personalidades e de combate à homofobia. Um exemplo é o do oposto Tiago Neres (foto), de 1,92m. Além de jogar, ele também é um dos advogados do grupo

 

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Bruna Volochova

“Há um atraso intelectual forte e parte até de jovens que acham que podem se sobressair diminuindo outras pessoas. Quem acha que será melhor por diminuir alguém precisa evoluir.”

Poderíamos aprender esta mensagem.

Dani

“Seria ótimo se nas próximas temporadas surgissem nomes de destaque que falem abertamente que são gays”
Campeão olímpico Douglas Souza é um super destaque e gay assumido 😉

Bruna Volochova

O Douglas é assumido? Nunca li nada sobre.

[…] Angels Volley: eles querem cruzar o oceano e representar o país no Gay Games […]

Bruneque Modenaida

gente ta faltando nesse time um levantador muito famoso que jogava num time de SP, esqueci o nome do clube aiiiiñnnn. Usavam camisa vermelha e preta e o nome começava com S.
Esqueci o nome do levantador mas ele joga na Italia e acho que é da seleção aiiiin esqueci o nome do levantador gentiiii, pode? kkkkk estou taaaaao esquecida ultimamente gente
🤗😘😪😨

street voley

ué mais desde quando esse tal levantador é gay??? Sonho não é realidade

Bruneka devoradora de boys italianos

A senhora que não sabe de nada santa, esse levantador só pega boy com mais de 2,m se tiver menos ela não aceita. Ex namorados dela: Holt, Lucão e o atual é o Randazzo boy magia de 2,10m calça 62 ta meu bemm. Ela só abriu exceção para o Ngapeth que calçava 64 imagina o tamanho do pesao do negao kkkkkkkkk ela e bem largpna passivone né amigaaaa kkkkkkkkk.

Sabe de nada inocente.
Acorda Alice wonderland
Bjoss
👄👄👄👄💗💛

edson aranha

O caso da Tiffany não tem nada de preconceito e sim de medicina/fisiologia
Apesar de ter feito a mudança de sexo ainda é homem, se não fosse não teria porque tomar hormônios femininos né??
Então há uma disparidade entre Tiffany e demais jogadoras

Medoner

Aham tá

Gente vocês tem que aprender que a biologia, a medicina, a neurologia, tudo mesmo……. diz que mulheres trans são mulheres. Desiste.

Não enche o saco!

Todo mundo aqui sabe de biologia querido! Agora Tifany é muito mulher e não é nem um pouco parecida com homem, vc que é meio cabeça dura!

Tifany mulher sim!!!

Tifany é mulher sim! Homem é que Tifany não é mesmo! Inclusive ela é totalmente feminina! Larga do pé da moça e deixa ela em paz!

CETOKA

Cara, quem é você pra dizer algo sobre o caso da Tiffany?
Você é mais um leigo querendo deixar uma opinião na qual você nem tem argumento pra defender. Sabe quantos estudos e profissionais acompanharam o caso dela pra que isso fosse aprovado?
O que mais se vê são pessoas dizendo que é injusto, sem ao menos saber 1/3 de tudo o que ocorreu em todo esse processo.
Então para de falar besteira!

Bruna Volochova

Edson, independentemente de ter feito cirurgia ou não a Tiffany é uma mulher que nasceu num corpo masculino. A identidade de gênero é construída socialmente e representa o que a pessoa sente que é, independentemente do exterior. Ela sempre foi mulher, num corpo incompatível com sua identidade, daí o ajuste cirúrgico. Além de mulher, gênero, ela é heterossexual, orientação, pois gosta de homens. É simples de entender, principalmente se mantivermos nossa mente aberta. Mas é compreensível a não aceitação, dada nossa tradição cultural de preconceito, racismo, repressão sexual, culpa e pecado. Mas somos humanos e o que nos diferencia dos… Ler mais »

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