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Thursday 6 August 2020
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Aos 43, Fofão não esconde a felicidade e afirma: Quero continuar na Unilever

Foto: Eugênio Vieira

Escolhida MVP da decisão deste domingo (06/04) no Ibirapuera, em São Paulo, Fofão era uma das mais contentes com a vitória da Unilever sobre o Sollys Nestlé.

Aos 43 anos e após um ano parada por não ter clube onde jogar, a atleta fez questão de agradecer e enaltecer a nova casa.

Sobre o jogo, Fofão salientou que Bernardinho conseguiu passar ao time em quadra o que faltou, em especial nos primeiros sets. “Faltava vibração e no terceiro set o Bernardinho encaixou isso, tentou bloquear as principais jogadoras delas e defender muitas bolas e isso fez a diferença. Se tivesse sido três a zero seria atípico, mas a gente não tinha escolha. Tinhamos que arriscar alguma coisa. Meu saque entrou de uma forma que não estava entrando e os pontos foram vindo e ganhamos confiança. Elas baixaram a guarda também e a gente conseguiu dominar o jogo. Quando dão essa oportunidade, você tem que massacrar. A gente fez por merecer isso”.

Sobre o ponto decisivo, Fofão disse que a escolha de Natália foi proposital. “Eu fico feliz por ela, torço muito por ela e eu olhei e decidi que era ela que iria decidir o jogo. Eu quis fazer isso de propósito porque ela merece.”

Participando pela primeira vez da decisão entre Rio e Osasco, Fofão foi sincera e rebateu as que criticam a final repetida da Superliga Feminina. “Eu vou te falar que é a primeira vez que participo desse clássico na final. Eu sempre torcia para meu time chegar e só dava Rio x Osasco. E só estando aqui para saber como eles trabalham para chegar. Não é só sorte ou porque o time é forte. Osasco veio para ser campeão de tudo, mas nós não éramos fortes. Trabalhamos muito, o Bernardo tem uma filosofia em que a gente precisa se doar e não iriamos entregar três sets a zero. Ele consegue tirar isso da gente e isso é o diferencial e não é a toa que a Unilever está sempre na final.”

Campeã aos 43 anos, Fofão não escondia a alegria do momento. “Estou feliz. Sabia da responsabilidade que eu tinha e que era preciso que eu contribuísse tanto na experiência, como na vibração. Me entreguei em quadra, mesmo não estando 100%, mas o coração falou mais alto. Ganhar um título no tie-break não é fácil”

Para encerrar, Fofão disse que pretende seguir jogando e na Unilever. “Peço saúde a Deus porque a vontade de jogar e a disposição são enormes. Enquanto isso existir, vou estar dentro de quadra. Quero continuar na Unilever, que cuidou muito bem de mim. Mas, se não houver a possibilidade, ainda vou decidir o que fazer”, disse Fofão.




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